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Ilustração do filme meu pai mostrando Anthony, o protagonista com sua filha a sua frente
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O filme Meu Pai e a doença de Alzheimer

30 julho, 2021 | Genética na Cultura

Conheça Anthony e como é viver com demência – Filme Meu Pai 

 

Indicado para 6 Oscars em 2021 e estrelado por Anthony Hopkins e Olivia Colman, o filme Meu Pai (The Father) conta a história de Anthony, um homem de 81 anos que está com a doença de Alzheimer. 

A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência, uma condição neurodegenerativa que afeta pelo menos 40 milhões de pessoas no mundo.

A perda de memória costuma ser o primeiro sintoma observado, que se agrava à medida que a doença avança e é acompanhada de desorientação, mudanças de humor e comportamento, confusão sobre eventos, tempo e lugares e, em seus estágios avançados, dificuldade para falar, engolir e andar.

Diferente de outras produções – que mostram o Alzheimer sob o ponto de vista externo, de quem vê o paciente, do familiar cuidador, etc. – Meu Pai mostra os sintomas da demência e seu avanço do ponto de vista da pessoa que vive com ela.

A história se passa seguindo o raciocínio de Anthony, ou seja, colocando o espectador completamente atrás do seu ponto de vista, conforme a doença progride no seu cérebro. Anthony vive uma série de encontros confusos e ilógicos. Rostos, pessoas e linhas do tempo se misturam em sua percepção. Isso torna a narrativa do filme desconexa e ao mesmo tempo envolvente e emocionante. 

Parece uma fantasia de terror, uma terrível conspiração contra Anthony – mas é simplesmente o que seu cérebro danificado está fazendo com que ele veja, ouça e acredite.

O filme é uma imersão na realidade vivida de uma pessoa que sofre da doença de Alzheimer e, por isso, também é um apelo à empatia com quem sofre de demência. Para contribuir com a conscientização sobre essa doença, neste post descrevemos os principais pontos conhecidos sobre o Alzheimer.

 

O que é a doença de Alzheimer?

O Alzheimer é uma doença cerebral progressiva que destrói lentamente a memória e as habilidades de raciocínio e, eventualmente, a capacidade de realizar as tarefas mais simples do cotidiano. 

A doença é caracterizada por alterações no cérebro – incluindo as chamadas placas amilóides e os emaranhados neurofibrilares (ou tau) – que resultam na perda de neurônios e de suas conexões. Os neurônios transmitem mensagens entre diferentes partes do cérebro para os músculos e órgãos do corpo. Essas e outras alterações afetam a capacidade de uma pessoa de lembrar, raciocinar e, eventualmente, de viver de forma independente.

Alzheimer e demência são frequentemente usados como sinônimos, mas não são a mesma coisa. A demência é um grupo de mais de 100 doenças e o Alzheimer é uma delas. Os termos são facilmente confundidos porque Alzheimer é a causa mais comum de demência, responsável por pelo menos 60% dos casos. 

No Brasil, estima-se que existam 1,2 milhões de pessoas com Alzheimer, mas a maioria delas não possui diagnóstico.

 

Quais são os sintomas do Alzheimer?

O Alzheimer é uma doença progressiva, ou seja, os sintomas pioram gradualmente ao longo dos anos. Na maioria das pessoas afetadas, os sintomas aparecem pela primeira vez por volta dos 60 anos. 

Nos estágios iniciais a perda de memória é leve e os sintomas, que podem passar despercebidos, incluem: perda de memória recente, dificuldade para encontrar palavras, desorientação no tempo e no espaço, dificuldade para tomar decisões, perda de iniciativa e de motivação, sinais de depressão, agressividade, diminuição do interesse por atividades, entre outros.

Nos estágios mais avançados os indivíduos perdem a capacidade de manter uma conversa e responder ao ambiente, esquecem nomes de familiares e passam a depender de outras pessoas para fazer atividades básicas diárias.

Em média, uma pessoa com Alzheimer vive de 4 a 8 anos após o diagnóstico, mas pode viver até 20 anos, dependendo de outros fatores.

 

O que causa o Alzheimer?

A causa do Alzheimer ainda não é totalmente compreendida. Até o momento, entende-se que a doença é desencadeada por uma combinação de fatores de risco: mudanças no cérebro relacionadas à idade, junto a fatores genéticos, ambientais e de estilo de vida

É importante lembrar que: ter um fator de risco não quer dizer que, necessariamente, terá a doença, mas que possui um risco maior de desenvolvê-la em comparação com alguém que não tem esse fator. Além disso, o impacto dos fatores de risco varia de pessoa para pessoa.  

Os principais fatores de risco são:

  • Idade

A idade avançada não causa o mal de Alzheimer, mas é o fator de risco conhecido mais importante para a doença. 

O número de pessoas com doença de Alzheimer dobra a cada 5 anos após os 65 anos. Cerca de um terço de todas as pessoas com 85 anos ou mais podem ter doença de Alzheimer. 

No entanto, a idade é apenas um fator de risco. Muitas pessoas vivem além dos 90 anos, sem nunca desenvolver demência.

Raramente, cerca de 10% dos casos, o Alzheimer ocorre em pessoas entre 30 a 60 anos, esses casos são chamados de Alzheimer prematuro ou de início precoce.

  • Histórico familiar

Pessoas que possuem familiares próximos com Alzheimer possuem um maior risco de desenvolver a doença. Isso pode ocorrer devido ao compartilhamento de alterações genéticas de risco associadas à doença e fatores do ambiente – ou ambos –  entre os familiares.

  • Genética

Tanto a doença de Alzheimer tardia como a de início precoce possuem componentes genéticos. Estudos já apontaram que variantes no gene APOE (apolipoproteína E) estão associadas a um maior risco de desenvolver a doença de início tardio

Já o Alzheimer de início precoce, visto em casos familiais, é associado à alterações nos genes APP, PSEN1 e PSEN2.

Ainda não se sabe ao certo como as alterações nesses genes causam o Alzheimer, mas, pessoas que possuem variantes de risco nesses genes possuem maior probabilidade de desenvolver a doença.

 

Como o diagnóstico é realizado?

O diagnóstico do Alzheimer é feito com base em avaliação clínica, incluindo exames neurológicos, laboratoriais e de imagem, testes cognitivos e do histórico familiar. 

O teste genético pode ser indicado para auxiliar no diagnóstico do Alzheimer de início precoce e para testar pessoas com um forte histórico familiar de Alzheimer ou uma doença neurológica relacionada.

 

O Alzheimer possui tratamento?

A doença de Alzheimer ainda não tem cura, mas existem opções de tratamentos medicamentosos e terapias não medicamentosas que ajudam a tratar os sintomas e controlar o seu avanço. 

O objetivo dos tratamentos é preservar a função mental, gerenciar sintomas comportamentais e desacelerar o avanço dos danos mentais, como a perda de memória. 

De modo geral, o diagnóstico precoce ajuda a preservar a qualidade de vida do indivíduo.

Atualmente, muitas pesquisas buscam o desenvolvimento de terapias direcionadas aos mecanismos genéticos, moleculares e celulares específicos para tratar a causa da doença.

 

Diagnóstico genético e a Mendelics

Para auxiliar os médicos, os pacientes e seus familiares em busca do diagnóstico genético do Alzheimer, a Mendelics desenvolveu o Painel de Demências e Parkinson

Utilizando a tecnologia de NGS, o Painel analisa 60 genes envolvidos em formas precoces e/ou familiais de Doença de Alzheimer e Doença de Parkinson, entre outras.

É importante lembrar que esse post tem caráter educativo e somente um médico pode avaliar os benefícios do exame genético para o paciente e definir qual exame é mais adequado. Por isso, converse com seu médico! 

Para saber mais entre em contato com a nossa equipe pelo telefone (11) 5096-6001 ou através do nosso site. Dúvidas? Deixe sua pergunta nos comentários abaixo.  

 


Referências

  1. https://www.imdb.com/title/tt10272386/
  2. https://www.nia.nih.gov/health/alzheimers-disease-fact-sheet
  3. https://www.alz.org/alzheimers-dementia/what-is-alzheimers
  4. https://www.hcor.com.br/hcor-explica/neurologia/alzheimer-fique-atento-aos-sinais/
  5. https://abraz.org.br/2020/sobre-alzheimer/o-que-e-alzheimer-2/

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