Triagem genética vs. diagnóstico genético: qual a diferença?

Triagem genética vs. diagnóstico genético: qual a diferença?

Conheça os princípios de um teste de triagem genética e um exame de diagnóstico genético

 

Com o aumento da acessibilidade dos testes genéticos, uma dúvida se tornou comum: qual a diferença entre exames genéticos de diagnóstico com testes de triagem genética. 

Existem importantes diferenças entre esses dois tipos de exames. O momento ideal de se realizar cada um deles e para quem são mais apropriados, são exemplos de questões a serem consideradas na escolha. 

Vamos esclarecer essas e outras dúvidas nesse artigo. Continue lendo!

 

TRIAGEM GENÉTICA

O teste genético de triagem identifica pessoas aparentemente saudáveis (assintomáticas) que têm risco aumentado de desenvolver uma doença genética.  

Como o nome já diz, o teste faz uma triagem à procura de alterações genéticas que conferem um risco aumentado da pessoa desenvolver uma doença no futuro. A pessoa testada não deve apresentar sintomas e não é necessário um pedido médico para fazer o teste. 

Testes de triagem genética podem ser realizado antes do nascimento (Exemplo: o Teste Pré-natal Não Invasivo, NIPT); logo após o nascimento (Exemplo: o Teste da Bochechinha); ou em qualquer momento da vida de uma pessoa (Teste Triagem de Portador). 

Um resultado positivo para uma doença tratável em um teste de triagem possibilita procedimentos de controle e tratamento antes do início dos sintomas. Por exemplo, caso seja detectada alterações genéticas que aumentem o risco de desenvolver uma das mais 310 doenças investigadas no Teste da Bochechinha, o médico pode iniciar o tratamento do bebê antes do início dos sintomas.

Por exemplo, bebês com alto risco de desenvolver retinoblastoma, identificadas no Bochechinha, podem passar por consultas oftalmológicas mais frequentes, aumentando a chance de identificar o tumor o mais rápido possível e já iniciar o tratamento.

Atenção, em alguns casos, pode ser necessário realizar um exame complementar de diagnóstico para confirmar o resultado do teste de triagem. Por exemplo, mulheres grávidas que apresentarem o NIPT positivo precisam realizar exames complementares confirmatórios, para confirmar se o bebê possui a síndrome ou doença genética sugerida pelo NIPT.

Embora o teste de triagem não necessite obrigatoriamente de um pedido médico, é sempre fortemente recomendado que após um resultado positivo o paciente seja acompanhado por um médico que orientará qual a melhor maneira de proceder.

 

DIAGNÓSTICO GENÉTICO

O exame de diagnóstico genético é solicitado por um médico quando há suspeita de que os sinais e sintomas do paciente possuem causa genética. Em casos de doenças familiares já diagnosticadas, exames de diagnóstico genético também podem ser solicitados para parentes biológicos.

Para realizar um exame de diagnóstico genético é necessário um pedido médico. É recomendado que no pedido médico venha a suspeita clínica e o nome do exame e/ou técnica que ele gostaria que fosse realizado. 

Solicitações de exames genéticos complexos, como o Sequenciamento Completo do Exoma, devem ser acompanhados também de descrição detalhada do quadro clínico do paciente para que o laboratório responsável possa direcionar a análise para genes de maior relevância clínica.

Exames de diagnóstico devem ser solicitados para pacientes com algum sinal ou sintoma, mas há exceções. Um exame de diagnóstico pode servir como exame confirmatório de testes de triagem com resultado positivo, como o Teste do Pezinho para recém-nascido assintomático.

Um resultado positivo confere um diagnóstico genético. Diante desse resultado o médico confirma a suspeita clínica (síndrome ou doença genética já conhecida) ou esclarece um quadro de causa desconhecida (exemplo: deficiência intelectual). 

Resultados de exames de diagnóstico também tem se tornado também cada vez mais importantes para definição de tratamentos, principalmente para doenças raras e câncer hereditário

Os resultados do exame devem sempre ser compartilhados com o médico solicitante, que será responsável pela interpretação dos resultados e pela escolha da melhor conduta a ser tomada.

Leia nosso post sobre dúvidas frequentes sobre exames de diagnóstico genético.

Agora que você já sabe quais as principais diferenças entre triagem genética e exame de diagnóstico genético, aproveite para ler os posts abaixo que explicam mais sobre os principais exames de triagem e diagnóstico oferecidos pela Mendelics:

Teste de Triagem: NIPT, Teste da Bochechinha

Exame de diagnóstico: Painel de Doenças Tratáveis, Exoma, SNP-array, MLPA.

Dúvidas ou quer saber mais? Entre em contato com a nossa equipe.

DIAGNÓSTICO GENÉTICO POR MLPA

DIAGNÓSTICO GENÉTICO POR MLPA

CONHEÇA O TESTE DE DIAGNÓSTICO GENÉTICO  MLPA

O que é o MLPA? 

O MLPA (Multiplex Ligation-dependent Probe Amplification) é uma técnica de biologia molecular utilizada no diagnóstico genético de doenças ou síndromes genéticas causadas por variações no número de cópias (CNVs; Copy Number Variations) em éxons do gene de interesse. As CNVs abrangem as deleções (perda de material genético) e duplicações (ganho de material genético) maiores do que 1kb (1.000 pares de bases) (Figura 1).

deleção e duplicação cnv

Figura 1: Exemplos de alterações detectadas pelo MLPA (clique para ampliar)

 

Para que serve o MLPA?

O MLPA pode ser utilizado para identificar CNVs em um único gene, em uma região associada a uma síndrome conhecida e até detectar ganhos e perdas de cromossomos inteiros. 

Assim, o MLPA é uma ferramenta diagnóstica importante para pacientes com suspeita clínica de aneuploidias, síndromes de microdeleções ou microduplicações, câncer hereditário e outras doenças genéticas causadas por CNVs (Exemplo: Distrofia Muscular de Duchenne, Atrofia Muscular Espinhal).

 

Entenda o teste de de MLPA

O MLPA é uma técnica de PCR multiplex (reação em cadeira da polimerase múltipla) capaz de detectar CNVs simultaneamente em até 50 alvos diferentes em uma única reação. O MLPA requer apenas o uso de um kit comercial que contém as sondas, um termociclador e um aparelho de eletroforese capilar. Cada uma das sondas do kit contem a sequência da região alvo e um primer universal que permite a amplificação simultânea de todas as regiões de interesse (1). 

 

Qual a diferença entre o SNP-array e o MLPA? 

O SNP-array e o MLPA são técnicas que identificam CNVs, porém há importantes diferenças entre elas. O SNP-array rastreia o genoma humano para detectar CNVs em milhares de genes. Assim, este exame pode ser solicitado para paciente com quadro clínico de causa desconhecida, pois não há necessidade de suspeita a priori de alteração em determinado gene(s). 

Por outro lado, a análise do MLPA está restrita a regiões específicas: éxons de um único gene ou éxons de alguns genes associados a uma síndrome. Por isso, exames de MLPA só podem ser solicitados para pacientes com suspeita clínica de doença já conhecida e com kit de MLPA disponível. 

O MLPA também não identifica alterações em mosaico. Mesmo com essas importantes restrições, o MLPA apresenta maior sensibilidade que o SNP-array para detecção de CNVs, principalmente as que abrangem poucos éxons.  

O SNP-array e o MLPA não identificam rearranjos equilibrados (Exemplo: translocações e inversões).

 

Diagnóstico genético e a Mendelics

A missão da Mendelics é oferecer exames genéticos complexos a preços acessíveis, democratizar o acesso ao diagnóstico genético e divulgar a importância dos exames genéticos entre os médicos, operadoras de saúde e pacientes.

Quer saber mais sobre o MLPA e sobre os exames da Mendelics que usam essa técnica?

Deixe sua pergunta nos comentários abaixo ou entre em contato com a nossa equipe pelo telefone (11) 5096-6001 ou através do nosso site.


Referências

1 – MRC Holland, MLPA technique

Você sabe o que é sequenciamento do exoma?

Você sabe o que é sequenciamento do exoma?

ENTENDA MAIS SOBRE SEQUENCIAMENTO DO EXOMA

 

O Sequenciamento Completo do Exoma (Whole Exome Sequencing) ou apenas “Exoma” é um exame de Sequenciamento de Nova Geração (Next-Generation Sequencing, NGS)  que analisa simultaneamente quase todos os éxons do genoma humano.

Entenda mais nesse texto sobre o que é o exoma e qual a sua importância e aplicação no diagnóstico genético.


O que é o exoma
?

O genoma humano é o conjunto total de DNA presente em cada uma das nossas células. 

Os genes são a parte nosso genoma que contém a informação para a produção de proteínas. As proteínas são responsáveis pelas características e funcionalidades do nosso corpo. 

O genoma humano tem entre 20.000 e 22.000 genes. Temos duas cópias de cada gene: uma herdada da mãe e a outra herdada do pai. 

gene, exon, exoma

 

Os genes são formados por éxons e íntrons, mas apenas os éxons são traduzidos em proteína (Figura 1). O exoma é o conjunto dos éxons do genoma humano e embora o exoma represente apenas 2% do total do genoma, aproximadamente 85% das alterações genéticas que causam doenças mendelianas estão localizadas nos éxons.

 

Para que serve o sequenciamento do exoma?

Como dito anteriormente, o  Exoma  analisa simultaneamente quase todos os éxons do genoma humano. Este exame é uma ferramenta poderosa para diagnosticar milhares de doenças genéticas. 

O exame pode ser solicitado para pacientes com suspeita de doença genética já conhecida (exemplo: síndromes genéticas, beta-talassemia) e para pacientes com quadros clínicos de causa desconhecida e que podem ter origem genética (exemplo: deficiência intelectual).

O Exoma é recomendado para casos que permanecem sem diagnóstico após investigação por outros exames genéticos. O Exoma também pode ser solicitado quando há suspeita de doença causada por múltiplos genes para a qual não exista um exame de painel com todos os genes de interesse. 

 

Conheça o Exoma Mendelics 

Sequenciamento Completo do Exoma  + CNVs + Análise de DNA mitocondrial

A Mendelics foi o primeiro laboratório na América Latina a realizar o exame de Exoma. Com experiência de sete anos e milhares de amostras sequenciadas e analisadas, desenvolvemos o único Exoma no Brasil que identifica variações no número de cópias (Copy Number Variations, CNVs) e alterações no genoma mitocondrial

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