Testes genéticos para câncer de mama

Testes genéticos para câncer de mama

Câncer de mama hereditário

 

O câncer de mama é um tumor que se inicia nas mamas devido a mutações em genes importantes para o controle do crescimento celular (1, 2). 

Cerca de 5 a 10% dos casos são causados por uma mutação herdada dos pais, por isso são chamados de câncer hereditário (1, 2). 

Os testes genéticos servem para identificar mutações em genes que aumentam o risco de desenvolver a doença, como o BRCA1 e BRCA2. Com o avanço das inovações da Genética no Brasil e no mundo os testes genéticos para câncer de mama tem se tornado cada vez mais acessíveis. 

Entenda neste artigo como os testes genéticos se tornam um novo aliado para prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama. 

Quais as principais causas do câncer de mama hereditário?

Mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 causam a síndrome de câncer de mama e ovário hereditário, a causa mais frequente de câncer de mama hereditário. Pessoas com mutações nesses genes têm risco de 46%-87% de ter a doença em algum momento da vida. 

Outras síndromes de câncer hereditário associadas a risco de câncer de mama são:  

  • Síndromes de Peutz-Jeghers (gene STK11
  • Síndrome de Li-Fraumeni (gene TP53)
  • Síndrome de Câncer Gástrico Difuso Hereditário (gene CDH1)
  • Síndrome de Cowden (gene PTEN). 

Mutações em outros genes como o CHEK2, ATM, PALB2  também podem elevar o risco para câncer de mama.

Quer conhecer os fatores de risco para o câncer de mama não hereditário? Leia esse artigo.

 

O que são testes genéticos para câncer hereditário?

Os testes genéticos analisam o DNA para identificar alterações genéticas que aumentam o risco para câncer de mama hereditário. 

Essas alterações podem ser identificadas em vários genes diferentes (BRCA1, BRCA2, STK11, TP53, CDH1, PTEN, PALB2, entre outros). Por isso, exames de Painéis de Sequenciamento de Nova Geração (NGS) são hoje o tipo de teste genético mais usado para auxiliar pacientes com câncer de mama. 

Um Painel genético é um exame que, utilizando o NGS, analisa simultaneamente dois ou mais genes.  Um exemplo, e o Painel de Câncer de Mama e Ovários Hereditários da Mendelics que analisa 37 genes. 

Por outro lado, caso o médico suspeite de uma síndrome de câncer hereditário específica (Exemplo: Li-Fraumeni), ele pode solicitar o sequenciamento do único gene responsável pela síndrome. 

Exames de MLPA também podem ser solicitados para complementar o exame de NGS, principalmente quando esse último teve resultado negativo ou inconclusivo.  

Quem deve realizar o exame?

A recomendação de realização de teste genético para câncer de mama é baseada em critérios de histórico familiar (1º, 2º e 3º graus) e/ou critérios clínicos, baseados principalmente nas diretrizes do National Comprehensive Cancer Network (NCCN) (3).

Conheça alguns de vários indícios que podem sugerir a necessidade de uma avaliação com um médico geneticista e a realização de teste genético.

  • Idade do aparecimento do tumor (≤ 45 anos), 
  • Presença de tumor bilateral ou mais de um tumor primário na mama, 
  • Tumor de mama triplo negativo em mulheres de <60 anos (Receptores de estrogênio, progesterona e HER2 negativos), 
  • Forte histórico familiar de câncer de mama  (familiares de 1º, 2º e 3º graus diagnosticados)
  • Histórico familiar de outros tipos de tumores (Exemplo: câncer de ovário) na família, 
  • Familiar do sexo masculino com câncer de mama. 

Converse com seu médico para saber se você tem indicação para o exame. 

 

Para que servem os testes genéticos para câncer hereditário?

1) Diagnóstico

O resultado do exame pode indicar se a causa do câncer é hereditária. Quanto mais cedo o diagnóstico, maior a chance de cura. 

 

2) Procedimentos redutores de risco:

Pessoas diagnosticadas com câncer de mama e que possuem alterações clinicamente relevantes no BRCA1 e BRCA2 têm risco aumentado de desenvolver tumor de mama bilateral e de câncer de ovário (1, 2). 

Assim, pacientes portadores de alterações, podem ser submetidos, a critério médico, a mastectomia profilática bilateral (cirurgia de retirada de ambas as mamas) e a salpingo-ooforectomia redutora de risco (SORR, remoção do ovário e das trompas de Falópio). 

Além do BRCA1 e BRCA2, pacientes portadores de alterações em outros genes também podem ser beneficiados com procedimentos redutores de risco.

 

3) Tratamento personalizado

Recentemente, resultados de testes genéticos passaram a ser utilizados também na escolha do melhor tratamento. 

Portadoras de mutações no BRCA1 e BRCA2, que atendam determinados critérios clínicos, podem se beneficiar de uma nova classe de medicações: os inibidores de PARP.  Trata-se de medicações capazes de ‘atacar’ apenas as células do tumor (deficientes em BRCA1 ou BRCA2) e não as células saudáveis, por isso são considerados uma terapia alvo (7, 8, 9). 

O primeiro inibidor de PARP foi aprovado pela FDA em 2017 (7, 8). No Brasil, o medicamento olaparibe (Lynparza) está aprovado para uso pela ANVISA para o tratamento de câncer de mama metastático em portadoras de mutações no BRCA1/2 (9). 

 

4) Avaliação de risco em mulheres assintomáticas 

Pessoas saudáveis com forte histórico familiar da doença ou com um familiar que possui mutação que causa câncer de mama podem, nos testes genéticos, saber se herdaram a predisposição.

A presença da predisposição genética permite a adoção de uma série de estratégias de prevenção e diminuição dos riscos de desenvolvimento de tumores (4, 5) (Exemplo: exames de rastreamento em idades mais jovens, realização de ressonância magnética periódica, prevenção por quimioterapia com tamoxifeno e cirurgias profiláticas)

Mas é importante lembrar que ter a mutação não significa que a pessoa terá a doença, mas sim que ela tem risco aumentado em comparação a outras pessoas. Por isso, mulheres assintomáticas precisam conversar com seus médicos para compreender os impactos e benefícios do resultado do teste genético. 

5) A importância do aconselhamento Genético 

Na maioria dos tumores hereditários, a chance da alteração genética que predispõe ao câncer ser transmitida aos filhos é de 50%, por isso a importância do aconselhamento genético pré e pós exame para o paciente e seus familiares. 

Na consulta, o médico geneticista explica para o paciente também a respeito de outros possíveis riscos associados às mutações genéticas identificadas no exame, como, por exemplo, predisposição a outros tipos de tumores. 

 

Posso realizar um exame para câncer de mama hereditário pelo meu convênio?

A partir de 2014 a cobertura para exames genéticos para diagnóstico de doenças raras e cânceres hereditários passou a ser obrigatória. 

As diretrizes de cobertura para convênio para câncer de mama hereditário estão descritas no Rol De Procedimentos e Eventos Em Saúde 2018 da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) (4). 

Nesse #outubrorosa lembre-se que os exames genéticos são um novo aliado para prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama. 

Dúvidas? Deixe sua pergunta nos comentários abaixo.  

Importante: Esse post tem caráter educativo. Recomendamos fortemente que o paciente seja acompanhado por um médico que orientará qual a melhor maneira de se proceder. 

 


Referências

  1. https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-mama
  2. https://www.breastcancer.org/risk/factors/family_history
  3. https://www.nccn.org/patients/guidelines/content/PDF/stage_0_breast-patient.pdf
  4. http://www.ans.gov.br/images/stories/Plano_de_saude_e_Operadoras/Area_do_consumidor/rol/b_rol_2018_110.pdf
  5. Kotsopoulos J. BRCA Mutations and Breast Cancer Prevention. Cancers (Basel). 2018; 10: 524.
  6. Garcia C et al. Risk management options elected by women after testing positive for a BRCA mutation. Gynecol Oncol.;132:428-33, 2014.)
  7. Pilié PG1, Gay CM2, Byers LA2, O’Connor MJ3, Yap TA4,5,6,7.PARP Inhibitors: Extending Benefit Beyond BRCA-Mutant Cancers. Clin Cancer Res. 2019 Jul 1;25(13):3759-3771. 
  8. https://www.accessdata.fda.gov/drugsatfda_docs/label/2020/208558s014lbl.pdf
  9. https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2018/aprovado-registro-de-lynparza-comprimidos

 

Triagem genética vs. diagnóstico genético: qual a diferença?

Triagem genética vs. diagnóstico genético: qual a diferença?

Conheça os princípios de um teste de triagem genética e um exame de diagnóstico genético

 

Com o aumento da acessibilidade dos testes genéticos, uma dúvida se tornou comum: qual a diferença entre exames genéticos de diagnóstico com testes de triagem genética. 

Existem importantes diferenças entre esses dois tipos de exames. O momento ideal de se realizar cada um deles e para quem são mais apropriados, são exemplos de questões a serem consideradas na escolha. 

Vamos esclarecer essas e outras dúvidas nesse artigo. Continue lendo!

 

TRIAGEM GENÉTICA

O teste genético de triagem identifica pessoas aparentemente saudáveis (assintomáticas) que têm risco aumentado de desenvolver uma doença genética.  

Como o nome já diz, o teste faz uma triagem à procura de alterações genéticas que conferem um risco aumentado da pessoa desenvolver uma doença no futuro. A pessoa testada não deve apresentar sintomas e não é necessário um pedido médico para fazer o teste. 

Testes de triagem genética podem ser realizado antes do nascimento (Exemplo: o Teste Pré-natal Não Invasivo, NIPT); logo após o nascimento (Exemplo: o Teste da Bochechinha); ou em qualquer momento da vida de uma pessoa (Teste Triagem de Portador). 

Um resultado positivo para uma doença tratável em um teste de triagem possibilita procedimentos de controle e tratamento antes do início dos sintomas. Por exemplo, caso seja detectada alterações genéticas que aumentem o risco de desenvolver uma das mais 310 doenças investigadas no Teste da Bochechinha, o médico pode iniciar o tratamento do bebê antes do início dos sintomas.

Por exemplo, bebês com alto risco de desenvolver retinoblastoma, identificadas no Bochechinha, podem passar por consultas oftalmológicas mais frequentes, aumentando a chance de identificar o tumor o mais rápido possível e já iniciar o tratamento.

Atenção, em alguns casos, pode ser necessário realizar um exame complementar de diagnóstico para confirmar o resultado do teste de triagem. Por exemplo, mulheres grávidas que apresentarem o NIPT positivo precisam realizar exames complementares confirmatórios, para confirmar se o bebê possui a síndrome ou doença genética sugerida pelo NIPT.

Embora o teste de triagem não necessite obrigatoriamente de um pedido médico, é sempre fortemente recomendado que após um resultado positivo o paciente seja acompanhado por um médico que orientará qual a melhor maneira de proceder.

 

DIAGNÓSTICO GENÉTICO

O exame de diagnóstico genético é solicitado por um médico quando há suspeita de que os sinais e sintomas do paciente possuem causa genética. Em casos de doenças familiares já diagnosticadas, exames de diagnóstico genético também podem ser solicitados para parentes biológicos.

Para realizar um exame de diagnóstico genético é necessário um pedido médico. É recomendado que no pedido médico venha a suspeita clínica e o nome do exame e/ou técnica que ele gostaria que fosse realizado. 

Solicitações de exames genéticos complexos, como o Sequenciamento Completo do Exoma, devem ser acompanhados também de descrição detalhada do quadro clínico do paciente para que o laboratório responsável possa direcionar a análise para genes de maior relevância clínica.

Exames de diagnóstico devem ser solicitados para pacientes com algum sinal ou sintoma, mas há exceções. Um exame de diagnóstico pode servir como exame confirmatório de testes de triagem com resultado positivo, como o Teste do Pezinho para recém-nascido assintomático.

Um resultado positivo confere um diagnóstico genético. Diante desse resultado o médico confirma a suspeita clínica (síndrome ou doença genética já conhecida) ou esclarece um quadro de causa desconhecida (exemplo: deficiência intelectual). 

Resultados de exames de diagnóstico também tem se tornado também cada vez mais importantes para definição de tratamentos, principalmente para doenças raras e câncer hereditário

Os resultados do exame devem sempre ser compartilhados com o médico solicitante, que será responsável pela interpretação dos resultados e pela escolha da melhor conduta a ser tomada.

Leia nosso post sobre dúvidas frequentes sobre exames de diagnóstico genético.

Agora que você já sabe quais as principais diferenças entre triagem genética e exame de diagnóstico genético, aproveite para ler os posts abaixo que explicam mais sobre os principais exames de triagem e diagnóstico oferecidos pela Mendelics:

Teste de Triagem: NIPT, Teste da Bochechinha

Exame de diagnóstico: Painel de Doenças Tratáveis, Exoma, SNP-array, MLPA.

Dúvidas ou quer saber mais? Entre em contato com a nossa equipe.

Câncer – causas e a importância dos exames genéticos

Câncer – causas e a importância dos exames genéticos

O Câncer no Brasil

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), em 2020 no Brasil serão identificados 626.000 novos casos de câncer, em homens e mulheres. A previsão é que ocorram aproximadamente 224.000 óbitos em decorrência da doença (1).

Embora o câncer ainda seja a segunda causa de morte no mundo, o combate a doença ganhou um novo aliado: os exames genéticos.

Com a popularização do Sequenciamento de Nova Geração (NGS) e de outras técnicas moleculares (Exemplo: MLPA), tem aumentado a cada ano o número de pacientes que têm se beneficiado com a realização de exames genéticos. 

Nos tópicos a seguir, leia mais sobre quais são as principais causas do câncer e como a Genética contribui para o diagnóstico precoce e tratamento da doença.

 

Qual a causa do câncer?

Câncer é um grupo de mais de 100 doenças causadas por alterações em genes que atuam na divisão e crescimento celular.

As alterações fazem com esses genes não executem suas funções corretamente e isso faz com que as células escapem aos controles normais de crescimento e se dividam incontrolavelmente (2) (Figura 1)

 

causa genetica do cancer tecido tumoral

Figura 1: Ilustração sobre a divisão desordenada das células tumorais afetando um órgão.

 

As alterações genéticas podem ser herdadas dos pais, mas a maioria delas ocorrem após o nascimento, sendo conhecidas como alterações somáticas (ou adquiridas). 

Dependendo da origem da alteração genética, o câncer pode ser esporádico ou hereditário.

 

Qual a diferença entre o câncer esporádico e hereditário?

A maioria dos tumores são causados por várias alterações somáticas que se acumulam durante a vida. Esse tipo de câncer é chamado de esporádico

As alterações somáticas podem ocorrer devido a vários fatores internos do organismo (exemplo: erros de divisão da própria célula) ou fatores externos (exemplos: tabagismo, infecções e radiação solar).  

Em alguns tipos de câncer esporádico, alterações genéticas herdados também podem contribuir para o desenvolvimento da doença, mas essa contribuição é pequena quando comparado a alterações somáticas. 

Aproximadamente 5 a 10% dos cânceres são causados por uma alteração genética herdada. No câncer hereditário, como esse tipo de tumor é conhecido, a alteração que causa a doença está presente em todas as células do corpo do paciente, incluindo óvulos e espermatozoides, e pode ser transmitidos aos filhos.  

É importante ressaltar que uma alteração em gene que causa câncer hereditário aumenta o risco do paciente ter câncer, mas não significa com certeza absoluta que o paciente terá a doença ao longo da vida.

 

Como exames genéticos contribuem para o tratamento de câncer?

Com base nos resultados de exames genéticos, oncologistas e geneticistas podem elaborar um plano de tratamento personalizado para seus pacientes. Mas a definição do exame genético adequado depende da origem do tumor do paciente: hereditária ou esporádica. 

– Câncer esporádico

Os exames genéticos para câncer esporádico analisam uma amostra do tumor para identificar as alterações somáticas presentes nele. O resultado do exame é importante para compreender o prognóstico do paciente e para a escolha de terapias específicas direcionadas ao perfil genético do tumor.

Hoje os principais exames genéticos para tratamento de câncer esporádico são de Paineis de NGS.

– Câncer hereditário

Os principais exames genéticos para câncer hereditário são os exames de NGS, os conhecidos Paineis de NGS, e os exames de MLPA. Eles servem para diagnóstico (confirmar se a causa do câncer é hereditária) e para definir tratamentos.  

No câncer hereditário a alteração que causa a doença está presente em todas as células do corpo do paciente, por isso, exames para detecção desse tipo de câncer são realizados no sangue, mucosa bucal, saliva ou qualquer outro tipo de amostra do paciente.

 

O “efeito Jolie” 

Em 2013, a atriz Angelina Jolie veio a público em um artigo na revista Times para comunicar que tinha sido submetido a uma dupla mastectomia como medida redutora de risco, após ela ter descoberto que era portadora de uma alteração no gene BRCA1 que aumenta o risco de câncer (3).  

Os genes BRCA1 e BRCA2 causam a Síndrome de câncer de mama e ovário hereditário, a causa mais frequente de câncer hereditário (4). 

Em 2015 atriz foi submetida a outro procedimento preventivo: cirurgia de remoção dos ovários e das trompas de Falópio (Salpingo-ooforectomia bilateral).

A atriz realizou o exame genético, pois tinha um histórico familiar: mãe, avó e tias maternas que tinham falecido de câncer de mama ou ovário.  

Pessoas com alterações patogênicas nos genes BRCA1 e BRCA2 têm risco de 46% a 87% de desenvolver câncer de mama até os 70 anos de vida. Esse risco varia de  16.5% a 63% para câncer de ovário. 

Na época, a exposição do caso contribuiu a popularização dos exames genéticos para câncer, um evento que ficou conhecido como “efeito Jolie”. (5)

A Mendelics oferece vários exames genéticos para câncer hereditário. Para saber mais entre em contato com a nossa equipe pelo telefone (11) 5096-6001 ou através do nosso site

Dúvidas? Deixe sua pergunta nos comentários abaixo.  

Importante: Esse post tem caráter educativo. Recomendamos fortemente que o paciente seja acompanhado por um médico que orientará qual a melhor maneira de se proceder. Converse com seu médico.


Referências

(1) Instituto Nacional de Câncer – Inca. Disponível em  https://www.inca.gov.br/numeros-de-cancer

(2) https://www.cancer.gov/about-cancer/understanding/what-is-cancer

(3) https://www.nytimes.com/2013/05/14/opinion/my-medical-choice.html

(4) Petrucelli N et al. BRCA1- and BRCA2-Associated Hereditary Breast and Ovarian Cancer. Set/1998. GeneReviews® [Internet] (Ultima atualização Dez/2016). 

(5) https://breast-cancer-research.biomedcentral.com/articles/10.1186/s13058-015-0650-8

 

DIAGNÓSTICO GENÉTICO POR MLPA

DIAGNÓSTICO GENÉTICO POR MLPA

CONHEÇA O TESTE DE DIAGNÓSTICO GENÉTICO  MLPA

O que é o MLPA? 

O MLPA (Multiplex Ligation-dependent Probe Amplification) é uma técnica de biologia molecular utilizada no diagnóstico genético de doenças ou síndromes genéticas causadas por variações no número de cópias (CNVs; Copy Number Variations) em éxons do gene de interesse. As CNVs abrangem as deleções (perda de material genético) e duplicações (ganho de material genético) maiores do que 1kb (1.000 pares de bases) (Figura 1).

deleção e duplicação cnv

Figura 1: Exemplos de alterações detectadas pelo MLPA (clique para ampliar)

 

Para que serve o MLPA?

O MLPA pode ser utilizado para identificar CNVs em um único gene, em uma região associada a uma síndrome conhecida e até detectar ganhos e perdas de cromossomos inteiros. 

Assim, o MLPA é uma ferramenta diagnóstica importante para pacientes com suspeita clínica de aneuploidias, síndromes de microdeleções ou microduplicações, câncer hereditário e outras doenças genéticas causadas por CNVs (Exemplo: Distrofia Muscular de Duchenne, Atrofia Muscular Espinhal).

 

Entenda o teste de de MLPA

O MLPA é uma técnica de PCR multiplex (reação em cadeira da polimerase múltipla) capaz de detectar CNVs simultaneamente em até 50 alvos diferentes em uma única reação. O MLPA requer apenas o uso de um kit comercial que contém as sondas, um termociclador e um aparelho de eletroforese capilar. Cada uma das sondas do kit contem a sequência da região alvo e um primer universal que permite a amplificação simultânea de todas as regiões de interesse (1). 

 

Qual a diferença entre o SNP-array e o MLPA? 

O SNP-array e o MLPA são técnicas que identificam CNVs, porém há importantes diferenças entre elas. O SNP-array rastreia o genoma humano para detectar CNVs em milhares de genes. Assim, este exame pode ser solicitado para paciente com quadro clínico de causa desconhecida, pois não há necessidade de suspeita a priori de alteração em determinado gene(s). 

Por outro lado, a análise do MLPA está restrita a regiões específicas: éxons de um único gene ou éxons de alguns genes associados a uma síndrome. Por isso, exames de MLPA só podem ser solicitados para pacientes com suspeita clínica de doença já conhecida e com kit de MLPA disponível. 

O MLPA também não identifica alterações em mosaico. Mesmo com essas importantes restrições, o MLPA apresenta maior sensibilidade que o SNP-array para detecção de CNVs, principalmente as que abrangem poucos éxons.  

O SNP-array e o MLPA não identificam rearranjos equilibrados (Exemplo: translocações e inversões).

 

Diagnóstico genético e a Mendelics

A missão da Mendelics é oferecer exames genéticos complexos a preços acessíveis, democratizar o acesso ao diagnóstico genético e divulgar a importância dos exames genéticos entre os médicos, operadoras de saúde e pacientes.

Quer saber mais sobre o MLPA e sobre os exames da Mendelics que usam essa técnica?

Deixe sua pergunta nos comentários abaixo ou entre em contato com a nossa equipe pelo telefone (11) 5096-6001 ou através do nosso site.


Referências

1 – MRC Holland, MLPA technique