Câncer Colorretal: prevenção e diagnóstico precoce

Câncer Colorretal: prevenção e diagnóstico precoce

Azul marinho: mês de conscientização sobre o Câncer Colorretal

O câncer colorretal é um tumor que ocorre na parte do intestino grosso chamada cólon, no reto e ânus. Também é conhecido como câncer de intestino ou de cólon e reto.

O mês de março recebe a cor temática azul-marinho como parte da campanha em prol da conscientização sobre o câncer colorretal. 

O câncer colorretal afeta homens e mulheres, e sua ocorrência vem crescendo a cada ano no Brasil. São mais de 40.000 novos casos por ano.

O câncer colorretal é o terceiro câncer mais comum em homens e em mulheres no Brasil. 

Se diagnosticado precocemente, tem tratamento e é curável. Por isso, a conscientização é muito importante. Compartilhe esse conteúdo, eduque e incentive as pessoas ao seu redor a se prevenir. A prevenção pode salvar vidas.

ilustração de um corpo humano com a anatomia interna de alguns órgãos e o foco no intestino grosso

Câncer Colorretal: quais são as causas e os fatores de risco?

O câncer colorretal é um tumor que se forma no fim do intestino grosso (cólon) e/ou no reto e geralmente começa com o surgimento de um “caroço” chamado pólipo.

O tumor surge devido a alterações em genes que fazem com as células escapem dos controles normais de crescimento e se dividam incontrolavelmente. 

Essas alterações genéticas podem ser herdadas dos pais, estando presentes no DNA desde o desenvolvimento embrionário, mas também podem ser adquiridas pelo próprio indivíduo durante a vida devido ao ambiente e ao estilo de vida. 

Cerca de 75% dos casos de câncer colorretal são esporádicos, ocorrendo sem uma contribuição conhecida de mutações germinativas ou histórico familiar significativo de câncer, ou doença inflamatória intestinal.

Os 10% a 30% restantes dos pacientes têm um histórico familiar de câncer colorretal: cerca de 5% a 10% possuem mutações em genes que causam as chamadas síndromes hereditárias de câncer de colorretal e estão sendo compartilhadas entre os membros da família; o restante dos casos familiais podem ser causados por compartilhamento familiar de hábitos e estilo de vida.

Conheça os fatores genéticos e ambientais que podem aumentar o risco do desenvolvimento do câncer colorretal.

  • Estilo de vida: má alimentação (pobre em fibras e rica em alimentos ultra-processados), tabagismo, excesso de consumo de bebidas alcoólicas e, principalmente, excesso de gordura corporal.
  • Idade: O risco aumenta após os 50 anos de idade.
  • Histórico familiar: Pessoas com histórico pessoal ou familiar de câncer colorretal, de outros cânceres, como o de mama e ovário, doenças inflamatórias e hereditárias do intestino ou síndromes genéticas, como a síndrome de Lynch, têm risco aumentado.
  • Genética: Alterações genéticas nos genes APC, TP53, MLH1, MSH2, MSH6 e PMS2, entre outros.

infográfico com explicações sobre os principais fatores de risco associados ao câncer colorretal

Como prevenir e detectar precocemente o câncer colorretal?

O câncer colorretal tem tratamento e é curável. Quanto mais cedo for diagnosticado maior a chance de cura.  

Para a detecção precoce do câncer colorretal, duas estratégias são utilizadas:

 

  • Rastreamento

O rastreamento é o processo de busca de câncer ou pré-câncer antes que uma pessoa tenha qualquer sintoma. O objetivo é encontrar o tecido anormal ou câncer em um estágio inicial, quando é mais fácil de tratar. 

Um pólipo pode levar até 15 anos para se transformar em câncer. Com o rastreamento, os pólipos podem ser diagnosticados e retirados antes que possam se tornar um câncer. 

Exames de rastreamento:

  • Pesquisa de sangue oculto nas fezes
  • Colonoscopia ou retossigmoidoscopia

Quem deve fazer o rastreamento?

  • Pessoas sem sinais e sintomas, mas pertencentes a grupos de médio risco (50 anos ou mais) 
  • Pessoas com alto risco (com história pessoal ou familiar de câncer de intestino, de doenças inflamatórias do intestino ou síndromes genéticas). 

 

  • Diagnóstico precoce

O diagnóstico precoce é realizado por médicos, através de exames clínicos e laboratoriais. Esses são alguns dos sinais e sintomas do câncer colorretal:

  • Sangue nas fezes (pode ser de coloração clara ou escura); 
  • Mudança injustificada de hábito intestinal; 
  • Diarreia ou prisão de ventre recorrentes;
  • Evacuações dolorosas;
  • Sensação de constipação intestinal;
  • Perda injustificada de peso;
  • Fadiga e fraqueza constante.

Estes sinais e sintomas são comuns a várias doenças gastrointestinais. Apresentá-los não caracteriza presença de câncer. Procure o médico para identificar a causa e receber o melhor tratamento para o seu caso.

 

O que é câncer colorretal hereditário?

Aproximadamente 5 a 10% dos casos de câncer de cólon são hereditários. Ou seja, são causados por mutações hereditárias (transmitidas entre as gerações).

Nos portadores dessas mutações, o câncer costuma se manifestar precocemente, antes dos 50 anos, e pode ser mais agressivo.

Na maioria dos casos de câncer colorretal hereditário há histórico familiar da doença. Como os genes que aumentam o risco desse tipo de câncer também estão relacionados a outros cânceres, esse histórico também inclui casos de câncer de mama e de ovário, entre outros.

As principais síndromes de câncer de cólon hereditário são a síndrome de Lynch (anteriormente conhecida como câncer colorretal hereditário sem polipose ou HNPCC) e a polipose adenomatosa familiar (PAF). 

 

Câncer colorretal hereditário: diagnóstico genético 

Pessoas que possuem histórico familiar de pólipos ou câncer colorretal têm risco aumentado de desenvolver câncer colorretal. Os testes genéticos podem ajudar a mostrar se membros de famílias com histórico de câncer herdaram mutações de alto risco.

Os testes genéticos para câncer colorretal hereditário analisam os genes associados à doença visando identificar mutações que podem alterar o funcionamento normal da célula. Como essas mutações estão presentes em todo o corpo, desde o nascimento, o exame pode ser realizado com amostras de sangue ou saliva, sem necessidade de biópsia.

O resultado do exame indica se a pessoa é portadora de alguma mutação que aumenta o risco de desenvolver alguns tipos de câncer ao longo da vida. Com essa informação, o portador pode traçar um acompanhamento individualizado com o seu médico e realizar medidas preventivas para minimizar o seu risco.

Além disso, o resultado do exame pode servir como um alerta para outros membros da família, que devem consultar um médico especialista para verificar qual o seu risco de desenvolver câncer hereditário.

É importante enfatizar que ser portador de uma dessas mutações não significa, necessariamente, que o câncer vá se desenvolver, mas sim que o portador possui um risco elevado de desenvolver a doença, quando comparado com a população não portadora.

 

Março Azul Marinho na Mendelics

A Mendelics oferece diversos exames para diagnóstico de câncer hereditário, incluindo o Painel de Câncer Colorretal Hereditário, que analisa mais de 40 genes associados ao desenvolvimento da doença.

Procure seu médico para saber mais sobre o câncer colorretal e qual o seu risco. Se houver necessidade de fazer um teste genético, entre em contato com a nossa equipe. 

Informe-se. Abrace sua genética e drible os riscos do câncer!

 


Referências:

Câncer de próstata hereditário: exames genéticos

Câncer de próstata hereditário: exames genéticos

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), mais de 65 mil novos casos de câncer de próstata são diagnosticados por ano.

O câncer de próstata hereditário representa 10% dos casos diagnosticados. Isso é equivalente a cerca de 6.500 casos ao ano.

Veja mais conteúdos da campanha Novembro Azul Mendelics: Abrace Sua Genética.

 

O câncer de próstata hereditário

A forma hereditária do câncer de próstata afeta cerca de 10% dos casos diagnosticados da doença. Esses pacientes possuem mutações em genes importantes para a divisão e o crescimento celular que, quando alterados, podem levar ao desenvolvimento de tumores.

Nos portadores dessas mutações, que estão presentes desde o nascimento, o câncer costuma se manifestar precocemente, antes dos 50 anos, e pode ser mais agressivo que o câncer esporádico (somático).

Na maioria dos casos de câncer de próstata hereditário há histórico familiar da doença. Como os genes que aumentam o risco desse tipo de câncer também estão relacionados a outros tipos, esse histórico não se refere somente a casos de câncer de próstata, mas também aos de câncer de testículo, câncer de mama, câncer de ovário e câncer de pâncreas.

Isso fica ainda mais evidente em homens de origem africana ou caribenha. Nessas populações, a incidência de câncer de próstata pode ser até três vezes mais alta, e costuma afetar vários membros de uma mesma família.

O histórico familiar de câncer é um indicativo de que variantes patogênicas podem estar sendo passadas de geração em geração na família. Esse é um dos fatores de risco para o desenvolvimento de câncer de próstata.

 

Causas do câncer de próstata hereditário

O câncer de próstata hereditário está associado a mutações em genes que atuam na divisão e crescimento celular. Essas mutações aumentam o risco de desenvolver câncer de próstata e, somadas a fatores de risco ambientais, podem levar ao desenvolvimento de tumores.

Diversos genes já foram associados ao desenvolvimento de câncer de próstata hereditário. Dentre eles estão os genes BRCA1 e BRCA2, também relacionados com alto risco de câncer de mama e ovário hereditários. Mutações no gene BRCA2 podem elevar o risco de câncer de próstata em até 60%.

Dezenas de outros genes já foram associados à forma hereditária do câncer de próstata, cada um com contribuições diferentes. Na tabela abaixo mostramos o risco associado com os principais genes estudados até hoje.

Principais genes associados ao desenvolvimento de câncer de próstata hereditário

É importante lembrar que mutações nesses genes podem aumentar o risco de outros tipos de câncer, como o de testículos, mama, ovários e pâncreas. Por isso, a detecção dessas mutações pode beneficiar não só o paciente, mas também os seus familiares.

 

Testes genéticos para câncer de próstata hereditário

Estudos sobre câncer hereditário já identificaram diversos genes que podem contribuir com um alto risco da doença quando alterados e, graças aos avanços da medicina preditiva, hoje já podemos identificar essas alterações antes mesmo do câncer se desenvolver.

Os testes genéticos para câncer hereditário de próstata analisam os genes associados à doença visando identificar mutações que podem alterar o funcionamento normal da célula. Como essas mutações estão presentes em todo o corpo, desde o nascimento, o exame pode ser realizado com amostras de sangue ou saliva, sem necessidade de biópsia.

O resultado do exame indica se a pessoa é portadora de alguma mutação que aumenta o risco de desenvolver alguns tipos de câncer ao longo da vida. Com essa informação, o portador pode traçar um acompanhamento individualizado com o seu médico e realizar medidas preventivas para minimizar o seu risco.

Além disso, o resultado do exame pode servir como um alerta para outros membros da família, que devem consultar um médico especialista para verificar qual o seu próprio risco de desenvolver câncer hereditário.

É importante enfatizar que ser portador de uma dessas mutações não significa, necessariamente, que o câncer vá se desenvolver, mas sim que o portador possui um risco elevado de desenvolver a doença, quando comparado com a população não portadora.

 

Novembro Azul na Mendelics

Assim como outros tipos de cânceres, a forma hereditária do câncer de próstata soma cerca de 10% dos casos diagnosticados. Testes genéticos de predição de risco de câncer hereditário podem identificar as alterações genéticas que aumentam o risco de desenvolver a doença.

A Mendelics oferece diversos exames para diagnóstico de câncer hereditário, incluindo o Painel de Câncer de Próstata Hereditário, que analisa 20 genes associados ao desenvolvimento da doença.

Procure seu médico para saber mais sobre o câncer de próstata e qual o seu risco. Se houver necessidade de fazer um teste genético, entre em contato com a nossa equipe. 

Informe-se. Abrace sua genética e drible os riscos do câncer!

Neste Novembro Azul, preparamos conteúdos informativos sobre o câncer de próstata, seguindo a nossa campanha #AbraceSuaGenética, que foi iniciada durante o Outubro Rosa.

Veja os artigos sobre câncer de mama e o Outubro Rosa.

Siga a Mendelics nas redes sociais e assine a nossa newsletter para acompanhar toda a campanha, onde abordamos as causas do câncer de próstata, quais os fatores de risco, e como prevenir e diagnosticar a doença.


Referências:

INCA – Câncer de Próstata

National Cancer Institute

Kheirandish P. e Chinegwundoh F. 2011. Ethnic differences in prostate cancer. British Journal of Cancer, 105(4), 481–485. https://doi.org/10.1038/bjc.2011.273.

Câncer de próstata: conheça os fatores de risco

Câncer de próstata: conheça os fatores de risco

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de próstata é o segundo tipo mais comum entre brasileiros, somando mais de 65 mil novos casos por ano.

O câncer de próstata soma 29,2% de todos os casos de câncer diagnosticados em homens brasileiros.

Veja mais conteúdos da campanha  Novembro Azul Mendelics: Abrace Sua Genética.

 

O câncer de próstata

Esse tipo de câncer se desenvolve somente em pessoas do sexo masculino, na próstata, um órgão localizado embaixo da bexiga e à frente do reto (parte final do intestino grosso).

A próstata compõe o sistema reprodutivo masculino e é responsável pela produção de parte do líquido seminal, que transporta e nutre os espermatozóides. Essa glândula produz cerca de 10 a 30% do que compõe o semem. Em jovens adultos, a próstata tem o tamanho de uma noz, contudo, com a idade o tamanho da glândula pode aumentar.

O câncer de próstata é considerado pelo INCA como um câncer da terceira idade, uma vez que 75% dos casos se desenvolve após os 65 anos. Os casos mais precoces, apesar de menos frequentes, podem ser bastante preocupantes, uma vez que costumam ser mais agressivos e podem ser um indicativo da forma hereditária do câncer de próstata.

O câncer hereditário de próstata corresponde a cerca de 10% dos casos e costuma se desenvolver antes dos 50 anos de idade. Nesses casos, variantes genéticas que aumentam a predisposição ao desenvolvimento do câncer são herdadas e podem estar presente em vários membros da família.

 

Fatores de risco de câncer de próstata

Existem alguns fatores, tanto ambientais como genéticos, que podem aumentar o risco do desenvolvimento do câncer de próstata.

 

Fatores de risco ambientais

Os fatores ambientais são os responsáveis pelo desenvolvimento da maior parte dos cânceres, incluindo o de próstata. Esses fatores causam o acúmulo de mutações em algumas células do corpo ao longo da vida até que, em alguns casos, esse acúmulo leva ao desenvolvimento de um tumor.

Segundo o INCA, cerca de 80% de todos os casos de câncer estão relacionados à exposição a agentes ambientais.

O câncer causado por fatores ambientais é chamado esporádico e costuma se desenvolver depois dos 50 anos de idade. Nos casos de câncer de próstata, 75% deles se desenvolvem somente após os 65 anos de idade.

Os principais fatores ambientais que podem aumentar o risco de câncer de próstata são:

  • Idade: a maior parte dos casos se desenvolve a partir dos 60 anos . O risco aumenta com a progressão da idade.
  • Obesidade: o excesso de gordura corporal aumenta o risco de câncer de próstata avançado (quando o tumor preenche toda a próstata, se estende para as glândulas que ajudam a produzir sêmen, ou para a bexiga).
  • Exposição a agentes carcinogênicos: arsênio (cigarro, conservante de madeira, fabricação de vidro e agrotóxico), produtos de petróleo e indústria da borracha (N-nitrosaminas, HPA, solventes e ftalatos), fuligens e fumaças (cigarro, motor de escape de veículo e fábricas), cádmio (cigarro, produção de pigmentos e baterias, indústria mecânica).
  • Consumo de cigarro.
  • Consumo excessivo de álcool.

 

Fatores de risco para câncer de próstata

Fatores de risco genéticos

Já são conhecidas algumas mutações genéticas que podem aumentar o risco de desenvolver o câncer de próstata. 

O risco de desenvolver câncer de próstata na população masculina geral é de 10%. Ou seja, a estimativa de é que 1 a cada 10 pessoas do sexo masculino desenvolvam câncer ao longo da vida.

Principais genes associados ao desenvolvimento de câncer de próstata hereditário

As formas hereditárias de câncer podem afetar a família toda, independente do sexo, pois muitos dos genes estão associados ao desenvolvimento de diversos tipos de câncer. Como exemplo, na tabela temos os genes BRCA1 e BRCA2, muito conhecidos por aumentarem a predisposição ao desenvolvimento de câncer de mama e ovário, e que também aumentam o risco de desenvolver câncer de próstata.

Cerca de 10% dos casos diagnosticados de câncer são hereditários.

Os genes BRCA1 e BRCA2 levam ao aumento do risco de câncer de ovário em pessoas do sexo feminino, câncer de próstata em pessoas do sexo masculino, e cânceres de mama e pâncreas em ambos os sexos.

Por isso, o histórico familiar de câncer na família, não apenas casos de câncer de próstata, pode ser um indicativo de que há uma mutação sendo passada de geração em geração. Nesses casos, os testes genéticos são muito importantes para identificar a mutação causadora da doença na família.

Outro fator que pode aumentar o risco de desenvolver o câncer de próstata é a composição ancestral. O câncer de próstata tem maior prevalência em populações africanas e caribenhas, por isso pessoas com ancestralidade dessas populações podem ter um risco aumentado.

 

Rastreio do câncer de próstata

O diagnóstico precoce é essencial para uma maior chance de cura. Por isso, é importante fazer os exames preventivos, principalmente depois dos 50 anos de idade. Para casos de histórico familiar ou ancestralidade africana ou caribenha, as recomendações são feitas pelo médico de maneira individualizada.

O rastreamento do câncer de próstata é feito por dois exames simples:

  • Dosagem de PSA: é um exame de sangue que mede a concentração de PSA (antígeno prostático específico). Quando há alterações na próstata, os níveis de PSA ficam elevados e, em conjunto com outras avaliações, o médico poderá verificar se trata-se de um indicativo de desenvolvimento tumoral.
  • Exame do toque retal: é realizado pelo médico que, inserindo o dedo indicador no reto (final do intestino grosso) do paciente, consegue avaliar o tamanho, formato e textura da próstata, a fim de identificar mudanças que possam ser causadas por um tumor.

O câncer de próstata muitas vezes demora para ser diagnosticado, pois muitos casos são assintomáticos por muito tempo. Um tumor na próstata pode levar até 15 anos para atingir 1 cm3. Porém, alguns pacientes podem apresentar:

  • Dificuldade de urinar
  • Diminuição do jato de urina
  • Necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou a noite
  • Sangue na urina

Se percebeu algum desses sintomas, procure um médico.

 

Novembro Azul na Mendelics

Assim como outros tipos de cânceres, a forma hereditária do câncer de próstata soma cerca de 10% dos casos diagnosticados. Testes genéticos de predição de risco de câncer hereditário podem identificar as alterações genéticas que aumentam o risco de desenvolver a doença.

Neste Novembro Azul, preparamos conteúdos informativos sobre o câncer de próstata, seguindo a nossa campanha #AbraceSuaGenética, que foi iniciada durante o Outubro Rosa.

Veja os artigos sobre câncer de mama e o Outubro Rosa.

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Procure seu médico para saber mais sobre o câncer de próstata e quando deve iniciar os seus exames. Se houver necessidade de fazer um teste genético, a Mendelics oferece diversos exames, incluindo o Painel de Câncer de Próstata Hereditário, que analisa 20 genes associados ao desenvolvimento da doença.

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Referências:

INCA – Câncer de Próstata

INCA – Ambiente, Trabalho e Câncer: Aspectos Epidemiológicos, Toxicológicos e Regulatórios

Movember Foundation – Movember History

National Cancer Institute

Global Cancer Observatory

Kheirandish P. e Chinegwundoh F. 2011. Ethnic differences in prostate cancer. British Journal of Cancer, 105(4), 481–485. https://doi.org/10.1038/bjc.2011.273.

Novembro Azul: conheça a história da campanha

Novembro Azul: conheça a história da campanha

A campanha Novembro Azul visa conscientizar sobre a saúde masculina e convida homens a se cuidarem mais, dando ênfase na prevenção e diagnóstico de câncer de próstata e testículos.

O câncer de próstata é o segundo mais comum entre brasileiros, somando mais de 65 mil novos casos por ano, segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer).

Confira toda a campanha do Novembro Azul Mendelics: Abrace Sua Genética

História do Novembro Azul

Em 2003, Travis Garone e Luke Slattery, dois amigos australianos, se encontraram em um bar em Melbourne. Dentre tantos assuntos, começaram a discutir porque o bigode, tão comum em décadas anteriores, deixou de ser considerado um item “da moda”, e se eles conseguiriam trazer essa tendência de volta.

Inspirados por uma conhecida que angariava fundos para campanhas do Outubro Rosa, que visa conscientizar sobre o câncer de mama, decidiram lançar o desafio para seus amigos: crescer um bigode durante o mês de novembro, como uma forma de chamar atenção para os cuidados com a saúde masculina e conscientizar sobre o câncer de próstata.

Foi aí que surgiu o movimento Movember: uma junção das palavras Mustache (bigode em inglês) e November (novembro em inglês). Naquele ano foram 30 participantes, ou Mo Bros, como são chamados pela campanha.

Em 2004 o movimento já tomou proporções muito maiores com a fundação da Movember Foundation, que almejava criar campanhas de conscientização sobre câncer de próstata e arrecadar fundos para a Fundação Australiana de Câncer de Próstata (Prostate Cancer Foundation of Australia – PCFA).

Essa primeira campanha reuniu 450 Mo Bros e arrecadou mais de 50 mil dólares australianos (equivalente a mais de 200 mil reais), rendendo a maior doação que a PCFA já havia recebido.

A partir dali o movimento só cresceu, ganhando novos parceiros e sendo adotado por vários outros países nos anos seguintes, incluindo a Inglaterra e a Espanha, os primeiros países a receber a versão internacional do Movember.

Timeline com os principais acontecimentos dentro da Campanha movember e novembro azul

Em 2006, a Beyond Blue, organização focada no cuidado da saúde mental na Austrália, se juntou ao movimento, que passou a dar mais enfoque às consequências do câncer de próstata na saúde mental dos pacientes.

Com a ajuda de doações da Movember Foundation, o Projeto de Mapeamento Genético do Câncer de Próstata foi finalizado em 2011. O projeto encontrou informações importantes sobre as causas genéticas do câncer de próstata, auxiliando políticas de prevenção, diagnóstico e tratamento da doença.

Em 2016, a Movember se uniu à Fundação Nacional de Câncer de Mama da Austrália, para tratar da saúde de homens e mulheres e estudar as similaridades entre os cânceres de mama, ovário e próstata.

Cerca de 10% dos casos de câncer são hereditários. Mutações que aumentam o risco de câncer de mama e ovário em mulheres também elevam o risco de câncer de próstata em homens.

Outras pesquisas financiadas pela fundação encontraram, em 2018, as causas genéticas de câncer testicular familiar. Essas descobertas levaram ao desenvolvimento de testes genéticos de triagem capazes de estimar o risco de desenvolver esse tipo de câncer em indivíduos com histórico familiar da doença.

Em 2019, dois novos medicamentos para tratar câncer de próstata foram aprovados pela FDA (organização de controle de fármacos nos Estados Unidos), após pesquisas também financiadas pela campanha.

Hoje o movimento já conta com mais de 6 mil Mo Bros, em mais de 20 países, além de ter apoiado mais de 1.200 projetos voltados para a saúde masculina e prevenção de câncer de próstata e testículo.

 

Novembro Azul no Brasil

O movimento chegou ao Brasil em 2008, iniciado pelo Instituto Lado a Lado pela Vida com a campanha Um toque, um drible, que visava quebrar estigmas e incentivar homens a realizarem os exames preventivos.

Em 2018, o Instituto nomeou a campanha de Novembro Azul, inspirada pelas campanhas do Outubro Rosa. A campanha foi adotada nacionalmente, com a participação de diversas ONGs, além do INCA, Sociedade Brasileira de Urologia e outras organizações de saúde.

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum na população, ficando atrás somente do câncer de pele não melanoma.

Segundo o INCA, são diagnosticados mais de 65 mil novos casos de câncer de próstata em brasileiros, e registradas mais de 15 mil mortes, todos os anos. O diagnóstico tardio da doença é o principal fator que dificulta o tratamento. Casos de câncer de próstata diagnosticados precocemente têm uma chance de cura de até 90%.

Por isso, todos os anos são realizados diversos eventos e campanhas para incentivar a conversa sobre o cuidado com a saúde masculina.

Participe da campanha! Deixe o bigode crescer e alavanque essa conversa!

 

Novembro Azul na Mendelics

Assim como outros tipos de cânceres, a forma hereditária do câncer de próstata soma cerca de 10% dos casos diagnosticados. Testes genéticos de predição de risco de câncer hereditário podem identificar as alterações genéticas que aumentam a chance de desenvolver a doença.

A Mendelics lançou, durante o Outubro Rosa, a campanha #AbraceSuaGenética, para conscientizar o nosso público sobre o câncer hereditário de mama e ovário. No mês de novembro continuamos com a campanha, agora focada em conteúdos informativos sobre o câncer de próstata.

Veja os artigos sobre câncer de mama e o Outubro Rosa.

Siga a Mendelics nas redes sociais e assine a nossa newsletter para acompanhar toda a campanha, onde vamos abordar as causas do câncer de próstata, quais os fatores de risco, prevenção e como diagnosticar a doença.

Se tiver histórico de câncer na família, procure um médico! Se houver necessidade de fazer um teste genético, a Mendelics oferece diversos exames, incluindo o Painel de Câncer de Próstata Hereditário, que analisa 20 genes associados ao desenvolvimento da doença.

Conscientize-se. Abrace sua Genética!


Referências:

INCA – Câncer de Próstata

Movember Foundation – Movember History

Lado a Lado Pela Vida – História do Novembro Azul

The Bold Type e o Câncer de Mama

The Bold Type e o Câncer de Mama

Mendelics Indica: The Bold Type – A jornada de uma portadora de mutação nos genes BRCA1 e BRCA2

A série The Bold Type, disponível na Netflix, conta as histórias de três amigas, Jane, Sutton e Kat, que trabalham em uma grande e famosa revista de moda, a Scarlet.

Logo na primeira temporada, a série já começa a destrinchar a relação de Jane com o câncer de mama. A personagem, uma das redatoras da Scarlet, é incumbida de escrever um artigo sobre testes genéticos para detecção de mutações que aumentam o risco de desenvolver a doença.

Fica visível que Jane não se sente confortável com a tarefa. Esse desconforto se torna ainda mais aparente quando ela entrevista uma médica que incentiva mulheres com histórico familiar de câncer de mama a se testarem, mesmo que muito jovens, o que Jane parece achar um exagero.

Questionada sobre seu histórico familiar, Jane revela à médica que sua mãe era portadora de uma mutação nos genes BRCA (BReast CAncer gene) e morreu muito jovem, aos 32 anos de idade, lutando contra o câncer de mama. Nesse momento entendemos o motivo da relutância da personagem com o teste que poderia revelar se ela também possui a mutação.

Mulheres portadoras de mutações nos genes BRCA têm risco aumentado de desenvolver câncer de mama. Mutações no gene BRCA1 aumentam o risco para até 87%, enquanto mutações no gene BRCA2 aumentam o risco para até 88%. Essas mutações também aumentam o risco de desenvolver câncer de ovário.

Outubro Rosa - A descoberta do gene BRCA1

A ansiedade da personagem sobre o assunto aumenta quando ela vê a campanha da própria Scarlet para o Outubro Rosa. Assim como muitas outras empresas, a revista optou por falar de prevenção de forma leve, alegre até, sem considerar a dificuldade e angústia que acompanham o diagnóstico e tratamento do câncer, algo que Jane conhece bem.

Falar sobre a realidade de pacientes com câncer de mama é delicado, e deve ser feito com cuidado e respeito. Por isso, Jane resolve superar o seu medo e falar da sua história no artigo para a Scarlet. E o primeiro passo dela foi fazer o teste para câncer hereditário.

O resultado do teste foi positivo. Jane herdou a mutação da mãe.

A personagem precisa agora lidar com essa informação e com os próximos passos e decisões que precisa tomar. Felizmente, Jane possui uma boa rede de apoio que a ajudou a superar esse momento. Além de uma médica muito competente, que explicou muito bem o que o resultado significava e quais as medidas preventivas que ela poderia tomar.

Somado aos autoexames e exames preventivos periódicos, como mamografias e ultrassons, Jane eventualmente opta por uma dupla mastectomia: a retirada das duas mamas. Ela toma a decisão depois de encontrar um nódulo em uma das mamas. Apesar dos exames indicarem que não era maligno, a preocupação foi suficiente para que ela decidisse operar.

Apesar de ser pouco discutida, a mastectomia é uma das formas mais efetivas de prevenir o câncer de mama em pessoas com alto risco. O assunto ficou em evidência em 2013, quando a atriz americana Angelina Jolie anunciou que tinha passado pela cirurgia depois de testar positivo para uma mutação no BRCA1.

A dupla mastectomia reduz o risco de desenvolver câncer de mama em 95% em mulheres dentro do grupo de risco, como Jane e Angelina Jolie. E a salpingo-ooforectomia (remoção dos ovários e trompas) preventiva reduz o risco de câncer de mama em 50%, e de câncer de ovário em 90%.

Outubro Rosa - Efeito Angelina Jolie - eficácia das cirurgias profiláticas para redução do risco de câncer de mama

Histórias reais de pacientes, sobreviventes e portadores de alto risco são muito importantes para as campanhas de conscientização. Depois que a atriz Angelina Jolie se pronunciou, o número de exames e cirurgias preventivas aumentou muito. Esse aumento foi chamado de “Efeito Angelina Jolie” , e mostra que exemplos reais podem contribuir muito na conscientização e prevenção do câncer de mama.

Katie Stevens, que interpreta Jane na série The Bold Type, também compartilhou sua experiência. A atriz, assim como sua personagem, encontrou um nódulo em uma das mamas durante um autoexame. Felizmente, o tumor foi diagnosticado como benigno. Nas redes sociais, ela fala sobre a importância das mulheres fazerem o autoexame e exames preventivos regulares.

A série The Bold Type aborda o câncer de mama de um ângulo incomum. Jane retrata a história de muitas mulheres com histórico familiar da doença e que precisam lidar com decisões difíceis sobre saúde e prevenção, mesmo quando ainda muito jovens.

Mostra também o impacto que as campanhas de conscientização têm na população, e o cuidado que deve ser tomado ao construí-las.

 

Outubro Rosa na Mendelics

A Mendelics tem como missão tornar o diagnóstico genético rápido, preciso e acessível para todos que precisam. Acreditamos que para atingir esse objetivo precisamos, também, informar.

A campanha #AbraceSuaGenética traz conteúdos informativos sobre o câncer de mama: o que é e como se desenvolve, quais os fatores de risco e as medidas preventivas, principalmente focado em câncer de mama hereditário.

Confira todos os posts na nossa categoria Outubro Rosa.

O câncer de mama hereditário, retratado em The Bold Type, corresponde a cerca de 10% dos casos diagnosticados. Costuma se manifestar em vários membros da família, que compartilham alguma mutação genética que aumenta o risco da doença.

As mutações que aumentam o risco de desenvolver câncer de mama hereditário podem ser identificadas antes mesmo do aparecimento do tumor, analisando o DNA. A Mendelics possui diversos painéis para a investigação de cânceres hereditários, incluindo o Painel de Câncer de Mama e Ovário Hereditários, que analisa 37 genes associados a essas doenças.

Esse tipo de exame é importante pois traz a informação de qual mutação está presente no portador. Cada mutação aumenta o risco de uma forma diferente e pode ajudar a definir as medidas preventivas e o melhor tratamento, caso o portador desenvolva o câncer.

Além disso, o resultado pode beneficiar outros membros da família, que também podem ser portadores da mesma mutação.

É importante ressaltar que as mutações que aumentam o risco de câncer de mama, como nos genes BRCA1 e BRCA2, não afetam somente as mamas, mas também aumentam o risco de desenvolver câncer nos ovários e pâncreas. Além disso, as mutações também afetam homens, aumentando o risco de câncer de mama, pâncreas e próstata.

Quando falamos de câncer hereditário, as campanhas do Outubro Rosa e do Novembro Azul andam lado a lado. A prevenção é para toda a família.

Se você tem histórico familiar de câncer, consulte um médico e veja como se prevenir.

Abrace sua genética!

Conheça os exames genéticos para câncer de mama


Referências

  1. Engel and C. Fischer. Breast cancer risks and risk prediction models. Breast care, vol. 10, no. 1, pp. 7–12. 2015. Doi: 10.1159/000376600.