Tecnologias para diagnóstico genético

Tecnologias para diagnóstico genético

Diagnóstico genético: diferentes tecnologias para diferentes aplicações

Existem várias tecnologias de análise genética que podem ser aplicadas para o diagnóstico de doenças. Cada tecnologia é capaz de identificar diferentes tipos de alterações genéticas e, por isso, tem uma aplicação específica.

 

Sequenciamento de Nova Geração (NGS)

Essa tecnologia permite analisar bilhões de regiões do DNA simultaneamente. Por isso, o NGS é utilizado no Sequenciamento Completo do Exoma, em que todos os mais de 20.000 genes do nosso genoma são sequenciados, e nos painéis, que analisam conjuntos específicos de genes relacionados a algum tipo de doença.

O Exoma é um exame bastante completo, indicado inclusive para casos de paciente com sinais e sintomas de origem desconhecida. Já os painéis funcionam muito bem quando existe uma suspeita médica de algum tipo de doença específica: por exemplo, se há uma suspeita de Distúrbios do Neurodesenvolvimento, o painel do Programa Movimente pode ser ideal.

Por ser muito versátil, o NGS também pode ser utilizado em exames customizados. Caso haja a necessidade de analisar algum gene específico que não está incluso em nenhum dos painéis, é possível solicitar o sequenciamento customizado dessa região.

Com o NGS conseguimos avaliar diferentes tipos de alterações genéticas, como SNPs, inserções e deleções de poucas bases até grandes trechos, como CNVs, além de permitir análise de DNA mitocondrial.

Ilustração do fluxo NGS, desde o preparo da amostra à emissão do laudo.

 

SNP-Array (Hibridização Genômica em Microarray)

A tecnologia empregada no SNP-Array permite analisar até milhões de variantes genéticas específicas, conhecidas por causar doenças genéticas e alterar a metabolização de fármacos. Com um SNP-Array de alta densidade também é possível identificar grandes perdas e ganhos cromossômicos, como os causados por CNVs, ou até aqueles envolvendo cromossomos inteiros.

O SNP-Array pode ser indicado para o diagnóstico de condições causadas por CNVs, como Malformações Congênitas, Deficiência Intelectual (DI), Atraso de Desenvolvimento Neuropsicomotor, Transtorno do Espectro Autista (TEA), Dificuldades de aprendizado e Restrição de Crescimento, ou causadas por aneuploidias, como a Síndrome de Down (trissomia do cromossomo 21) e a Síndrome de Turner (monossomia do cromossomo X em pessoas do sexo feminino).

O exame também é recomendado para a investigação de quadros clínicos de causa desconhecida.

Ilustração do fluxo de Array, desde o preparo da amostra à emissão do laudo

 

MLPA

O MLPA (Multiplex Ligation-dependent Probe Amplification) é uma técnica desenvolvida para a identificação de CNVs e análise de metilação em regiões específicas do genoma. Por isso, essa técnica é indicada sempre que há suspeita de alguma doença genética causada por esses tipos de alteração.

Exames de MLPA podem ser indicados para diagnóstico de diversas condições, desde doenças raras como a Síndrome do X-Frágil, até cânceres hereditários.

Doenças causadas por alterações nos padrões de metilação do DNA, como as Síndromes de Angelman e Prader-Willi, também podem ser diagnosticadas por MLPA.

O que é metilação?

A metilação é uma alteração química que ocorre nas bases que compõem o DNA.

Os padrões de metilação são muito importantes para a expressão gênica e o funcionamento do nosso organismo, pois eles determinam quais genes devem ser expressos e quais devem ser silenciados.

 

Ilustração do fluxo do MLPA, desde o preparo da amostra à emissão do laudo

 

Sequenciamento Sanger

O sequenciamento Sanger é uma das tecnologias mais antigas de sequenciamento e têm uma grande relevância até hoje. Essa tecnologia é capaz de sequenciar fragmentos maiores, permitindo a análise de regiões complexas.

Por isso, essa tecnologia é a mais indicada para o diagnóstico de doenças causadas por mutações em genes complexos, como a Hiperplasia Adrenal Congênita, causada por alterações no gene CYP21A2.

Esse tipo de exame também é indicado para a confirmação de diagnóstico, onde somente uma região do genoma precisa ser avaliada, como ocorre na investigação de variantes patogênicas em pais e mães de crianças diagnosticadas com alguma doença genética. 

Ilustração do fluxo de sequenciamento Sanger, desde o preparo da amostra à emissão do laudo

 

Diagnóstico genético na Mendelics

A Mendelics é pioneira em diagnóstico genético por NGS na América Latina. Já realizamos mais de 100.000 análises genéticas, contribuindo com o diagnóstico de milhares de brasileiros e latino americanos. 

Oferecemos o Exoma mais completo do mercado, com análise de CNVs e DNA mitocondrial (quando necessário) já inclusos no mesmo exame. Também temos um extenso portfólio de painéis de NGS, exames por SNP-Array, MLPA (convencional e metilação) e Sequenciamento Sanger que atendem diversas especialidades médicas.

Somos o único laboratório de análises genéticas da América Latina a obter as três principais acreditações da área: 

  • Acreditação do CAP: reconhecida como a mais importante para laboratórios clínicos. O CAP (College of American Pathologists), é a principal organização de patologistas certificados em todo o mundo, garantindo aos pacientes serviços de alta qualidade. A Mendelics está acreditada desde 2017 sob o número 8671464.
  • Norma do ISO 15189:2015: certifica a competência do Sistema de Gestão da Qualidade da empresa e determina requisitos gerais para que o laboratório tenha competências reconhecidas para realizar suas atividades demonstrando o compromisso com a qualidade e com a competência técnica. A Mendelics é acreditada pela Coordenação Geral de Acreditação do Inmetro (Cgcre) desde 2018 sob o número CLC 0007.
  • Acreditação PALC: programa de Acreditação de Laboratórios Clínicos da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML), que possui foco nas boas práticas laboratoriais, proporcionando um gerenciamento efetivo destes processos, aumento da segurança, e fornecimento de resultados mais confiáveis. A Mendelics está acreditada pelo PALC desde 2020 sob o número 32290508.

 

Quer saber mais sobre as técnicas laboratoriais empregadas na Mendelics?

Deixe sua pergunta nos comentários abaixo ou entre em contato com a nossa equipe pelo telefone (11) 5096-6001 ou através do nosso site.

Diagnóstico genético por cariótipo

Diagnóstico genético por cariótipo

O que é o cariótipo?

O cariótipo é uma técnica de citogenética tradicional que estuda os cromossomos humanos. O DNA humano está presente em todas as células que compõem o organismo na forma compactada que chamamos de cromossomo (Figura 1). 

 

Figura 1: Imagem ilustrativa representando as etapas de compactação do DNA.

 

Todos os humanos possuem 23 pares de cromossomos, totalizando 46 cromossomos, que são herdados dos genitores, uma cópia materna e outra cópia paterna. Estruturalmente, os cromossomos são formados por duas porções, denominadas de braço curto e braço longo, que são separadas por uma estrutura chamada de centrômero (Figura 2).

cromossomo

Figura 2: Ilustração de um cromossomo em metáfase e suas estruturas.

 

Os cromossomos 1 ao 22, chamados de autossomos, são iguais em ambos os sexos. Além dos autossomos, temos também um par de cromossomos sexuais: X e Y. Mulheres têm dois cromossomos X e os homens têm um cromossomo  X e um cromossomo Y.  

 

Para que serve o exame de cariótipo? 

O cariótipo identifica alterações no número total de cromossomos (aneuploidias), grandes deleções e duplicações, e rearranjos equilibrados, sendo importante para o diagnóstico de síndromes ou para esclarecer alguns quadros clínicos de causa desconhecida.  

Pacientes clinicamente normais, mas com histórico de abortamento de repetição ou infertilidade também podem solicitar o exame.  

Aneuploidias: As aneuploidias são caracterizadas pela presença (trissomia) ou ausência (monossomia) de um cromossomo inteiro.  

Deleções e duplicações: as grandes deleções e duplicações causam, respectivamente,  perdas e ganhos de segmentos cromossômicos. Elas podem incluir braços inteiros de cromossomos ou abranger segmentos menores. Nesse último caso, as alterações só serão detectadas pelo cariótipo se puderem ser visualizadas em um microscópio óptico. Caso contrário, somente técnicas de maior resolução, como o Microarray, podem detectá-las.  

Rearranjos equilibrados: nos rearranjos equilibrados há troca de posição de segmentos cromossômicos, sem perda ou ganhos (Exemplo: translocações e inversões). A maioria das pessoas com rearranjos equilibrados não apresentam sinais ou sintomas clínicos. Porém, elas têm risco aumentado de abortos espontâneos e maior chance de ter filhos com quadros clínicos devido à presença de grandes deleções ou duplicações.

Como o exame de cariótipo é feito?

A primeira etapa do cariótipo é estimular o crescimento das células coletadas do paciente. Em seguida, as células são mantidas em uma etapa do ciclo celular, chamada metáfase ou prometafase. Durante essa etapa o DNA apresenta-se altamente condensado, possibilitando a visualização dos cromossomos em um microscópico óptico.  

Após essa etapa, a preparação de células é aplicada em uma lâmina onde os cromossomos são fixados com o auxílio de substâncias químicas. Apesar de terem tamanhos diferentes, diferenciar os cromossomos apenas pelo tamanho e pela posição do centrômero é desafiador. Os cromossomos precisam passar por tratamentos de coloração para terem um padrão de bandeamento. 

Após esse tratamento, cada cromossomo apresenta um padrão de bandas claras e escuras específicos, totalmente reprodutível, que permite diferenciar cada um dos 23 pares de cromossomos. O protocolo mais usado no Brasil para cariótipo é o bandamento G que utiliza a coloração Giemsa. 

Os citogeneticistas utilizam o tamanho e o padrão de bandeamento dos 23 cromossomos para guiar as análises e identificar possíveis alterações.  

 

Diagnóstico genético e a Mendelics

A missão da Mendelics é oferecer exames genéticos complexos a preços acessíveis, democratizar o acesso ao diagnóstico genético e divulgar a importância dos exames genéticos entre os médicos, operadoras de saúde e pacientes.

Quer saber mais sobre os exames de diagnóstico genético da Mendelics? Leia nossos artigos sobre MLPA, NGS, microarray e Sanger, outras importantes técnicas.

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Testes genéticos para câncer de mama

Testes genéticos para câncer de mama

Câncer de mama hereditário

O câncer de mama é um tumor que se inicia nas mamas devido a mutações em genes importantes para o controle do crescimento celular (1, 2). 

Cerca 10% dos casos são causados por uma mutação herdada dos pais, por isso são chamados de câncer hereditário (1, 2). 

Os testes genéticos servem para identificar mutações em genes que aumentam o risco de desenvolver a doença, como o BRCA1 e BRCA2. Com o avanço das inovações da Genética no Brasil e no mundo os testes genéticos para câncer de mama tem se tornado cada vez mais acessíveis. 

Entenda neste artigo como os testes genéticos se tornam um novo aliado para prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama. 

 

Quais as principais causas do câncer de mama hereditário?

Mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 causam a síndrome de câncer de mama e ovário hereditário, a causa mais frequente de câncer de mama hereditário. Pessoas com mutações nesses genes têm risco de 47%-88% de ter a doença em algum momento da vida. 

Outras síndromes de câncer hereditário associadas a risco de câncer de mama são:  

  • Síndromes de Peutz-Jeghers (gene STK11
  • Síndrome de Li-Fraumeni (gene TP53)
  • Síndrome de Câncer Gástrico Difuso Hereditário (gene CDH1)
  • Síndrome de Cowden (gene PTEN). 

Mutações em outros genes como o CHEK2, ATM, PALB2  também podem elevar o risco para câncer de mama.

Conheça os fatores de risco para o câncer de mama não hereditário.

 

O que são testes genéticos para câncer hereditário?

Os testes genéticos analisam o DNA para identificar alterações genéticas que aumentam o risco para câncer de mama hereditário. Essas alterações podem ser identificadas em vários genes diferentes (BRCA1, BRCA2, STK11, TP53, CDH1, PTEN, PALB2, entre outros). Por isso, exames de Painéis de Sequenciamento de Nova Geração (NGS) são hoje o tipo de teste genético mais usado para auxiliar pacientes com câncer de mama. 

Um painel genético é um exame que, utilizando o NGS, analisa simultaneamente dois ou mais genes. Um exemplo é o Painel de Câncer de Mama e Ovários Hereditários da Mendelics que analisa 37 genes. 

Além dos paineis, caso o médico suspeite de uma síndrome de câncer hereditário específica (Exemplo: Li-Fraumeni), ele pode solicitar o sequenciamento do único gene responsável pela síndrome. Exames de MLPA também podem ser solicitados para complementar o exame de NGS, principalmente quando esse último teve resultado negativo ou inconclusivo.  

 

Quem deve realizar o exame?

A recomendação de realização de teste genético para câncer de mama é baseada em critérios de histórico familiar (1º, 2º e 3º graus) e/ou critérios clínicos, baseados principalmente nas diretrizes do National Comprehensive Cancer Network (NCCN) (3).

Conheça alguns de vários indícios que podem sugerir a necessidade de uma avaliação com um médico geneticista e a realização de teste genético:

  • Idade do aparecimento do tumor (≤ 45 anos), 
  • Presença de tumor bilateral ou mais de um tumor primário na mama, 
  • Tumor de mama triplo negativo em mulheres com <60 anos (receptores de estrogênio, progesterona e HER2 negativos), 
  • Forte histórico familiar de câncer de mama (familiares de 1º, 2º e 3º graus diagnosticados),
  • Histórico familiar de outros tipos de tumores (Exemplo: câncer de ovário) na família, 
  • Familiar do sexo masculino com câncer de mama. 

Converse com seu médico para saber se você tem indicação para o exame. 

 

Para que servem os testes genéticos para câncer hereditário?

1) Diagnóstico

O resultado do exame pode indicar se a causa do câncer é hereditária. Quanto mais cedo o diagnóstico, maior a chance de cura. 

 

2) Procedimentos redutores de risco:

Pessoas diagnosticadas com câncer de mama e que possuem alterações clinicamente relevantes no BRCA1 e BRCA2 têm risco aumentado de desenvolver tumor de mama bilateral e de câncer de ovário (1, 2). 

Assim, pacientes portadores de alterações, podem optar pela mastectomia profilática bilateral (cirurgia de retirada de ambas as mamas) e a salpingo-ooforectomia redutora de risco (SORR, remoção do ovário e das trompas de Falópio).

Além do BRCA1 e BRCA2, pacientes portadores de alterações em outros genes também podem ser beneficiados com procedimentos redutores de risco.

 

3) Tratamento personalizado

Recentemente, resultados de testes genéticos passaram a ser utilizados também na escolha do melhor tratamento. 

Portadoras de mutações no BRCA1 e BRCA2, que atendam determinados critérios clínicos, podem se beneficiar de uma nova classe de medicações: os inibidores de PARP. Trata-se de medicações capazes de ‘atacar’ apenas as células do tumor (deficientes em BRCA1 ou BRCA2) e não as células saudáveis, por isso são considerados uma terapia alvo (7, 8, 9). 

O primeiro inibidor de PARP foi aprovado pela FDA em 2017 (7, 8). No Brasil, o medicamento olaparibe (Lynparza) está aprovado para uso pela ANVISA para o tratamento de câncer de mama metastático em portadoras de mutações nos genes BRCA1/2 (9). 

 

4) Avaliação de risco em mulheres assintomáticas 

Pessoas saudáveis com forte histórico familiar da doença ou com um familiar que possui mutação que causa câncer de mama podem, nos testes genéticos, saber se herdaram a predisposição.

A presença da predisposição genética permite a adoção de uma série de estratégias de prevenção e diminuição dos riscos de desenvolvimento de tumores (4, 5) (Exemplo: exames de rastreamento em idades mais jovens, realização de ressonância magnética periódica, prevenção por quimioterapia com tamoxifeno e cirurgias profiláticas)

Mas é importante lembrar que ter a mutação não significa que a pessoa, necessariamente, terá a doença, mas sim que ela tem risco aumentado em comparação a outras pessoas sem a mutação. Por isso, mulheres assintomáticas precisam conversar com seus médicos para compreender os impactos e benefícios do resultado do teste genético. 

 

5) A importância do aconselhamento genético 

Na maioria dos tumores hereditários, a chance da alteração genética que predispõe ao câncer ser transmitida aos filhos é de 50%, por isso a importância do aconselhamento genético pré e pós exame para o paciente e seus familiares. 

Na consulta, o médico geneticista explica para o paciente também a respeito de outros possíveis riscos associados às mutações genéticas identificadas no exame, como, por exemplo, predisposição a outros tipos de tumores. 

 

Outubro Rosa - Entenda tudo sobre os Testes Genéticos para Câncer de Mama

 

Posso realizar um exame para câncer de mama hereditário pelo meu convênio?

Desde de 2014 a cobertura para exames genéticos para diagnóstico de doenças raras e cânceres hereditários passou a ser obrigatória. 

As diretrizes de cobertura para convênio para câncer de mama hereditário estão descritas no Rol De Procedimentos e Eventos Em Saúde 2018 da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) (4). 

 

Outubro Rosa na Mendelics

Sabemos que a predisposição genética é um dos fatores de risco mais bem estabelecidos para o câncer de mama, com até 10% dos casos sendo causados por mutações herdadas. Por isso, para contribuir com a campanha Outubro Rosa queremos ressaltar a importância dos exames genéticos para famílias com múltiplos casos de câncer. 

Abrace Sua Genética!

O autocuidado vai além da mamografia. Nesse #OutubroRosa lembre-se que os exames genéticos são aliados na prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama. 

A Mendelics oferece vários exames genéticos para câncer hereditário. Converse com um médico de sua confiança e, se houver a necessidade de um exame de diagnóstico genético, entre em contato conosco!

Dúvidas? Deixe sua pergunta nos comentários abaixo.  

Importante: Esse post tem caráter educativo. Recomendamos fortemente que o paciente seja acompanhado por um médico que orientará qual a melhor maneira de se proceder. 

 

Conheça os exames genéticos para câncer de mama


Referências

  1. Câncer de mama. INCA – Instituto Nacional de Câncer.
  2. Breast Cancer Risk Factors: Family History. Breastcancer.org. 
  3. Breast Cancer Ductal Carcinoma in Situ
  4. ROL de PROCEDIMENTOS E EVENTOS EM SAÚDE -2018 ANEXO II -DIRETRIZES de UTILIZAÇÃO PARA COBERTURA de PROCEDIMENTOS NA SAÚDE SUPLEMENTAR.
  5. Kotsopoulos J. BRCA Mutations and Breast Cancer Prevention. Cancers (Basel). 2018; 10: 524.
  6. Garcia C et al. Risk management options elected by women after testing positive for a BRCA mutation. Gynecol Oncol.;132:428-33, 2014.)
  7. Pilié PG1, Gay CM2, Byers LA2, O’Connor MJ3, Yap TA4,5,6,7.PARP Inhibitors: Extending Benefit Beyond BRCA-Mutant Cancers. Clin Cancer Res. 2019 Jul 1;25(13):3759-3771. 
  8. HIGHLIGHTS of PRESCRIBING INFORMATION
  9. Aprovado registro de LynparzaTM Comprimidos. Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa.
Triagem genética vs. diagnóstico genético: qual a diferença?

Triagem genética vs. diagnóstico genético: qual a diferença?

Triagem genética vs. diagnóstico genético: qual a diferença?

Com o aumento do acesso aos testes genéticos, uma dúvida se tornou comum: qual a diferença entre exames genéticos de diagnóstico e testes de triagem genética? 

Existem importantes diferenças entre esses dois tipos de exames. O momento ideal de se realizar cada um deles e para quem são mais apropriados, são exemplos de questões a serem consideradas na escolha. 

Vamos esclarecer essas e outras dúvidas nesse artigo. Continue lendo.

Triagem genética

Exames de triagem têm como objetivo investigar se uma pessoa aparentemente saudável (assintomática) tem um risco aumentado de desenvolver uma doença genética no futuro. Por isso, quanto mais cedo for feito o teste, melhor.  

Como o nome já diz, o teste faz uma triagem à procura de alterações genéticas que conferem um risco aumentado de desenvolver uma doença no futuro. A pessoa testada não deve apresentar sintomas e não é necessário um pedido médico para fazer o teste. 

Testes de triagem genética podem ser realizados antes do nascimento, como o Teste Pré-natal Não Invasivo (NIPT), logo após o nascimento, como o Teste da Bochechinha, ou em qualquer outro momento da vida, tanto para conhecer melhor os riscos de desenvolver doenças, quanto para planejamento familiar, como é feito no este de Triagem de Portador

Atenção! Em alguns casos, pode ser necessário realizar um exame complementar de diagnóstico para confirmar o resultado do teste de triagem. Por exemplo, mulheres grávidas que apresentarem o NIPT positivo precisam realizar exames complementares confirmatórios, para confirmar se o bebe tem a síndrome ou doença genética sugerida pelo exame.

Um resultado positivo para uma doença tratável em um teste de triagem possibilita procedimentos de prevenção, controle e tratamento antes do início dos sintomas.

Por exemplo, caso alterações genéticas que aumentem o risco de desenvolver uma das mais 340 doenças investigadas pelo Teste da Bochechinha sejam detectadas, o médico pode iniciar o tratamento antes mesmo do início dos sintomas e possibilitar que a criança tenha um desenvolvimento saudável. 

Embora o teste de triagem não precise obrigatoriamente de um pedido médico, é  fortemente recomendado que haja acompanhamento com aconselhamento genético, principalmente após um resultado positivo, quando o paciente deve ser encaminhado a  um médico especialista.

Infográfico mostrando a diferença entre uma triagem e um diagnóstico

Diagnóstico genético

Exames de diagnóstico têm como objetivo confirmar uma suspeita médica de alguma doença que já apresenta sintomas. Nesses casos a doença já se desenvolveu e o paciente e seu médico precisam identificá-la. Em casos de doenças familiares já diagnosticadas, exames de diagnóstico genético também podem ser solicitados para parentes biológicos.

Exames diagnósticos devem ser feitos sempre que o paciente apresentar sintomas que indiquem alguma doença genética, para consolidar ou confirmar o diagnóstico clínico. Por ser um exame muito abrangente, que identifica causas genéticas de doenças mesmo quando os sintomas ainda não estão claros, os exames genéticos também são indicados para diagnóstico de doenças de causa desconhecida.

Para realizar um exame de diagnóstico genético é necessário um pedido médico. É recomendado que no pedido o médico descreva a suspeita clínica e quadro clínico do paciente, histórico familiar e o nome do exame e/ou técnica que ele gostaria que fosse realizado. Essas informações são muito importantes para direcionar a análise dos dados genéticos do paciente, principalmente em exames genéticos complexos, como o Sequenciamento Completo do Exoma (SCE).

Resultados de exames de diagnóstico têm se tornado cada vez mais importantes para definição de tratamentos, principalmente para doenças raras e câncer hereditário. 

Os resultados do exame de diagnóstico devem sempre ser compartilhados com o médico solicitante, que será responsável pela interpretação dos resultados e pela escolha da melhor conduta a ser tomada junto com o paciente.

Quer saber mais sobre exames de diagnóstico genético, leia o post especial que esclarece toda as suas dúvidas sobre o tema: guia completo para testes genéticos

Conheça mais sobre os exames de triagem e diagnóstico genético oferecidos pela Mendelics. Exames de diagnóstico genético são para todas as especialidades!

Dúvidas ou quer saber mais? Deixe seu comentário!

Câncer – causas e a importância dos exames genéticos

Câncer – causas e a importância dos exames genéticos

O Câncer no Brasil

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), em 2020 serão identificados 626.000 novos casos de câncer, em homens e mulheres no Brasil. A previsão é que ocorram aproximadamente 224.000 óbitos em decorrência da doença (1).

Embora o câncer ainda seja a segunda causa de morte no mundo, o combate a doença ganhou um novo aliado: os exames genéticosCom a popularização do Sequenciamento de Nova Geração (NGS) e de outras técnicas moleculares, como o MLPA e o SNP-Array, o número de pacientes que se beneficiam da realização de exames genéticos tem aumentado. 

Nos tópicos a seguir, leia mais sobre quais são as principais causas do câncer e como a genética contribui para o diagnóstico precoce e tratamento da doença.

 

Qual a causa do câncer?

Câncer é um grupo de mais de 100 doenças causadas por alterações em genes que atuam na divisão e crescimento celular. As alterações fazem com esses genes não executem suas funções corretamente e isso faz com que as células escapem aos controles normais de crescimento e se dividam incontrolavelmente (2) (Figura 1)

 

causa genetica do cancer tecido tumoral

Figura 1: Ilustração sobre a divisão desordenada das células tumorais afetando um órgão.

 

As alterações genéticas podem ser herdadas dos pais, mas a maioria delas ocorrem após o nascimento, sendo conhecidas como alterações somáticas (ou adquiridas). Dependendo da origem da alteração genética, o câncer pode ser esporádico ou hereditário.

 

Qual a diferença entre o câncer esporádico e hereditário?

A maioria dos tumores são causados por várias alterações somáticas que se acumulam durante a vida. Esse tipo de câncer é chamado de esporádico

As alterações somáticas podem ocorrer devido a vários fatores internos do organismo, como erros de divisão da celular, ou fatores externos, como tabagismo, infecções e radiação solar. Alterações genéticas herdadas também podem contribuir para o desenvolvimento da doença, mas essa contribuição é pequena quando comparado a alterações somáticas. 

Aproximadamente 5 a 10% dos cânceres são causados por uma alteração genética herdada. No câncer hereditário, como esse tipo de tumor é conhecido, a alteração que causa a doença está presente em todas as células do corpo do paciente, incluindo óvulos e espermatozoides, e pode ser passada aos filhos.  

É importante ressaltar que uma alteração em gene que causa câncer hereditário aumenta o risco do ter câncer, mas não significa que, necessariamente, terá a doença ao longo da vida.

 

Como exames genéticos contribuem para o tratamento de câncer?

Com base nos resultados de exames genéticos, oncologistas e geneticistas podem elaborar um plano de tratamento personalizado para seus pacientes. Mas a definição do exame genético adequado depende da origem do tumor do paciente: hereditária ou esporádica

Câncer esporádico

Os exames genéticos para câncer esporádico analisam uma amostra do tumor para identificar as alterações somáticas presentes nele. O resultado do exame é importante para compreender o prognóstico do paciente e para a escolha de terapias direcionadas ao perfil genético do tumor.

Hoje os principais exames genéticos para tratamento de câncer esporádico são de Paineis de NGS.

Câncer hereditário

Os principais exames genéticos para câncer hereditário são os exames de NGS, os conhecidos Paineis de NGS, e os exames de MLPA. Eles servem para diagnóstico (confirmar se a causa do câncer é hereditária) e para definir tratamentos.  

No câncer hereditário a alteração que causa a doença está presente em todas as células do corpo do paciente, por isso, exames para detecção desse tipo de câncer são realizados no sangue, mucosa bucal, saliva ou qualquer outro tipo de amostra do paciente.

 

O “efeito Jolie”

Em 2013, a atriz Angelina Jolie veio a público em um artigo na revista Times para comunicar que tinha sido submetida a uma dupla mastectomia como medida redutora de risco, após ela ter descoberto que era portadora de uma alteração no gene BRCA1 que aumenta o risco de câncer (3).  

Os genes BRCA1 e BRCA2 causam a Síndrome de câncer de mama e ovário hereditário, a causa mais frequente de câncer hereditário (4). 

A atriz realizou o exame genético, pois tinha um histórico familiar: mãe, avó e tias maternas que tinham falecido de câncer de mama ou ovário. Então, em 2015 atriz foi submetida a outro procedimento preventivo: cirurgia de remoção dos ovários e das trompas de Falópio (Salpingo-ooforectomia bilateral).

Pessoas com alterações patogênicas nos genes BRCA1 e BRCA2 têm risco de 46% a 87% de desenvolver câncer de mama até os 70 anos de vida. Esse risco varia de 16.5% a 63% para câncer de ovário. 

Na época, a exposição do caso contribuiu para a popularização dos exames genéticos para câncer hereditário, um evento que ficou conhecido como “efeito Jolie”. (5)

A Mendelics oferece vários exames genéticos para câncer hereditário. Para saber mais entre em contato com a nossa equipe pelo telefone (11) 5096-6001 ou através do nosso site

Dúvidas? Deixe sua pergunta nos comentários abaixo.  

Importante: Esse post tem caráter educativo. Recomendamos fortemente que o paciente seja acompanhado por um médico que orientará qual a melhor maneira de proceder. Converse com seu médico.


Referências

(1) Instituto Nacional de Câncer – Inca. Disponível em  https://www.inca.gov.br/numeros-de-cancer

(2) https://www.cancer.gov/about-cancer/understanding/what-is-cancer

(3) https://www.nytimes.com/2013/05/14/opinion/my-medical-choice.html

(4) Petrucelli N et al. BRCA1- and BRCA2-Associated Hereditary Breast and Ovarian Cancer. Set/1998. GeneReviews® [Internet] (Ultima atualização Dez/2016). 

(5) https://breast-cancer-research.biomedcentral.com/articles/10.1186/s13058-015-0650-8