Ômicron: O que sabemos sobre a nova variante do SARS-COV-2?

Ômicron: O que sabemos sobre a nova variante do SARS-COV-2?

No final de novembro, as infecções do novo coronavírus aumentaram abruptamente na África do Sul, coincidindo com a detecção da variante Ômicron (B.1.1.529). 

A primeira infecção confirmada foi de uma amostra coletada no dia 9 de novembro de 2021. Após observarem o aumento dos casos relacionados à nova variante, pesquisadores da África do Sul a reportaram à Organização Mundial da Saúde (OMS) no dia 24 de novembro e, em seguida, ela já foi relatada em outros países, sugerindo uma alta transmissibilidade (1,2).

A avaliação do Grupo de Aconselhamento Técnico sobre a evolução do vírus SARS-CoV-2 (The Technical Advisory Group on SARS-CoV-2 Virus Evolution), da OMS, nomeou a nova variante de Ômicron e a qualificou como uma variante de preocupação no dia 26 de novembro de 2021 (1). 

Assim, a variante Ômicron passa a integrar o mesmo grupo que as variantes Alfa, Beta, Gama e Delta.

Desde a sua notificação, a variante Ômicron já foi detectada em todos os continentes e, até o dia 16 de dezembro, em pelo menos 89 países (2,3), incluindo o Brasil (os primeiros casos foram reportados em São Paulo na última semana de novembro).

 

 Veja a seguir o que sabemos sobre a Ômicron até o momento:

 

Principais mutações 

O SARS-CoV-2, agente etiológico da COVID-19, tem cerca de 30.000 nucleotídeos e codifica 4 proteínas: Envelope, Membrana, Nucleocapsídeo (que envolve o RNA viral) e Spike (Figura 1). 

A proteína Spike é usada pelo coronavírus para entrar nas células humanas através do domínio de ligação ao receptor e também é o alvo dos anticorpos produzidos pelo sistema imunológico depois da contaminação pelo SARS-CoV-2 ou vacinação (4). 

Mutações que afetam a conformação da proteína Spike estão presentes em todas as variantes de preocupação. A Ômicron possui entre 26 e 32 mutações na região codificadora da proteína Spike, muitas das quais estão localizadas dentro do domínio de ligação ao receptor,  três deleções e uma inserção, além de mutações em outras regiões do genoma viral (2, 5). Algumas dessas mutações são preocupantes pois podem estar associadas ao escape da resposta imune humoral (anticorpos) e maior transmissibilidade do vírus (3).

Variante ômicron

Figura 1. Estrutura do SARS-CoV-2 e alterações na proteína Skipe da variante Ômicron.

 

 

É mais transmissível?

Evidências recentes mostram que a variante Ômicron apresenta uma transmissibilidade maior do que a variante Delta. A nova variante tem se espalhado significativamente mais rápido, dobrando o número de casos entre 1,5 a 3 dias (3). 

A OMS também informou que em países com altos níveis de imunidade populacional (ou seja, países em que a maior parte da população está imunizada), a Ômicron também está se espalhando rapidamente. Ainda é incerto até que ponto a rápida taxa de crescimento pode ser atribuída à evasão imunológica, aumento da transmissibilidade intrínseca ou uma combinação de ambos fatores. 

Conforme as informações disponíveis até o momento, é provável que as infecções pela variante Ômicron ultrapassem as da Delta nas regiões em que está ocorrendo a transmissão comunitária (aquela em que não é possível rastrear a origem da infecção, indicando que o vírus circula entre as pessoas) (3).

 

É mais grave? 

Ainda é muito cedo para tirarmos conclusões, mas dados preliminares da África do Sul e Inglaterra apontam que a Ômicron está associada ao aumento do risco de reinfecção pelo SARS-CoV-2 (5, 6), e pode levar a quadros menos severos do que a Delta (7). Contudo, devido ao aumento significativo da transmissão, já é evidente que as hospitalizações na África do Sul e na Inglaterra estão aumentando, sendo possível que haja uma sobrecarga dos sistemas de saúde e um aumento no número de mortes (3).

A OMS afirma que todas as variantes da COVID-19 podem causar formas graves da doença ou morte, particularmente em pessoas mais vulneráveis. Portanto, a prevenção é sempre fundamental (8).

 

As vacinas protegem?

A OMS está avaliando de perto o impacto da variante Ômicron sobre as vacinas para Covid-19. Os resultados dos estudos de eficácia da vacina foram obtidos na África do Sul e na Inglaterra. 

Na África do Sul, a Discovery Health (uma seguradora de saúde privada) publicou um comunicado à imprensa a respeito das descobertas preliminares da eficácia da vacina contra infecção e hospitalização. A vacina da Pfizer demonstrou uma eficácia de 33% contra a infecção e 70% contra a hospitalização (7).

Na Inglaterra, os dados preliminares indicaram que (em comparação com Delta) a Ômicron reduz significativamente a eficácia das vacinas Pfizer e AstraZeneca contra a doença (até 34%). Contudo, a dose de reforço da vacina Pfizer é capaz de recuperar a eficiência (para cerca de 70%)(9). 

A Moderna, outra fabricante da vacina contra o SARS-CoV-2, demonstrou que a dose de reforço de 50mg (metade da dose que foi dada nas duas primeiras doses) da sua vacina eleva o nível de anticorpos no sangue em 37 vezes, e com a dose total (100 mg) o aumento chega a 83 vezes (10).

Assim, segundo os resultados que temos até o momento, espera-se que as doses de reforço da vacina mantenham a proteção contra a variante Ômicron (11).

 

Como diagnosticar?

Os exames que detectam o material genético do vírus são a principal ferramenta para diagnóstico de infecções pelo SARS-CoV-2.

Os testes RT-LAMP e RT-PCR (12,13), amplamente utilizados para o diagnóstico de COVID-19, continuam detectando as infecções causadas pela Ômicron e outras variantes (14).  

O RT-LAMP (amplificação isotérmica mediada  por  loop  com  transcriptase  reversa), é uma técnica molecular já extensamente utilizada para o diagnóstico de várias doenças infecciosas como Dengue, Chikungunya, Hepatite A e Zika (15, 16). A técnica é extremamente robusta para detecção de RNA viral e se tornou uma forte aliada na detecção do novo coronavírus (14).

 

O exame de diagnóstico molecular de COVID-19 da Mendelics

O #PARECOVID tem capacidade de testagem diária de 110 mil amostras, e os resultados são disponibilizados em até 24 horas após a amostra chegar ao laboratório. 

O #PARECOVID, que utiliza amostras de saliva, identifica regiões do material genético do SARS-Cov-2 diferentes das regiões que sofreram mutações nas variantes, inclusive da ômicron.  

Desta forma, o teste #PARECOVID é capaz de identificar com igual precisão as novas linhagens de importância clínica recentemente relatadas, contribuindo para o rastreamento do vírus e a prevenção da transmissão na população.

 


Referências

  1. Classification of Omicron (B.1.1.529): SARS-CoV-2 Variant of Concern. http://www.who.int. Published November 26, 2021. 
  2. Weekly epidemiological update on COVID-19 – Published December 14, 2021. 
  3. Enhancing Readiness for Omicron (B.1.1.529): Technical Brief and Priority Actions for Member States. http://www.who.int. Published December 17, 2021.
  4. Huang Y, Yang C, Xu X, Xu W, Liu S. Structural and functional properties of SARS-CoV-2 spike protein: potential antivirus drug development for COVID-19. Acta Pharmacologica Sinica. 2020;41(9):1141-1149. doi:10.1038/s41401-020-0485-4
  5. Pulliam J, Schalkwyk C, Govender N,et al. Increased risk of SARS-CoV-2 reinfection associated with emergence of the Omicron variant in South Africa. medRxiv 2021.11.11.
  6. Ferguson N, Ghani A, Cori A et al. Growth, population distribution and immune escape of the Omicron in England. Imperial College London (16-12-2021).
  7. Discovery Health, South Africa’s largest private health insurance administrator, releases at-scale, real-world analysis of Omicron outbreak based on 211 000 COVID-19 test results in South Africa. Published December 12, 2021. 
  8. Update on Omicron. www.who.int. Published November 28, 2021. https://www.who.int/news/item/28-11-2021-update-on-omicron
  9. Andrews N, Stowe J, Kirsebom F, et al. Effectiveness of COVID-19 vaccines against the Omicron (B.1.1.529) variant of concern. medRxiv 2021.12.14.
  10. Moderna Announces Preliminary Booster Data and Updates Strategy to Address Omicron Variant. investors.modernatx.com. 
  11. Cong Z, J Evans J, Qu P, et al. Neutralization and Stability of SARS-CoV-2 Omicron Variant. bioRxiv 2021.12.16.472934
  12. Watson J, Whiting PF, Brush JE. Interpreting a covid-19 test result. BMJ. 2020;369:m1808, 2020.
  13. Lamb LE, Bartolone SN, Ward E, Chancellor MB. Rapid detection of novel coronavirus/Severe Acute Respiratory Syndrome Coronavirus 2 (SARS-CoV-2) by reverse transcription-loop-mediated isothermal amplification. PLoS One. 2020;15(6):e0234682.
  14. Tamanaha E, Zhang Y, Tanner N.Profiling RT-LAMP tolerance of sequence variation for SARS-CoV-2 RNA detection. bioRxiv 2021.10.25.465706
  15. Wang X, Yin F, Bi Y, et al. Rapid and sensitive detection of Zika virus by reverse transcription loop-mediated isothermal amplification. J Virol Methods. 2016;238:86‐93.4
  16. #PARECOVID. 
A Pandemia Acabou – Bem-vindo à Endemia de COVID-19

A Pandemia Acabou – Bem-vindo à Endemia de COVID-19

A pandemia da COVID-19 acabou?

Com cerca de 3 mil casos por dia e média móvel de 200 óbitos (1) no país, a sensação dos brasileiros, ao final de um ano em que apenas nos 4 primeiros meses já havia superado o número de mortes de 2020 (1), é que finalmente a pandemia está acabando.

 Média móvel de óbitos é o número médio de óbitos diários dos últimos sete dias.

Contudo, enquanto o número de casos no Brasil e em outros países cai, em outras regiões, principalmente na Europa, volta a subir e é sinal de que uma quarta onda está acontecendo (2). Por esse motivo houve o retorno de medidas restritivas, como isolamento social e quarentena obrigatória em alguns países.

Quando ou se a pandemia vai acabar são questões constantes na mente da população. 

 

O fim da pandemia não é o fim da COVID-19

No início da pandemia, cientistas e organizações de saúde divulgaram que a imunidade de rebanho não seria alcançada naturalmente, sem a morte de milhares de pessoas, e por isso, a esperança do fim da pandemia estava depositada nas vacinas.

No final de 2021, menos da metade da população mundial (cerca de 40%) está totalmente vacinada (1). Contudo, muitos países já vacinaram mais de 90% da sua população.

Com a ampla vacinação foi comprovado que, de fato, as vacinas controlam os casos graves, hospitalizações e ajudam a reduzir a transmissão do vírus.

A Comissão Europeia, instituição que acompanha os dados da pandemia e a vacinação nos países da Europa, publicou dados demonstrando que os países com maior taxa de vacinação da população têm menor número de mortes (Figura 1) (2). 

número de mortes e vacinados em cada país da Europa

Figura 1: De acordo com a Comissão Europeia, pessoas totalmente vacinadas têm menos probabilidade de morrer por COVID-19 do que aquelas que não foram vacinadas.

 

O descompasso entre o número de casos, mortes e vacinação ao redor do mundo demonstram uma tendência do que está por vir – e que já era esperada por cientistas, epidemiologistas e organizações de saúde: a COVID-19 fará uma transição de pandemia para endemia

Espera-se que a combinação de alta taxa de vacinação e a imunidade natural entre as pessoas infectadas com o coronavírus torne a doença endêmica.

Entenda sobre as vacinas contra a COVID-19.

 


Surto, Endemia, Epidemia e Pandemia 

Quando uma doença surge inesperadamente em determinada região, diz-se que houve um surto. Surtos podem surgir em um bairro, cidade, estado ou em uma escola, por exemplo. Se vários alunos de uma escola começam a ter diarreia, por exemplo, pode ser que haja um surto de rotavírus transmitido pela alimentação ou água do local. 

Seguindo o mesmo exemplo, quando alunos de escolas de outros bairros ou cidades também estão com diarreia, isto é, outros locais começam a ter casos de contaminação por rotavírus, está ocorrendo uma epidemia. Entre 2015 e 2016 o Brasil viveu uma grande epidemia de Zika Vírus. 

Quando uma epidemia alcança níveis mundiais, atingindo vários continentes, considera-se que é uma pandemia. O prefixo Pan é grego e significa algo em sua totalidade, completo, e demos significa povo. Logo, pandemia refere-se a  “todo o povo”.

A endemia é quando esse surto é consistente e restrito a uma determinada região: a transmissão e número de casos de uma doença podem ser constantes ou aumentar sazonalmente em determinada região, mas a doença não deve se espalhar por outros locais. Dengue, Leishmaniose, Esquistossomose, Doença de Chagas e Hanseníase são conhecidas doenças endêmicas em algumas regiões do Brasil.


 

A endemia de COVID-19

O que vem a seguir?

As diferentes taxas de transmissão, casos e mortes pela COVID-19 ao redor do mundo mostra que a transição para endemia será diferente em cada local, sendo impulsionada, principalmente, pela imunidade de rebanho na população gerada pela infecção natural e, claro, pela taxa de vacinação, que é variável entre cidades e países.

A expectativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que no final de 2022 70% da população mundial esteja vacinada (3) e, com isso, a situação epidemiológica da doença será diferente. 

O risco mundial no momento é a baixa taxa de vacinação em alguns países, que podem levar  ao surgimento de uma nova variante resistente às vacinas e a imunidade adquirida por infecção anterior.

Acredita-se que a COVID-19 continue sendo um dos principais contribuintes para doenças e mortes nos próximos anos, assim como outras doenças endêmicas, como a malária. Pode ser que surtos surjam em locais onde a cobertura vacinal é baixa, assim como acontece com o sarampo, ou que se comporte como uma doença respiratória sazonal, como a gripe. Países com invernos mais rigorosos, por exemplo, esperam ter alta dos casos nesse período, e baixa no verão.

Especialistas imaginam que essa transição entre pandemia e endemia seja gradual, pois o SARS-CoV-2 é um vírus mais persistente. Além disso, o vírus provavelmente continuará sofrendo mutações e exigindo doses de reforço das vacinas.

O impacto da COVID-19 sazonal/endêmica será um desafio para os sistemas de saúde locais (e não mundiais). No entanto, a expectativa é que não sejam mais necessárias medidas rigorosas como quarentena ou isolamento.

 


Referências

  1. Coronavírus (COVID-19) – Google Notícias. Google Notícias. 2020. Acesso em: Nov. 23, 2021. 
  2. Mundo está entrando em quarta onda de covid-19, diz diretora da OMS – Saúde – Estadão. Estadão. Nov. 23, 2021. Acesso em: Nov. 24, 2021.
  3. European Commission no Instagram: “The conclusion is clear. Fully vaccinated people are less likely to die with Covid19 than those who are not vaccinated.” Instagram.com. Acesso em: Nov. 24, 2021. 
  4. ‌Strategy to Achieve Global Covid-19 Vaccination by Mid-2022. WHO.
Testagem para COVID-19 nas Olimpíadas

Testagem para COVID-19 nas Olimpíadas

Você sabe como os atletas olímpicos foram testados para COVID-19?

Com a queda do número de novos casos da COVID-19, o Comitê Olímpico japonês resolveu proceder com as olimpíadas no ano de 2021. O evento quadrienal estava programado para acontecer no ano anterior mas, por conta da pandemia do novo coronavírus, precisou ser adiado.

Mesmo com a diminuição do número de casos, a pandemia ainda está em curso e, por isso, os devidos cuidados foram tomados para evitar a transmissão do vírus na Vila Olímpica de Tóquio.

Entre as medidas tomadas, uma das mais importantes foi a testagem regular em massa. Os atletas e profissionais envolvidos nas olimpíadas foram testados diariamente. Dessa forma foi possível identificar novos casos da doença rapidamente e isolá-los, evitando novos contágios.

Você pode estar se perguntando como isso foi feito, já que os testes de detecção do novo coronavírus convencionais levam cerca de 3 dias para liberar os resultados. E a resposta é simples: o teste usado não é um teste qualquer.

A comissão olímpica utilizou uma dupla testagem: primeiramente foi feito um teste de antígenos e, posteriormente, em casos positivos e inconclusivos, foi feito o teste com tecnologia RT-LAMP, seguido da RT-PCR convencional feita com swab nasofaríngeo, quando necessário.

O RT-LAMP (amplificação isotérmica mediada por loop com transcriptase reversa), é uma técnica molecular já amplamente utilizada para o diagnóstico de várias doenças infecciosas como a Influenza, Dengue, Chikungunya, Hepatite A, Zika e Ebola. 

Além do protocolo ser mais simples e rápido do que o RT-PCR convencional, o RT-LAMP não requer o uso de aparelhos laboratoriais complexos, como termociclador em tempo real ou de reagentes em falta na pandemia. 

Saiba mais sobre os diferentes tipos de testes para COVID-19 nesse artigo.

Além disso, os testes são feitos com amostras de saliva que pudem ser coletadas pelos próprios atletas.

O uso de saliva para realizar o teste trouxe muitas vantagens:

  • Auto coleta: não há necessidade de contato com outras pessoas, como médicos, enfermeiros, atendentes e outros pacientes, como aconteceria em um laboratório ou hospital.
  • Coleta rápida e indolor: a coleta é muito simples e completamente indolor.
  • Consome poucos insumos: a coleta é feita com apenas um tubo plástico (falcon). Portanto o teste não depende de insumos de alta demanda que podem se tornar escassos durante uma pandemia.

Por esses motivos, um estudo publicado na revista internacional Lancet concluiu que a saliva é o padrão ouro para testes de detecção do SARS-CoV-2 durante a pandemia. Saiba mais nesse artigo.

 

O quão eficaz está sendo a testagem na Vila Olímpica?

Desde o início dos jogos olímpicos, a capital japonesa vem registrando um aumento do número de novos casos de COVID-19. A grande maioria desses casos é referente à população que está acompanhando os jogos.

Dentro da Vila Olímpica o controle é muito mais rígido e os casos positivos são rapidamente isolados, assim como todas as pessoas que tiveram contato, minimizando a transmissão. Até o dia 04 de agosto foram registrados 491 casos positivos de pessoas envolvidas com os jogos, sendo que 34 são atletas.

O Comitê Olímpico japonês reportou uma taxa de testes positivos de 0,02%, o que mostra que a testagem foi capaz de identificar os casos a tempo de isolá-los e conter a transmissão. Os atletas que testaram positivo para a COVID-19 cumpriram o isolamento e foram impedidos de competir.

Atletas de diversos países foram desclassificados por terem testado positivo, como a equipe de nado artístico grega, um atleta americano do salto com vara, e uma skatista holandesa. Os profissionais dessas delegações que tiveram contato com os atletas contaminados também foram isolados.

 

#PARECOVID: o primeiro teste de detecção do SARS-CoV-2 por saliva e RT-LAMP do Brasil

Em junho de 2020, três meses após a Organização Mundial da Saúde declarar a COVID-19 como pandemia, a Mendelics lançou o #PARECOVID, o primeiro teste para detecção do novo coronavírus por saliva do Brasil.

O #PARECOVID utiliza a técnica RT-LAMP que possibilita resultados em até 24 horas. A simplicidade e rapidez do teste permite que o laboratório tenha capacidade para processar 110 mil testes diariamente, contribuindo para a testagem em massa no Brasil.

O teste de RT-LAMP tem especificidade superior a 99% e sensibilidade equivalente ao RT-PCR, de acordo com os dados de validação feitos em parceria com o hospital Sírio-Libanês. 

Entenda o protocolo #PARECOVID nesse artigo.

Conheça mais sobre o #PARECOVID no nosso site e veja como proteger a sua empresa.

 


Referências

https://gtimg.tokyo2020.org/image/upload/production/mlmqnsphtv47sw0ftwbl.pdf

https://gtimg.tokyo2020.org/image/upload/production/v5dduvvfneu6yjic4n3r.pdf

https://gtimg.tokyo2020.org/image/upload/production/kaftwsexsgqz27pt1j26.pdf

https://www.cbsnews.com/news/coronavirus-pcr-testing-no-reason-japan-reasearch-says-covid-saliva-tests-as-reliable/

https://ge.globo.com/olimpiadas/noticia/covid-19-tira-equipe-de-natacao-artistica-da-grecia-das-olimpiadas.ghtml

https://www.bbc.com/portuguese/geral-58025512

Preciso continuar me testando após tomar a vacina contra COVID-19?

Preciso continuar me testando após tomar a vacina contra COVID-19?

O que fazer após tomar a vacina contra COVID-19?

Primeiro precisamos entender que diferentes vacinas têm diferentes efeitos, mas o importante é que todas elas são efetivas na redução de hospitalizações, óbitos e protegem a população.

 

Vacinas aplicadas no Brasil

Quadro informativo listando as diferentes vacinas para covid-19 e suas respectivas eficácias

Quadro 1: Dados de eficácia global das vacinas aplicadas no Brasil.
* WHO: World Health Organization

Vacinas a serem utilizadas nos próximos meses: Sputnik V (aprovada para importação) e Convidecia (pedido de uso emergencial em análise).

 

O que a eficácia e efetividade da vacina representam?

A eficácia da vacina refere-se ao desempenho de uma vacina em um ensaio clínico cuidadosamente controlado, enquanto a efetividade descreve seu desempenho em estudos observacionais do mundo real. 

De modo geral, as evidências demonstram que as vacinas para a COVID-19 autorizadas são eficazes na prevenção da doença COVID-19, especialmente quadros graves e morte. Além disso, também há estudos demonstrando que reduzem o risco de transmissão do vírus. Em outras palavras, ao tomar a vacina, o indivíduo diminui suas chances de ser infectado pelo vírus. 

Isso é o que chamamos de eficácia global: quais as chances de você se infectar com o vírus depois de vacinado. Mas o mais importante é que em caso de infecção, o risco de desenvolver um quadro grave ou morrer é muito baixo.

Todas as vacinas disponíveis são eficazes no controle da pandemia.

 

Por que as vacinas apresentam diferentes taxas de efetividade? 

Com o início da vacinação no mundo inteiro, vários estudos estão sendo conduzidos no intuito de entender a efetividade das vacinas nas diferentes populações. No Quadro 1 é possível observar diferentes valores para a eficácia observada nas populações. 

No Brasil, um estudo realizado pelo Instituto Butantan em Serrana (interior de São Paulo) onde quase toda a população adulta foi vacinada com CoronaVac, observou 80% de efetividade contra casos sintomáticos. E quando a vacinação chegou a 75% da população adulta, as hospitalizações reduziram em 86%, e os óbitos em 95%.

Outro estudo realizado pelo grupo Vaccine Effectiveness in Brazil Against Covid-19 com a CoronaVac em idosos em todo Estado de São Paulo, encontrou efetividade média de 42%, e observou que a taxa de efetividade reduz conforme a idade aumenta: dos 70 aos 74 anos, fica em 61,8%; dos 75 aos 79 anos fica 48,9%; e acima de 80 anos é de apenas 28%.

Já no Chile, um estudo feito com a CoronaVac em 10,5 milhões de pessoas apresentou efetividade de 67% contra casos sintomáticos.

O mesmo foi visto para a vacina Corminaty (Pfizer/BioNTech) aplicada a uma população idosa (77-90 anos de idade) na Dinamarca. A eficácia da vacina nesse grupo foi de 64%, enquanto em grupos de menor idade a eficácia pode chegar a 95%.

Vários fatores influenciam essas diferenças na efetividade das vacinas:

  • Idade – conforme envelhecemos, nosso sistema imune fica mais frágil;
  • Genética – as populações têm diferenças no DNA que podem fazer com que o sistema imune seja mais, ou menos resistente. 
  • Variantes – as novas variantes do coronavírus, que podem escapar a imunidade conferida pelas vacinas e também impactam a eficácia das vacinas em diferentes países. 

Para entender melhor as variantes, leia esse artigo.

 

Por que ainda posso pegar COVID-19 mesmo após me vacinar?

O objetivo de qualquer vacina é conseguir induzir a resposta imunológica do indivíduo, de modo que quando for de fato exposto ao vírus, seu sistema imune seja capaz de bloqueá-lo ou destruí-lo antes que ele se espalhe e cause sintomas e consequências graves. 

Contudo, a resposta imunológica de cada pessoa depende de muitos fatores como, por exemplo, a idade, a presença de doenças ou comorbidades, fatores genéticos e até estilo de vida, por isso, algumas pessoas ainda podem contrair o vírus e apresentar sintomas graves, mesmo que em uma porcentagem baixa e uma parcela de indivíduos vacinados pode ser infectado pelo vírus e não manifestar sintomas. O perigo nesse último caso é a pessoa contaminar outras pessoas não-vacinadas, mesmo que esses casos também ocorram com menos frequência.

Faça um paralelo com a gripe comum: muitas pessoas ficam gripadas com muita frequência e sentem sintomas como febre, dores e cansaço, enquanto outras dizem nunca ficar gripadas. Todos somos expostos aos vírus de gripe, mas nossos sistemas imunológicos reagem de forma diferente.

 

Como vacinas contra COVID-19 pode impactar o resultado de um teste para detecção do coronavírus?

Após a vacina, os indivíduos vacinados que forem infectados pelo vírus SARS-CoV-2 podem ter carga viral até 5 vezes mais baixa que pessoas não vacinadas, podendo não ser detectada por exames voltados à identificação de material genético viral.

O mesmo possivelmente ocorre em casos de reinfecção pelo SARS-CoV-2. Esses casos podem gerar resultados falso-negativos nos testes de PCR, ou seja, que detectam a infecção ativa.

Nos testes sorológicos (que detectam os anticorpos gerados em resposta à infecção) é possível que tenham resultado positivo, pois podem detectar os anticorpos gerados pela vacina. Porém, a depender do tipo da vacina e do organismo da pessoa, nem sempre esses testes serão capazes de detectar a presença de anticorpos anti-SARS-CoV-2.

 

Preciso continuar me testando mesmo após a vacina?

Até o momento, sabemos que as vacinas conseguem impedir que o vírus cause quadros graves da doença na maioria das pessoas, mas não impedem totalmente que a pessoa seja infectada e tenha a doença. Ou seja, pessoas vacinadas ainda podem se infectar e, possivelmente, ainda transmitir o vírus

As chances de uma pessoa vacinada se infectar com o vírus é inversa à eficácia global das vacinas. Considerando os valores que temos no Quadro 1, temos uma probabilidade de infecção de até 49% com CoronaVac, até 14% com a Corminaty, até 37% com a Covishield, e até 33% com a vacina da Janssen-Cilag (J&J).

Por isso, enquanto a maioria da população não estiver 100% imunizada (com todas as doses necessárias), as pessoas vacinadas devem continuar seguindo as medidas de proteção recomendadas, como usar máscara, manter distância, lavar as mãos e se testar se estiver com sintomas de COVID-19, se entrou em contato com alguém com sintomas ou confirmado e/ou se vai encontrar com outras pessoas sem distanciamento físico.

 

Alguns cenários em que o teste pode ser útil, para pessoas vacinadas ou não vacinadas.

  • Se você apresenta sintomas de COVID-19 (mesmo que já tenha tido COVID-19 anteriormente, ou tenha se vacinado).
  • Se você teve contato próximo com alguém com COVID-19 confirmado.
  • Se você esteve em situações de risco mais elevado e com maior exposição, como em viagens, reuniões/eventos sociais, ambientes fechados lotados ou mal ventilados.
  • Se você vai viajar para outro país ou voltar para o Brasil. A maioria dos países e companhias aéreas estão pedindo a apresentação do teste negativo para embarque/entrada no país.

 

De modo geral, qualquer pessoa com quaisquer sinais ou sintomas de COVID-19 deve fazer o teste, independentemente do estado de vacinação ou infecção anterior. 

Lembrando que você deve ficar longe de outras pessoas enquanto aguarda os resultados do teste e seguir as orientações do seu médico ou profissional de saúde pública. 

 

Meu teste PCR está negativo, o que isso quer dizer?

Um resultado de teste que detecta a infecção por SARS-CoV-2 negativo significa que o vírus não foi detectado. E isso não quer dizer que você não está infectado.

Os testes para detecção de SARS-CoV-2, assim como para outros vírus, são desenvolvidos para ter o máximo de acurácia na detecção de casos positivos reais. E o que isso significa?

Os testes não devem ter resultados falso-positivos: se uma pessoa não está contaminada, o resultado nunca deve dar positivo. Para controlar esse tipo de erro é preciso aceitar que o teste tenha resultados falso-negativos, em pequenas taxas, é claro.

Em resumo, resultados positivos são sempre reais. Resultados negativos podem ser equivocados, principalmente para vacinados, que podem apresentar uma carga viral até 5 vezes mais baixa, dificultando a detecção.

 

Então, se você tiver sintomas de COVID-19 e seu teste der negativo:

  • Você pode ter recebido um resultado de teste falso-negativo e ainda assim pode ter COVID-19.
  • Você deve fazer o isolamento por pelo menos 14 dias e seguir as recomendações de restrição. Entre em contato com um médico e informe sobre seus sintomas.

 

Se você não tem sintomas de COVID-19 mas foi exposto a uma pessoa com COVID-19 e seu teste der negativo:

  • Você pode não ter se infectado.
  • Você pode ter se infectado e estar assintomático e pode ter recebido um resultado de teste falso-negativo.
  • Você deve fazer o isolamento por pelo menos 14 dias e seguir as recomendações de restrição.

 

O teste na saliva realmente funciona? 

Diversos estudos demonstraram as vantagens do uso da amostra de saliva para detectar a infecção pelo coronavírus. Os métodos de detecção do SARS-CoV-2 feitos em amostra de saliva permitem a testagem frequente através de uma coleta simples, indolor e que não precisa de insumos caros e em falta no mercado devido à alta demanda, o que os torna mais acessíveis a toda a população.

Além disso, a saliva demonstrou ter maior carga viral e pode ajudar a identificar precocemente a gravidade da doença. Leia mais sobre a importância da saliva para a COVID-19 nesse artigo.

 

1 ano de #PARECOVID

A vacinação é a melhor solução para o controle da pandemia e proteção da população, mas enquanto ela não está disponível para todos, a testagem em massa é a melhor forma de controle.

Com a missão de contribuir para a testagem em massa e democratizar o acesso a testes para COVID-19 para todos que necessitam, em junho de 2020, a Mendelics lançou o #PARECOVID: um teste molecular de desenvolvimento próprio que, através da técnica de RT-LAMP, identifica a presença do RNA do vírus SARS-CoV-2 na saliva. 

Em junho de 2021, o #PARECOVID completa um ano de existência se consolidando como o teste molecular mais acessível, com capacidade de testagem diária de até 110.000 amostras, e resultados disponibilizados em até 24 horas. Além disso, os resultados obtidos pela Mendelics através do #PARECOVID, permitem prever a taxa de novos casos em São Paulo com uma semana de antecedência.

Um ano de pandemia: Relembre os principais acontecimentos em 1 ano da pandemia do coronavírus nesse artigo.

 


Referências
  1. Vaccine Tracker 
  2. https://blog.mendelics.com.br/abertura-de-protocolo-do-parecovid-rt-lamp/
  3. https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/paf/coronavirus/vacinas
  4. https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2021.05.19.21257472v1
  5. https://www.nature.com/articles/s41591-021-01316-7
  6. Paltiel AD, Zheng A, Walensky RP. Assessment of SARS-CoV-2 Screening Strategies to Permit the Safe Reopening of College Campuses in the United States. JAMA Netw Open. 2020;3(7):e2016818.
  7. Saliva as a gold-standard sample for SARS-CoV-2 detection
  8. ANVISA – Vacinas aprovadas 
  9. Moustsen-Helms IR, Emborg H-D, Nielsen J, et al. Vaccine effectiveness after 1st and 2nd dose of the BNT162b2 mRNA Covid-19 Vaccine in long-term care facility residents and healthcare workers – a Danish cohort study. doi:10.1101/2021.03.08.21252200
  10. CDC, “Coronavirus Disease 2019 (COVID-19),” Centers for Disease Control and Prevention, Feb. 11, 2020.
  11. World Health Organization (WHO)
COVID-19: transmissão de SARS-COV-2 pelo ar

COVID-19: transmissão de SARS-COV-2 pelo ar

A importância da ventilação de ambientes fechados na contenção da COVID-19

Há muito já se sabe que ambientes fechados e mal ventilados favorecem a transmissão de doenças infecciosas, como as influenzas (gripes). Recentemente, um estudo demonstrou que a má ventilação foi o grande fator responsável por um surto de COVID-19 iniciado em um restaurante na cidade de Guangzhou, na China, em janeiro de 2020.

 

O surto

No início de fevereiro de 2020, 10 pessoas de três famílias diferentes testaram positivo para COVID-19 em Guangzhou. Após o rastreio desses casos, as autoridades chinesas descobriram que as três famílias haviam almoçado no mesmo restaurante no Ano Novo Chinês (24 de janeiro). (1)

Uma das famílias (família A) vivia originalmente em Wuhan, o epicentro da pandemia, e estavam em Guangzhou a passeio. O primeiro indivíduo a apresentar sintomas da infecção pertencia a essa família e, muito provavelmente, foi o caso 0 desse surto. (1)

Nenhum dos indivíduos das outras duas famílias presentes no almoço apresentava qualquer sintoma de COVID-19, ou haviam tido contato prévio com casos confirmados da doença, tão pouco com outros habitantes de Wuhan. (1)

Todas as três famílias sentaram-se em mesas adjacentes na área menos ventilada do restaurante, sendo que a família A estava alocada na mesa do meio, entre as duas outras famílias. (1)

 

Transmissão

Os pesquisadores simularam as condições de ventilação no restaurante durante o almoço para verificar se as gotículas expelidas por alguém na mesa da família A poderiam atingir os integrantes das outras duas famílias nas mesas vizinhas. (1)

Para isso, posicionaram um manequim com um aerossol de etano (um gás) na cadeira do suspeito caso 0, e mediram a concentração desse gás em outras cadeiras do restaurante (1).

Com isso, conseguiram mapear por onde as gotículas contaminadas poderiam ter se espalhado e qual a importância das diferentes correntes de ar (aparelhos de ar condicionado, portas e exaustores nos banheiros) nesse processo. (1)

Os pesquisadores chegaram à algumas conclusões (1):

  • A região onde se encontravam as mesas dessas famílias, no fundo do restaurante, é a que menos recebe ventilação natural.
  • O aparelho de ar condicionado que ventila no fundo do restaurante ajuda a criar uma corrente de ar que circula somente sobre essas três mesas.
  • As câmeras de vídeo do restaurante mostram que não houve contato direto do caso 0 com o restante das mesas, indicando que a transmissão ocorreu pelo ar.

 

surto covid restaurante china

Disposição das mesas e do paciente zero no restaurante. Em vermelho está representada a corrente de ar que circulou pelas três mesas onde ocorreram as infecções.

 

Em resumo, a má circulação do ar no fundo do restaurante criou um ambiente propício para a transmissão aérea do vírus SARS-Cov-2, resultando em nove novas infecções (1).

Outras simulações também já avaliaram a transmissibilidade do vírus pelo ar em outros locais, como escolas, boates e salas de estar (2), e até em veículos (3). Além disso, esses estudos avaliaram que o uso de máscaras diminuiria em quase 50% o número de novos contágios (2).

Todos esses estudos deixam clara a importância de evitar ambientes fechados e mal ventilados, e sempre usar máscaras com uma boa vedação durante a pandemia.

Recentemente (07/05) a CDC (Center for Disease Control and Prevention), órgão americano de controle e prevenção de doenças, incluiu a transmissão por partículas no ar como um dos principais meios de contágio pelo vírus SARS-Cov-2. (4)

Cuide da sua saúde e da saúde daqueles à sua volta. Evite ambientes fechados. Vacine-se. Use máscara e lave as mãos. Teste periodicamente e ajude a conter a epidemia no Brasil.

 

Vamos parar a COVID-19

A Mendelics desenvolveu, em maio de 2020, o primeiro teste em amostra de saliva do Brasil, o #PARECOVID: o teste molecular mais acessível, com qualidade comparável ao RT-PCR, com capacidade de testagem diária de até 110.000 amostras, e resultados disponibilizados em até 24 horas. (5)

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Referências

  1. Y. Li et al., “Probable airborne transmission of SARS-CoV-2 in a poorly ventilated restaurant,” Building and Environment, vol. 196, p. 107788, Jun. 2021.
  2. M. Zafra e J. Salas, “Uma sala de estar, um bar e uma sala de aula: assim o coronavírus é transmitido pelo ar”, EL PAÍS, Oct. 26, 2020. Acesso em 28 de abril de 2021. https://brasil.elpais.com/ciencia/2020-10-26/uma-sala-de-estar-um-bar-e-uma-sala-de-aula-assim-o-coronavirus-e-transmitido-pelo-ar.html
  3. M. Zafra e J. Salas, “Não respire o ar alheio: como evitar o coronavírus em ambientes fechados”, EL PAÍS, Mar. 30, 2021. Acesso em 28 de abril de 2021. https://brasil.elpais.com/ciencia/2021-03-30/nao-respire-o-ar-alheio-como-evitar-o-coronavirus-em-ambientes-fechados.html?prm=ep-app-articulo
  4. CDC, “Coronavirus disease 2019 (COVID-19),” Centers for Disease Control and Prevention, Mai. 07, 2021. Acesso em 10 de maio de 2021. https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/science/science-briefs/sars-cov-2-transmission.html#
  5. P. Asprino et al., “A scalable saliva-based, extraction-free rt-lamp protocol for sars-cov-2 diagnosis”, [preprint], Out. 2020.