Câncer de próstata hereditário: exames genéticos

Câncer de próstata hereditário: exames genéticos

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), mais de 65 mil novos casos de câncer de próstata são diagnosticados por ano.

O câncer de próstata hereditário representa 10% dos casos diagnosticados. Isso é equivalente a cerca de 6.500 casos ao ano.

Veja mais conteúdos da campanha Novembro Azul Mendelics: Abrace Sua Genética.

 

O câncer de próstata hereditário

A forma hereditária do câncer de próstata afeta cerca de 10% dos casos diagnosticados da doença. Esses pacientes possuem mutações em genes importantes para a divisão e o crescimento celular que, quando alterados, podem levar ao desenvolvimento de tumores.

Nos portadores dessas mutações, que estão presentes desde o nascimento, o câncer costuma se manifestar precocemente, antes dos 50 anos, e pode ser mais agressivo que o câncer esporádico (somático).

Na maioria dos casos de câncer de próstata hereditário há histórico familiar da doença. Como os genes que aumentam o risco desse tipo de câncer também estão relacionados a outros tipos, esse histórico não se refere somente a casos de câncer de próstata, mas também aos de câncer de testículo, câncer de mama, câncer de ovário e câncer de pâncreas.

Isso fica ainda mais evidente em homens de origem africana ou caribenha. Nessas populações, a incidência de câncer de próstata pode ser até três vezes mais alta, e costuma afetar vários membros de uma mesma família.

O histórico familiar de câncer é um indicativo de que variantes patogênicas podem estar sendo passadas de geração em geração na família. Esse é um dos fatores de risco para o desenvolvimento de câncer de próstata.

 

Causas do câncer de próstata hereditário

O câncer de próstata hereditário está associado a mutações em genes que atuam na divisão e crescimento celular. Essas mutações aumentam o risco de desenvolver câncer de próstata e, somadas a fatores de risco ambientais, podem levar ao desenvolvimento de tumores.

Diversos genes já foram associados ao desenvolvimento de câncer de próstata hereditário. Dentre eles estão os genes BRCA1 e BRCA2, também relacionados com alto risco de câncer de mama e ovário hereditários. Mutações no gene BRCA2 podem elevar o risco de câncer de próstata em até 60%.

Dezenas de outros genes já foram associados à forma hereditária do câncer de próstata, cada um com contribuições diferentes. Na tabela abaixo mostramos o risco associado com os principais genes estudados até hoje.

Principais genes associados ao desenvolvimento de câncer de próstata hereditário

É importante lembrar que mutações nesses genes podem aumentar o risco de outros tipos de câncer, como o de testículos, mama, ovários e pâncreas. Por isso, a detecção dessas mutações pode beneficiar não só o paciente, mas também os seus familiares.

 

Testes genéticos para câncer de próstata hereditário

Estudos sobre câncer hereditário já identificaram diversos genes que podem contribuir com um alto risco da doença quando alterados e, graças aos avanços da medicina preditiva, hoje já podemos identificar essas alterações antes mesmo do câncer se desenvolver.

Os testes genéticos para câncer hereditário de próstata analisam os genes associados à doença visando identificar mutações que podem alterar o funcionamento normal da célula. Como essas mutações estão presentes em todo o corpo, desde o nascimento, o exame pode ser realizado com amostras de sangue ou saliva, sem necessidade de biópsia.

O resultado do exame indica se a pessoa é portadora de alguma mutação que aumenta o risco de desenvolver alguns tipos de câncer ao longo da vida. Com essa informação, o portador pode traçar um acompanhamento individualizado com o seu médico e realizar medidas preventivas para minimizar o seu risco.

Além disso, o resultado do exame pode servir como um alerta para outros membros da família, que devem consultar um médico especialista para verificar qual o seu próprio risco de desenvolver câncer hereditário.

É importante enfatizar que ser portador de uma dessas mutações não significa, necessariamente, que o câncer vá se desenvolver, mas sim que o portador possui um risco elevado de desenvolver a doença, quando comparado com a população não portadora.

 

Novembro Azul na Mendelics

Assim como outros tipos de cânceres, a forma hereditária do câncer de próstata soma cerca de 10% dos casos diagnosticados. Testes genéticos de predição de risco de câncer hereditário podem identificar as alterações genéticas que aumentam o risco de desenvolver a doença.

A Mendelics oferece diversos exames para diagnóstico de câncer hereditário, incluindo o Painel de Câncer de Próstata Hereditário, que analisa 20 genes associados ao desenvolvimento da doença.

Procure seu médico para saber mais sobre o câncer de próstata e qual o seu risco. Se houver necessidade de fazer um teste genético, entre em contato com a nossa equipe. 

Informe-se. Abrace sua genética e drible os riscos do câncer!

Neste Novembro Azul, preparamos conteúdos informativos sobre o câncer de próstata, seguindo a nossa campanha #AbraceSuaGenética, que foi iniciada durante o Outubro Rosa.

Veja os artigos sobre câncer de mama e o Outubro Rosa.

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Referências:

INCA – Câncer de Próstata

National Cancer Institute

Kheirandish P. e Chinegwundoh F. 2011. Ethnic differences in prostate cancer. British Journal of Cancer, 105(4), 481–485. https://doi.org/10.1038/bjc.2011.273.

The Bold Type e o Câncer de Mama

The Bold Type e o Câncer de Mama

A jornada de uma portadora de mutação nos genes BRCA1 e BRCA2

 

A série The Bold Type, disponível na Netflix, conta as histórias de três amigas, Jane, Sutton e Kat, que trabalham em uma grande e famosa revista de moda, a Scarlet.

Logo na primeira temporada, a série já começa a destrinchar a relação de Jane com o câncer de mama. A personagem, uma das redatoras da Scarlet, é incumbida de escrever um artigo sobre testes genéticos para detecção de mutações que aumentam o risco de desenvolver a doença.

Fica visível que Jane não se sente confortável com a tarefa. Esse desconforto se torna ainda mais aparente quando ela entrevista uma médica que incentiva mulheres com histórico familiar de câncer de mama a se testarem, mesmo que muito jovens, o que Jane parece achar um exagero.

Questionada sobre seu histórico familiar, Jane revela à médica que sua mãe era portadora de uma mutação nos genes BRCA (BReast CAncer gene) e morreu muito jovem, aos 32 anos de idade, lutando contra o câncer de mama. Nesse momento entendemos o motivo da relutância da personagem com o teste que poderia revelar se ela também possui a mutação.

Mulheres portadoras de mutações nos genes BRCA têm risco aumentado de desenvolver câncer de mama. Mutações no gene BRCA1 aumentam o risco para até 87%, enquanto mutações no gene BRCA2 aumentam o risco para até 88%. Essas mutações também aumentam o risco de desenvolver câncer de ovário.

Outubro Rosa - A descoberta do gene BRCA1

A ansiedade da personagem sobre o assunto aumenta quando ela vê a campanha da própria Scarlet para o Outubro Rosa. Assim como muitas outras empresas, a revista optou por falar de prevenção de forma leve, alegre até, sem considerar a dificuldade e angústia que acompanham o diagnóstico e tratamento do câncer, algo que Jane conhece bem.

Falar sobre a realidade de pacientes com câncer de mama é delicado, e deve ser feito com cuidado e respeito. Por isso, Jane resolve superar o seu medo e falar da sua história no artigo para a Scarlet. E o primeiro passo dela foi fazer o teste para câncer hereditário.

O resultado do teste foi positivo. Jane herdou a mutação da mãe.

A personagem precisa agora lidar com essa informação e com os próximos passos e decisões que precisa tomar. Felizmente, Jane possui uma boa rede de apoio que a ajudou a superar esse momento. Além de uma médica muito competente, que explicou muito bem o que o resultado significava e quais as medidas preventivas que ela poderia tomar.

Somado aos autoexames e exames preventivos periódicos, como mamografias e ultrassons, Jane eventualmente opta por uma dupla mastectomia: a retirada das duas mamas. Ela toma a decisão depois de encontrar um nódulo em uma das mamas. Apesar dos exames indicarem que não era maligno, a preocupação foi suficiente para que ela decidisse operar.

Apesar de ser pouco discutida, a mastectomia é uma das formas mais efetivas de prevenir o câncer de mama em pessoas com alto risco. O assunto ficou em evidência em 2013, quando a atriz americana Angelina Jolie anunciou que tinha passado pela cirurgia depois de testar positivo para uma mutação no BRCA1.

A dupla mastectomia reduz o risco de desenvolver câncer de mama em 95% em mulheres dentro do grupo de risco, como Jane e Angelina Jolie. E a salpingo-ooforectomia (remoção dos ovários e trompas) preventiva reduz o risco de câncer de mama em 50%, e de câncer de ovário em 90%.

Outubro Rosa - Efeito Angelina Jolie - eficácia das cirurgias profiláticas para redução do risco de câncer de mama

Histórias reais de pacientes, sobreviventes e portadores de alto risco são muito importantes para as campanhas de conscientização. Depois que a atriz Angelina Jolie se pronunciou, o número de exames e cirurgias preventivas aumentou muito. Esse aumento foi chamado de “Efeito Angelina Jolie” , e mostra que exemplos reais podem contribuir muito na conscientização e prevenção do câncer de mama.

Katie Stevens, que interpreta Jane na série The Bold Type, também compartilhou sua experiência. A atriz, assim como sua personagem, encontrou um nódulo em uma das mamas durante um autoexame. Felizmente, o tumor foi diagnosticado como benigno. Nas redes sociais, ela fala sobre a importância das mulheres fazerem o autoexame e exames preventivos regulares.

A série The Bold Type aborda o câncer de mama de um ângulo incomum. Jane retrata a história de muitas mulheres com histórico familiar da doença e que precisam lidar com decisões difíceis sobre saúde e prevenção, mesmo quando ainda muito jovens.

Mostra também o impacto que as campanhas de conscientização têm na população, e o cuidado que deve ser tomado ao construí-las.

 

Outubro Rosa na Mendelics

A Mendelics tem como missão tornar o diagnóstico genético rápido, preciso e acessível para todos que precisam. Acreditamos que para atingir esse objetivo precisamos, também, informar.

A campanha #AbraceSuaGenética traz conteúdos informativos sobre o câncer de mama: o que é e como se desenvolve, quais os fatores de risco e as medidas preventivas, principalmente focado em câncer de mama hereditário.

Confira todos os posts na nossa categoria Outubro Rosa.

O câncer de mama hereditário, retratado em The Bold Type, corresponde a cerca de 10% dos casos diagnosticados. Costuma se manifestar em vários membros da família, que compartilham alguma mutação genética que aumenta o risco da doença.

As mutações que aumentam o risco de desenvolver câncer de mama hereditário podem ser identificadas antes mesmo do aparecimento do tumor, analisando o DNA. A Mendelics possui diversos painéis para a investigação de cânceres hereditários, incluindo o Painel de Câncer de Mama e Ovário Hereditários, que analisa 37 genes associados a essas doenças.

Esse tipo de exame é importante pois traz a informação de qual mutação está presente no portador. Cada mutação aumenta o risco de uma forma diferente e pode ajudar a definir as medidas preventivas e o melhor tratamento, caso o portador desenvolva o câncer.

Além disso, o resultado pode beneficiar outros membros da família, que também podem ser portadores da mesma mutação.

É importante ressaltar que as mutações que aumentam o risco de câncer de mama, como nos genes BRCA1 e BRCA2, não afetam somente as mamas, mas também aumentam o risco de desenvolver câncer nos ovários e pâncreas. Além disso, as mutações também afetam homens, aumentando o risco de câncer de mama, pâncreas e próstata.

Quando falamos de câncer hereditário, as campanhas do Outubro Rosa e do Novembro Azul andam lado a lado. A prevenção é para toda a família.

Se você tem histórico familiar de câncer, consulte um médico e veja como se prevenir.

Abrace sua genética!

Conheça os exames genéticos para câncer de mama


Referências

  1. Engel and C. Fischer. Breast cancer risks and risk prediction models. Breast care, vol. 10, no. 1, pp. 7–12. 2015. Doi: 10.1159/000376600.
Atletas Raros

Atletas Raros

Saiba mais sobre atletas raros nos jogos de 2021

Devido à pandemia, os jogos de Tóquio 2020 foram adiados e estão acontecendo um ano após o planejado. Os jogos paralímpicos se estendem da última semana de agosto à primeira de setembro e vai receber mais de 4.500 atletas com deficiências, sendo 253 brasileiros.

Apesar de muitos dos atletas terem adquirido suas deficiências após passarem por acidentes, outros tantos possuem doenças genéticas raras e hereditárias que resultam em deficiências físicas, sensoriais ou intelectuais.

Nesse post vamos comentar sobre as doenças genéticas raras que afetam os atletas paralímpicos brasileiros que estão competindo em Tóquio.

 

Doenças Raras

Segundo o Ministério da Saúde Brasileiro, uma doença é considerada rara quando atinge no máximo 65 pessoas a cada 100.000. Pode parecer muito pouco, mas quando consideramos todas as doenças raras, esse número é expressivo. 

Existem mais de 7.000 doenças raras descritas, sendo que 80% delas são genéticas. Considerando esse total, cerca de 1 a cada 20 crianças nascidas vivas possuem alguma doença rara. Com essa perspectiva vemos que as doenças raras são mais comuns do que imaginamos.

Dentre os 253 paratletas brasileiros que foram convocados para Tóquio, mais de 30 possuem doenças raras de causa genética conhecida. Na tabela abaixo listamos as categorias esportivas em que esses atletas competem, assim como as suas conquistas nos principais campeonatos e quais doenças genéticas possuem.

Quadro de medalhas dos paratletas que possuem doenças raras

 

Conheça as doenças genéticas raras dos nossos paratletas

Doenças raras que afetam a visão

Albinismo

O Albinismo é caracterizado pela ausência de melanina na pele, olhos e cabelos, que pode ser o único sinal ou vir acompanhado de outros sintomas como a perda parcial ou total da visão.

O albinismo oculocutâneo, a forma mais comum, é causado por mutações nos genes OCA2, TYR, TYRP1, SLC45A2, MC1R, e afeta cerca de 1 a cada 20.000 pessoas no mundo.

 

Doença de Stargardt

A doença é caracterizada pela perda progressiva da visão que se inicia na infância ou adolescência, sensibilidade à luz e daltonismo.

Stargardt é causado por mutações no gene ABCA4, e afeta cerca de 1 a cada 9.000 pessoas no mundo.

 

Retinose pigmentar

É caracterizada pelo depósito de pigmento (melanina) na retina que causa a perda progressiva da visão. Pode surgir como um sintoma da Síndrome de Usher.

A Retinose pigmentar afeta cerca de 1 a cada 4.000 pessoas no mundo e pode ser causada por mutações em mais de 15 genes diferentes.

 

Catarata Congênita Hereditária

A catarata é uma doença caracterizada pela obstrução do cristalino, a lente do olho, que se torna esbranquiçado e opaco. A forma senil (se desenvolve em idosos) é mais comum.

A forma congênita afeta cerca de 1 a cada 10.000 pessoas no mundo e pode ser causada por mutações em mais de uma dezena de genes.

 

Doenças raras que afetam ossos e musculatura

Nanismo

É caracterizado por baixa estatura (média de 120 cm). Existem muitos subtipos e centenas de causas, em sua grande maioria genéticas.

As formas mais comuns da doença, chamadas acondroplasia e hipocondroplasia, são causadas por mutações no gene FGFR3, e contabilizam cerca de 70% dos casos, afetando cerca de 1 pessoa a cada 25.000.

 

Raquitismo Hipofosfatêmico

Também conhecido como raquitismo resistente à vitamina D, é caracterizado por dores ósseas, encurtamento e curvatura das pernas, devido aos baixos níveis de fosfato no sangue.

A doença afeta 1 a cada 25.000 nascidos vivos e é causada, na grande maioria dos casos, por mutações no gene PHEX.

Saiba mais sobre Raquitismo Hipofosfatêmico nesse artigo.

 

Distrofia Muscular

Conjunto de mais de 30 doenças genéticas caracterizadas por fraqueza e degeneração progressiva dos músculos esqueléticos, que controlam o movimento.

A Distrofia Muscular de Duchenne, forma mais comum, é causada por mutações no gene DMD e afeta principalmente homens, cerca de 1 a cada 3.500.

 

Doenças raras neurológicas

Atrofia Muscular Espinhal (AME)

Caracterizada por fraqueza e atrofia muscular causada pela perda dos neurônios motores da medula espinhal e do tronco cerebral, podendo comprometer a respiração, locomoção, alimentação, entre outras funções básicas do organismo.

A AME é causada por mutações nos genes SMN1 e SMN2 e afeta cerca de 1 a cada 9.000 nascidos.

Saiba mais sobre a AME nesse artigo.

 

Paraparesia Espástica Hereditária

Grupo de doenças neurodegenerativas que afetam primariamente os neurônios motores superiores, prejudicando a comunicação com os membros inferiores e causando espasmos e fraqueza nas pernas, dentre outros sintomas.

Existem mais de 70 doenças dentro desse grupo, causadas por mutações em diferentes genes. Coletivamente afetam cerca de 1 a 8.000 pessoas no mundo.

 

Síndrome de Leigh

É uma condição neurodegenerativa com grande diversidade de sintomas a depender do tipo e severidade apresentada pelo paciente. De forma geral causa fraqueza muscular, perda do controle muscular, espasmos e falta de equilíbrio.

A síndrome pode ser causada por mutações no cromossomo X ou no DNA mitocondrial, e afeta cerca de 1 a cada 38.000 pessoas no mundo.

 

Charcot-Marie-Tooth (CMT)

É um grupo de doenças que afetam os neurônios periféricos e motores, causando fraqueza, dormência e deformidades nos pés e pernas, dentre outros sintomas.

A doença pode ser causada por mutações em uma centena de genes, sendo que o gene PMP22 é responsável por cerca de metade dos casos. CMT afeta cerca de 1 a cada 5.000 pessoas no mundo.

 

Diagnóstico de doenças raras

Doenças raras podem ser difíceis de diagnosticar pois apresentam sintomas que podem se enquadrar também em doenças mais comuns. Como resultado, o paciente pode levar até 4 anos para receber o diagnóstico correto.

O diagnóstico precoce de doenças raras é muito importante pois muitas são progressivas, ou seja, o quadro do paciente piora com o tempo, principalmente se não houver o tratamento correto.

Por isso, o diagnóstico genético de doenças raras é um grande aliado. Ele identifica quais mutações estão causando a doença e diferencia de forma mais precisa os tipos e subtipos de muitas doenças genéticas. Com isso o acompanhamento e tratamento podem ser feitos de forma mais personalizada e efetiva.

A Mendelics é líder em diagnóstico de doenças raras na América Latina e possui o maior banco de dados genéticos brasileiros e latino americanos, com mais de 100 mil amostras analisadas.

 

Conheça o portfólio de exames da Mendelics

 


Referências

Comitê Paralímpico Brasileiro – Guia de Imprensa

Diretrizes para Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras no SUS

National Organization for Rare Disorders – Albinismo Oculocutâneo

Genetic and Rare Diseases Information Center – Doença de Stargardt

MedlinePlus – Retinose Pigmentar

Santana A, Waiswo M. The genetic and molecular basis of congenital cataract, Arquivos Brasileiros de Oftalmologia, vol. 74, no. 2, pp. 136–142, Apr. 2011.

Genetic and Rare Diseases Information Center – Nanismo

National Organization for Rare Disorders – Hipocondroplasia

National Organization for Rare Disorders – Raquitismo Hipofosfatêmico

Genetic and Rare Diseases Information Center – Distrofia Muscular

National Organization for Rare Disorders – Distrofia Muscular de Duchenne

National Organization for Rare Disorders – Atrofia Muscular Espinhal (AME)

Genetic and Rare Diseases Information Center – Paraparesia Espástica Hereditária

National Organization for Rare Disorders – Síndrome de Leigh

National Organization for Rare Disorders – Charcot-Marie-Tooth

Genética na triagem neonatal

Genética na triagem neonatal

Testes genéticos complementam a triagem neonatal

Existem mais de 5.500 doenças raras que se manifestam na infância, e 80% delas têm causa genética. Por serem tantas, apesar de raras, essas doenças afetam 1 a cada 20 crianças nascidas vivas, e estima-se que cerca de 13 milhões de brasileiros tenham alguma doença rara.

Juntos, os raros são muitos!

A boa notícia é que centenas dessas doenças já têm tratamento disponível e testes genéticos já podem detectá-las desde o nascimento. Pensando nisso, a Mendelics desenvolveu o Teste da Bochechinha, o primeiro teste de triagem neonatal genético do Brasil e um dos primeiros a serem validados no mundo todo. O teste investiga mais de 340 doenças raras que se manifestam na infância e já possuem tratamento disponível. Visite o site do Teste da Bochechinha.

Quanto antes uma doença for diagnosticada, mais cedo o tratamento pode ser iniciado, minimizando as consequências mais graves.

Ainda mais interessante é que várias dessas doenças raras possuem tratamentos simples, como dietas restritivas que, se iniciadas logo nos primeiros meses de vida, conseguem impedir que os sintomas da doença se manifestem, melhorando muito a qualidade de vida da criança.

Infelizmente, as doenças raras podem apresentar sintomas semelhantes aos de doenças mais comuns e, por isso, frequentemente são diagnosticadas incorretamente. As crianças raras precisam consultar diversas especialidades médicas, e levam em média 3 anos para serem corretamente diagnosticadas.

Como muitas doenças genéticas são progressivas, ou seja, pioram o quadro do paciente ao longo do tempo, esses 3 anos sem tratamento podem ser cruciais.

 

Diagnóstico de doenças raras na Triagem Neonatal

O Teste do Pezinho é a triagem neonatal mais conhecida no Brasil, pois está incorporado no SUS e é oferecido gratuitamente para todas as crianças brasileiras entre o 3º e 5º dia de vida. 

Esse teste atualmente analisa pelo menos 6 doenças (alguns estados analisam mais):

Felizmente, o teste será expandido a partir de 2022 e passará a cobrir cerca de 50 doenças.

Apesar de ser uma grande evolução, ainda está muito longe de cobrir todas as doenças raras que já possuem tratamento.

O Teste da Bochechinha é capaz de identificar as doenças dos testes do pezinho básico e ampliado e SCID e AGAMA, e centenas de outras doenças que não são investigadas nesses testes*, dentre elas doenças comuns como intolerância hereditária à frutose e outras como distrofia muscular de Duchenne e atrofia muscular espinhal (AME)

A coleta é feita com o auxílio de um cotonete swab no interior da bochecha do bebê. Esse cotonete coleta algumas células que se desprendem na bochecha e contém o DNA que será analisado.

Com uma coleta simples e rápida, que pode ser feita logo no primeiro dia de vida do bebê, o Teste da Bochechinha permite que o diagnóstico de centenas de doenças raras seja feito precocemente.

*É importante frisar que o Teste da Bochechinha não substitui o Teste do Pezinho do SUS, mas o complementa, deixando a triagem neonatal da criança mais completa e informativa.

tabela comparativa dos exames de triagem neonatal

Converse com seu médico pediatra sobre o Teste da Bochechinha.

Veja também o boletim Genética na Saúde com Mendelics, produzido pela G-lab e divulgado na CBN.


 

 


Referências

Ministério da Saúde – Triagem Neonatal Biológica – Manual Técnico

INTERFARMA – Doenças Raras: A urgência do acesso à saúde

 

Câncer hereditário

Câncer hereditário

Entenda mais sobre o câncer hereditário

Segundo o Instituto Nacional de Câncer, são estimados 625 mil novos casos de câncer em 2021, sendo que até 10% desses casos são hereditários. No entanto, segundo as Sociedades Brasileiras de Patologia e de Cirurgia Oncológica, durante a pandemia do SARS-CoV-2 o número de diagnósticos caiu 75%. Isso indica que três a cada quatro casos de câncer não foram detectados.

A identificação precoce do câncer é essencial e aumenta as chances de cura. Por isso, testes genéticos para detecção de câncer hereditários são tão importantes.

 

O que é o Câncer Hereditário?

Câncer é um grupo de mais de 100 doenças causadas por alterações em genes que atuam na divisão e crescimento celular. Essas alterações fazem com que os genes não executem suas funções corretamente levando as células a se dividirem incontrolavelmente.

Imagem mostrando a diferença na multiplicação celular do tecido normal e do tecido canceroso

Figura 1: Ilustração sobre a divisão desordenada das células tumorais afetando um órgão.

 

Os tipos de câncer variam de acordo com o órgão afetado e causa, e podem ser classificados como esporádicos ou hereditários. Os cânceres esporádicos são os mais comuns, causados pelo acúmulo de várias alterações genéticas (mutações) ao longo da vida. Já os hereditários são causados por alterações genéticas passadas de uma geração para a outra, e contabilizam até 10% do total de casos de câncer.

Como as alterações são herdadas dos pais, elas estão presentes em todas as células do paciente, podendo causar diferentes tipos de câncer, em diferentes órgãos, e podem ser transmitidas para os filhos, mantendo o risco aumentado de câncer na família.

 

Quais mutações estão relacionadas ao câncer hereditário?

Já foram identificadas mutações em diversos genes associados ao desenvolvimento de mais de 50 síndromes de câncer hereditário. A tabela abaixo mostra os principais genes estudados e os tipos de câncer mais comumente associados a eles.

Tabela indicando exemplos das principais síndromes de câncer hereditário, assim como os genes relacionados

 

Importância do diagnóstico genético do câncer hereditário

Como o câncer hereditário é causado por mutações que estão presentes em todas as células do paciente, pode haver recorrência da doença.

A Síndrome de Li-Fraumeni, por exemplo, é caracterizada pelo aparecimento de múltiplos tumores em diversos tecidos do corpo. Os casos hereditários de câncer de mama também podem acometer ambas as mamas em momentos diferentes.

O diagnóstico de câncer hereditário informa o paciente de que ele deve se atentar mais aos cuidados com a saúde para identificar novos tumores o mais cedo possível, ou até evitar que eles apareçam. O exame também beneficia familiares do paciente, que podem identificar se herdaram mutações que aumentam o risco de câncer, antes mesmo que a doença se manifeste.

É importante salientar que herdar essas variantes não significa que o familiar vai, necessariamente, desenvolver câncer em algum momento da vida. As variantes conferem um risco aumentado, ou seja, indivíduos que possuem essas variantes têm maiores chances de ter câncer do que indivíduos que possuem versões não alteradas dos genes.

Alguns cuidados podem ser tomados para diminuir a contribuição de outros fatores, não genéticos, no desenvolvimento de câncer, como:

  • Ter uma alimentação balanceada e saudável
  • Praticar exercícios físicos
  • Eliminar o consumo de cigarros, cachimbos etc
  • Diminuir a exposição à fumaças (poluição, cigarro)
  • Diminuir o consumo de álcool

Além disso, medidas preventivas mais drásticas podem ser tomadas, como aconteceu no caso da atriz Angelina Jolie.

 

Caso Angelina Jolie

Em 2013, a atriz divulgou na revista americana New York Times, que havia feito uma dupla mastectomia (remoção das duas mamas) para prevenir a ocorrência de câncer de mama.

Considerando que várias outras mulheres na sua família, como a mãe, a avó e tias maternas, haviam falecido de câncer de mama ou ovário, Angelina fez um teste genético e descobriu que possuía uma alteração do gene BRCA1, que aumenta o risco de desenvolver a doença. Por isso, resolveu fazer o procedimento cirúrgico para se prevenir.

Saiba mais nesse artigo.

Na época, um exame como esse era inacessível para a maior parte da população, custando até R$14.000,00. Hoje existem muitos exames capazes de detectar alterações que aumentam o risco de diversos cânceres hereditários, por valores muito mais acessíveis. 

Pensando em tornar o diagnóstico de câncer hereditário rápido, preciso e acessível para todos que precisam, a Mendelics oferece o Painel de Câncer de Mama e Ovário Hereditários, o Painel de Câncer Colorretal Hereditário, os Painéis de Câncer Hereditário, o Painel de Câncer de Próstata Hereditário, além de outros 30 exames para análise de genes específicos.

É importante lembrar que, mesmo com as medidas preventivas, familiares e portadores de síndromes de câncer hereditário devem fazer consultas regulares a um médico.

Consulte seu médico. Previna-se.

Veja também o boletim Genética na Saúde com Mendelics, produzido pela G-lab e divulgado na CBN.


Referências

Instituto Nacional do Câncer

National Cancer Institute