Atrofia Muscular Espinhal: o impacto da genômica em 130 anos de pesquisas

Atrofia Muscular Espinhal: o impacto da genômica em 130 anos de pesquisas

A AME – Atrofia Muscular Espinhal

A atrofia muscular espinhal (AME) é uma doença genética progressiva que afeta aproximadamente um em cada 10.000 nascidos vivos no mundo e é a principal causa genética de óbitos em bebês.

Em pessoas com AME, a falta de uma proteína importante, a SMN, leva à morte de neurônios que transmitem mensagens para os músculos. Como resultado, os sinais cerebrais não chegam à musculatura, que enfraquece e atrofia, resultando em problemas graves que afetam funções básicas do organismo como respirar, andar, falar e se alimentar. 

Os sintomas da AME geralmente se manifestam na infância e vão se agravando rapidamente com o tempo. Caso não haja tratamento, a maioria das crianças não atinge os dois anos de idade. Por isso o diagnóstico e, principalmente, tratamento precoces,  são essenciais para garantir uma melhor qualidade de vida para a criança.

Felizmente, as pesquisas científicas, intensificadas pelo estudo do genoma e as novas tecnologias de manipulação do DNA, permitiram o desenvolvimento e avanço de terapias que impactam o histórico natural da doença e qualidade de vida das pessoas com AME.

Conheça os marcos históricos dessa doença nesse post.

Se você desejar saber mais sobre a AME, incluindo suas diferentes classificações, causas e diagnóstico, leia esse artigo.

 

AME – 130 anos de pesquisas científicas

 

tabela com os prinicpais marcos históricos da doença AME

 

 

Anos 1890s –  A descoberta da AME

A AME foi descrita pela primeira vez por dois cientistas, Johann Hoffman e Guido Werdnig, que observaram vários casos de bebês que desenvolveram fraqueza muscular nos primeiros meses de vida. Eles perceberam que células do neurônio motor nesses bebês pareciam degenerar e também notaram que essa condição parecia ser familiar (hereditária).

Os estudos desses dois cientistas levaram à identificação da AME e por isso, até hoje, a AME infantil (tipo 0 e I) é conhecida como doença de Werdnig-Hoffman.

 

1956 – Descoberta da AME juvenil (no adulto)

Algumas décadas depois, dois outros cientistas, Erik Kugelberg e Lisa Welander, conseguiram diferenciar as formas de início tardio da AME de outras doenças semelhantes, como a distrofia muscular. Por isso, a AME tipo 3 também é chamada doença de Kugelberg-Welander.

 

1995 – Descoberta do gene SMN1

A sequência do gene 1 do neurônio motor de sobrevivência (SMN1) foi descrita pela Dra. Judith Melki e sua equipe, que também demonstraram que esse gene estava deletado ou alterado em pessoas com AME. Além disso, a equipe identificou o gene SMN2, associado às diferentes gravidades da AME. 

Fatos importantes

→ Em 1953, o modelo de dupla-hélice do DNA foi proposto pelos cientistas James D. Watson e Francis Crick. A descoberta rendeu aos pesquisadores o Prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina, e permitiu um avanço no estudo do DNA e genes causadores de doenças, como o SMN1 e SMN2.

A descoberta do gene SMN1 foi fundamental para permitir o diagnóstico genético da AME. Antes disso, o diagnóstico era feito com base nos sinais e sintomas clínicos do paciente. 

→ A descoberta do SMN1 e SMN2 permitiu o estudo e desenvolvimento de tratamentos para AME.

 

2003 – início dos estudos para terapia gênica

Quatro anos após a identificação do SMN2, outro grupo de pesquisadores descreveram as alterações nesse gene que estão associadas a AME.  A partir disso, estudos visando a “correção” do gene se iniciaram.

Esses estudos levaram  a descoberta e o desenvolvimento do primeiro medicamento  que tem como alvo a causa genética subjacente da AME, o Spinraza (Nusinersen), que ajuda o organismo a produzir mais proteínas SMN a partir do SMN2

 

2016 – Aprovação do primeiro medicamento que trata a causa genética da AME

 A comunidade global da AME comemorou a aprovação do primeiro tratamento baseado em terapia gênica, o Nusinersen, pela Food & Drug Administration (FDA) nos Estados Unidos. 

→ Depois de 100 anos da descoberta da doença, este foi um marco histórico, possibilitado pelo empenho dos pesquisadores, investimentos e apoio da sociedade. Até então a expectativa de vida de pessoas com AME era muito baixa, até poucos meses de vida. Com o novo tratamento é possível observar saltos no desenvolvimento de muitos bebês em tratamento, como sentar e andar sem apoio e não necessitar de ventilação.

 

2017 – Tratamento para AME no Brasil

Pacientes brasileiros puderam comemorar a aprovação e Registro do Nusinersen pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

 

2019 – Tratamento no SUS

O Ministério da Saúde inseriu o Nusinersen para AME tipo I no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT), disponibilizando o tratamento pelo SUS. 

Crianças com os tipos II e III podem obter o tratamento na modalidade compartilhamento de risco, onde o governo paga pelo medicamento somente se houver melhora da saúde do paciente.

 

2020 – Novas terapias no Brasil 

A ANVISA aprovou o registro de dois outros medicamentos com base em terapia gênica, que corrigem a falta do SMN1 e do SMN2. Ambos ainda não estão disponíveis no SUS.

 

2021 – Inclusão da AME no Teste do Pezinho e data comemorativa

O Governo Federal aprovou o Projeto de Lei (PL 5.043/2020) de ampliação do Teste do Pezinho do SUS. De seis doenças, agora a triagem será para 53 doenças, incluindo AME. 

A triagem neonatal da AME representa um enorme avanço para o tratamento da doença, que é progressiva e por isso necessita de um diagnóstico o mais cedo possível. Quanto mais cedo o diagnóstico, mais cedo o tratamento pode ser iniciado, evitando o avanço e agravamento dos sintomas.

Além disso, o Governo Federal também sancionou  a Lei 14.062, que institui o 8 de agosto como Dia Nacional da Pessoa com Atrofia Muscular Espinhal

 

Triagem Neonatal Genética

Apesar da implementação da AME na triagem neonatal do SUS só acontecer a partir de 2022, a doença, já há algum tempo, faz parte do Teste da Bochechinha, o teste de triagem neonatal genética desenvolvido pela Mendelics que complementa o Teste do Pezinho.

Utilizando a tecnologia de Sequenciamento de Nova Geração (NGS), o Teste da Bochechinha analisa os genes associados a AME e a outras mais de 320 doenças genéticas graves e tratáveis.

Porém, por ser um teste de triagem, o Teste da Bochechinha só é indicado para crianças sem sintomas. Quando a criança (ou pessoa de qualquer idade) tem algum sintoma de AME, recomenda-se realizar um exame genético de diagnóstico para confirmar a suspeita médica. 

A Mendelics oferece exames genéticos para diagnóstico da AME, incluindo o MLPA, Painel de Doenças Tratáveis e o Exame de Sequenciamento dos genes SMN1 e SMN2.  

Se quiser saber mais sobre a AME e sobre os exames de diagnóstico genético deixe sua pergunta nos comentários abaixo ou entre em contato com a nossa equipe pelo telefone (11) 5096-6001 ou através do nosso site.

 


Referências

  1. Prior TW, Leach ME, Finanger E. Spinal Muscular Atrophy. 2000 Feb 24 [Updated 2019 Nov 14]. In: Adam MP, Ardinger HH, Pagon RA, et al., editors. GeneReviews® [Internet]. Seattle (WA): University of Washington, Seattle; 1993-2020. 
  2. Talbot K, Tizzano EF. The clinical landscape for SMA in a new therapeutic era. Gene Ther. 2017;24(9):529-533. doi:10.1038/gt.2017.52
  3. The discovery of SMA
  4. PCDT Atrofia-Muscular-Espinhal-5q-Tipo-I
  5. Ministério da Saúde Atrofia Muscular-Espinhal-AME
  6. INAME – Tratamentos da AME 
O filme Meu Pai e a doença de Alzheimer

O filme Meu Pai e a doença de Alzheimer

Conheça Anthony e como é viver com demência – Filme Meu Pai 

 

Indicado para 6 Oscars em 2021 e estrelado por Anthony Hopkins e Olivia Colman, o filme Meu Pai (The Father) conta a história de Anthony, um homem de 81 anos que está com a doença de Alzheimer. 

A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência, uma condição neurodegenerativa que afeta pelo menos 40 milhões de pessoas no mundo.

A perda de memória costuma ser o primeiro sintoma observado, que se agrava à medida que a doença avança e é acompanhada de desorientação, mudanças de humor e comportamento, confusão sobre eventos, tempo e lugares e, em seus estágios avançados, dificuldade para falar, engolir e andar.

Diferente de outras produções – que mostram o Alzheimer sob o ponto de vista externo, de quem vê o paciente, do familiar cuidador, etc. – Meu Pai mostra os sintomas da demência e seu avanço do ponto de vista da pessoa que vive com ela.

A história se passa seguindo o raciocínio de Anthony, ou seja, colocando o espectador completamente atrás do seu ponto de vista, conforme a doença progride no seu cérebro. Anthony vive uma série de encontros confusos e ilógicos. Rostos, pessoas e linhas do tempo se misturam em sua percepção. Isso torna a narrativa do filme desconexa e ao mesmo tempo envolvente e emocionante. 

Parece uma fantasia de terror, uma terrível conspiração contra Anthony – mas é simplesmente o que seu cérebro danificado está fazendo com que ele veja, ouça e acredite.

O filme é uma imersão na realidade vivida de uma pessoa que sofre da doença de Alzheimer e, por isso, também é um apelo à empatia com quem sofre de demência. Para contribuir com a conscientização sobre essa doença, neste post descrevemos os principais pontos conhecidos sobre o Alzheimer.

 

O que é a doença de Alzheimer?

O Alzheimer é uma doença cerebral progressiva que destrói lentamente a memória e as habilidades de raciocínio e, eventualmente, a capacidade de realizar as tarefas mais simples do cotidiano. 

A doença é caracterizada por alterações no cérebro – incluindo as chamadas placas amilóides e os emaranhados neurofibrilares (ou tau) – que resultam na perda de neurônios e de suas conexões. Os neurônios transmitem mensagens entre diferentes partes do cérebro para os músculos e órgãos do corpo. Essas e outras alterações afetam a capacidade de uma pessoa de lembrar, raciocinar e, eventualmente, de viver de forma independente.

Alzheimer e demência são frequentemente usados como sinônimos, mas não são a mesma coisa. A demência é um grupo de mais de 100 doenças e o Alzheimer é uma delas. Os termos são facilmente confundidos porque Alzheimer é a causa mais comum de demência, responsável por pelo menos 60% dos casos. 

No Brasil, estima-se que existam 1,2 milhões de pessoas com Alzheimer, mas a maioria delas não possui diagnóstico.

 

Quais são os sintomas do Alzheimer?

O Alzheimer é uma doença progressiva, ou seja, os sintomas pioram gradualmente ao longo dos anos. Na maioria das pessoas afetadas, os sintomas aparecem pela primeira vez por volta dos 60 anos. 

Nos estágios iniciais a perda de memória é leve e os sintomas, que podem passar despercebidos, incluem: perda de memória recente, dificuldade para encontrar palavras, desorientação no tempo e no espaço, dificuldade para tomar decisões, perda de iniciativa e de motivação, sinais de depressão, agressividade, diminuição do interesse por atividades, entre outros.

Nos estágios mais avançados os indivíduos perdem a capacidade de manter uma conversa e responder ao ambiente, esquecem nomes de familiares e passam a depender de outras pessoas para fazer atividades básicas diárias.

Em média, uma pessoa com Alzheimer vive de 4 a 8 anos após o diagnóstico, mas pode viver até 20 anos, dependendo de outros fatores.

 

O que causa o Alzheimer?

A causa do Alzheimer ainda não é totalmente compreendida. Até o momento, entende-se que a doença é desencadeada por uma combinação de fatores de risco: mudanças no cérebro relacionadas à idade, junto a fatores genéticos, ambientais e de estilo de vida

É importante lembrar que: ter um fator de risco não quer dizer que, necessariamente, terá a doença, mas que possui um risco maior de desenvolvê-la em comparação com alguém que não tem esse fator. Além disso, o impacto dos fatores de risco varia de pessoa para pessoa.  

Os principais fatores de risco são:

  • Idade

A idade avançada não causa o mal de Alzheimer, mas é o fator de risco conhecido mais importante para a doença. 

O número de pessoas com doença de Alzheimer dobra a cada 5 anos após os 65 anos. Cerca de um terço de todas as pessoas com 85 anos ou mais podem ter doença de Alzheimer. 

No entanto, a idade é apenas um fator de risco. Muitas pessoas vivem além dos 90 anos, sem nunca desenvolver demência.

Raramente, cerca de 10% dos casos, o Alzheimer ocorre em pessoas entre 30 a 60 anos, esses casos são chamados de Alzheimer prematuro ou de início precoce.

  • Histórico familiar

Pessoas que possuem familiares próximos com Alzheimer possuem um maior risco de desenvolver a doença. Isso pode ocorrer devido ao compartilhamento de alterações genéticas de risco associadas à doença e fatores do ambiente – ou ambos –  entre os familiares.

  • Genética

Tanto a doença de Alzheimer tardia como a de início precoce possuem componentes genéticos. Estudos já apontaram que variantes no gene APOE (apolipoproteína E) estão associadas a um maior risco de desenvolver a doença de início tardio

Já o Alzheimer de início precoce, visto em casos familiais, é associado à alterações nos genes APP, PSEN1 e PSEN2.

Ainda não se sabe ao certo como as alterações nesses genes causam o Alzheimer, mas, pessoas que possuem variantes de risco nesses genes possuem maior probabilidade de desenvolver a doença.

 

Como o diagnóstico é realizado?

O diagnóstico do Alzheimer é feito com base em avaliação clínica, incluindo exames neurológicos, laboratoriais e de imagem, testes cognitivos e do histórico familiar. 

O teste genético pode ser indicado para auxiliar no diagnóstico do Alzheimer de início precoce e para testar pessoas com um forte histórico familiar de Alzheimer ou uma doença neurológica relacionada.

 

O Alzheimer possui tratamento?

A doença de Alzheimer ainda não tem cura, mas existem opções de tratamentos medicamentosos e terapias não medicamentosas que ajudam a tratar os sintomas e controlar o seu avanço. 

O objetivo dos tratamentos é preservar a função mental, gerenciar sintomas comportamentais e desacelerar o avanço dos danos mentais, como a perda de memória. 

De modo geral, o diagnóstico precoce ajuda a preservar a qualidade de vida do indivíduo.

Atualmente, muitas pesquisas buscam o desenvolvimento de terapias direcionadas aos mecanismos genéticos, moleculares e celulares específicos para tratar a causa da doença.

 

Diagnóstico genético e a Mendelics

Para auxiliar os médicos, os pacientes e seus familiares em busca do diagnóstico genético do Alzheimer, a Mendelics desenvolveu o Painel de Demências e Parkinson

Utilizando a tecnologia de NGS, o Painel analisa 60 genes envolvidos em formas precoces e/ou familiais de Doença de Alzheimer e Doença de Parkinson, entre outras.

É importante lembrar que esse post tem caráter educativo e somente um médico pode avaliar os benefícios do exame genético para o paciente e definir qual exame é mais adequado. Por isso, converse com seu médico! 

Para saber mais entre em contato com a nossa equipe pelo telefone (11) 5096-6001 ou através do nosso site. Dúvidas? Deixe sua pergunta nos comentários abaixo.  

 


Referências

  1. https://www.imdb.com/title/tt10272386/
  2. https://www.nia.nih.gov/health/alzheimers-disease-fact-sheet
  3. https://www.alz.org/alzheimers-dementia/what-is-alzheimers
  4. https://www.hcor.com.br/hcor-explica/neurologia/alzheimer-fique-atento-aos-sinais/
  5. https://abraz.org.br/2020/sobre-alzheimer/o-que-e-alzheimer-2/
Preciso continuar me testando após tomar a vacina contra COVID-19?

Preciso continuar me testando após tomar a vacina contra COVID-19?

O que fazer após tomar a vacina contra COVID-19?

Primeiro precisamos entender que diferentes vacinas têm diferentes efeitos, mas o importante é que todas elas são efetivas na redução de hospitalizações, óbitos e protegem a população.

 

Vacinas aplicadas no Brasil

Quadro informativo listando as diferentes vacinas para covid-19 e suas respectivas eficácias

Quadro 1: Dados de eficácia global das vacinas aplicadas no Brasil.
* WHO: World Health Organization

Vacinas a serem utilizadas nos próximos meses: Sputnik V (aprovada para importação) e Convidecia (pedido de uso emergencial em análise).

 

O que a eficácia e efetividade da vacina representam?

A eficácia da vacina refere-se ao desempenho de uma vacina em um ensaio clínico cuidadosamente controlado, enquanto a efetividade descreve seu desempenho em estudos observacionais do mundo real. 

De modo geral, as evidências demonstram que as vacinas para a COVID-19 autorizadas são eficazes na prevenção da doença COVID-19, especialmente quadros graves e morte. Além disso, também há estudos demonstrando que reduzem o risco de transmissão do vírus. Em outras palavras, ao tomar a vacina, o indivíduo diminui suas chances de ser infectado pelo vírus. 

Isso é o que chamamos de eficácia global: quais as chances de você se infectar com o vírus depois de vacinado. Mas o mais importante é que em caso de infecção, o risco de desenvolver um quadro grave ou morrer é muito baixo.

Todas as vacinas disponíveis são eficazes no controle da pandemia.

 

Por que as vacinas apresentam diferentes taxas de efetividade? 

Com o início da vacinação no mundo inteiro, vários estudos estão sendo conduzidos no intuito de entender a efetividade das vacinas nas diferentes populações. No Quadro 1 é possível observar diferentes valores para a eficácia observada nas populações. 

No Brasil, um estudo realizado pelo Instituto Butantan em Serrana (interior de São Paulo) onde quase toda a população adulta foi vacinada com CoronaVac, observou 80% de efetividade contra casos sintomáticos. E quando a vacinação chegou a 75% da população adulta, as hospitalizações reduziram em 86%, e os óbitos em 95%.

Outro estudo realizado pelo grupo Vaccine Effectiveness in Brazil Against Covid-19 com a CoronaVac em idosos em todo Estado de São Paulo, encontrou efetividade média de 42%, e observou que a taxa de efetividade reduz conforme a idade aumenta: dos 70 aos 74 anos, fica em 61,8%; dos 75 aos 79 anos fica 48,9%; e acima de 80 anos é de apenas 28%.

Já no Chile, um estudo feito com a CoronaVac em 10,5 milhões de pessoas apresentou efetividade de 67% contra casos sintomáticos.

O mesmo foi visto para a vacina Corminaty (Pfizer/BioNTech) aplicada a uma população idosa (77-90 anos de idade) na Dinamarca. A eficácia da vacina nesse grupo foi de 64%, enquanto em grupos de menor idade a eficácia pode chegar a 95%.

Vários fatores influenciam essas diferenças na efetividade das vacinas:

  • Idade – conforme envelhecemos, nosso sistema imune fica mais frágil;
  • Genética – as populações têm diferenças no DNA que podem fazer com que o sistema imune seja mais, ou menos resistente. 
  • Variantes – as novas variantes do coronavírus, que podem escapar a imunidade conferida pelas vacinas e também impactam a eficácia das vacinas em diferentes países. 

Para entender melhor as variantes, leia esse artigo.

 

Por que ainda posso pegar COVID-19 mesmo após me vacinar?

O objetivo de qualquer vacina é conseguir induzir a resposta imunológica do indivíduo, de modo que quando for de fato exposto ao vírus, seu sistema imune seja capaz de bloqueá-lo ou destruí-lo antes que ele se espalhe e cause sintomas e consequências graves. 

Contudo, a resposta imunológica de cada pessoa depende de muitos fatores como, por exemplo, a idade, a presença de doenças ou comorbidades, fatores genéticos e até estilo de vida, por isso, algumas pessoas ainda podem contrair o vírus e apresentar sintomas graves, mesmo que em uma porcentagem baixa e uma parcela de indivíduos vacinados pode ser infectado pelo vírus e não manifestar sintomas. O perigo nesse último caso é a pessoa contaminar outras pessoas não-vacinadas, mesmo que esses casos também ocorram com menos frequência.

Faça um paralelo com a gripe comum: muitas pessoas ficam gripadas com muita frequência e sentem sintomas como febre, dores e cansaço, enquanto outras dizem nunca ficar gripadas. Todos somos expostos aos vírus de gripe, mas nossos sistemas imunológicos reagem de forma diferente.

 

Como vacinas contra COVID-19 pode impactar o resultado de um teste para detecção do coronavírus?

Após a vacina, os indivíduos vacinados que forem infectados pelo vírus SARS-CoV-2 podem ter carga viral até 5 vezes mais baixa que pessoas não vacinadas, podendo não ser detectada por exames voltados à identificação de material genético viral.

O mesmo possivelmente ocorre em casos de reinfecção pelo SARS-CoV-2. Esses casos podem gerar resultados falso-negativos nos testes de PCR, ou seja, que detectam a infecção ativa.

Nos testes sorológicos (que detectam os anticorpos gerados em resposta à infecção) é possível que tenham resultado positivo, pois podem detectar os anticorpos gerados pela vacina. Porém, a depender do tipo da vacina e do organismo da pessoa, nem sempre esses testes serão capazes de detectar a presença de anticorpos anti-SARS-CoV-2.

 

Preciso continuar me testando mesmo após a vacina?

Até o momento, sabemos que as vacinas conseguem impedir que o vírus cause quadros graves da doença na maioria das pessoas, mas não impedem totalmente que a pessoa seja infectada e tenha a doença. Ou seja, pessoas vacinadas ainda podem se infectar e, possivelmente, ainda transmitir o vírus

As chances de uma pessoa vacinada se infectar com o vírus é inversa à eficácia global das vacinas. Considerando os valores que temos no Quadro 1, temos uma probabilidade de infecção de até 49% com CoronaVac, até 14% com a Corminaty, até 37% com a Covishield, e até 33% com a vacina da Janssen-Cilag (J&J).

Por isso, enquanto a maioria da população não estiver 100% imunizada (com todas as doses necessárias), as pessoas vacinadas devem continuar seguindo as medidas de proteção recomendadas, como usar máscara, manter distância, lavar as mãos e se testar se estiver com sintomas de COVID-19, se entrou em contato com alguém com sintomas ou confirmado e/ou se vai encontrar com outras pessoas sem distanciamento físico.

 

Alguns cenários em que o teste pode ser útil, para pessoas vacinadas ou não vacinadas.

 

  • Se você apresenta sintomas de COVID-19 (mesmo que já tenha tido COVID-19 anteriormente, ou tenha se vacinado).
  • Se você teve contato próximo com alguém com COVID-19 confirmado.
  • Se você esteve em situações de risco mais elevado e com maior exposição, como em viagens, reuniões/eventos sociais, ambientes fechados lotados ou mal ventilados.
  • Se você vai viajar para outro país ou voltar para o Brasil. A maioria dos países e companhias aéreas estão pedindo a apresentação do teste negativo para embarque/entrada no país.

 

De modo geral, qualquer pessoa com quaisquer sinais ou sintomas de COVID-19 deve fazer o teste, independentemente do estado de vacinação ou infecção anterior. 

Lembrando que você deve ficar longe de outras pessoas enquanto aguarda os resultados do teste e seguir as orientações do seu médico ou profissional de saúde pública. 

 

Meu teste PCR está negativo, o que isso quer dizer?

Um resultado de teste que detecta a infecção por SARS-CoV-2 negativo significa que o vírus não foi detectado. E isso não quer dizer que você não está infectado.

Os testes para detecção de SARS-CoV-2, assim como para outros vírus, são desenvolvidos para ter o máximo de acurácia na detecção de casos positivos reais. E o que isso significa?

Os testes não devem ter resultados falso-positivos: se uma pessoa não está contaminada, o resultado nunca deve dar positivo. Para controlar esse tipo de erro é preciso aceitar que o teste tenha resultados falso-negativos, em pequenas taxas, é claro.

Em resumo, resultados positivos são sempre reais. Resultados negativos podem ser equivocados, principalmente para vacinados, que podem apresentar uma carga viral até 5 vezes mais baixa, dificultando a detecção.

 

Então, se você tiver sintomas de COVID-19 e seu teste der negativo:

  • Você pode ter recebido um resultado de teste falso-negativo e ainda assim pode ter COVID-19.
  • Você deve fazer o isolamento por pelo menos 14 dias e seguir as recomendações de restrição. Entre em contato com um médico e informe sobre seus sintomas.

 

Se você não tem sintomas de COVID-19 mas foi exposto a uma pessoa com COVID-19 e seu teste der negativo:

  • Você pode não ter se infectado.
  • Você pode ter se infectado e estar assintomático e pode ter recebido um resultado de teste falso-negativo.
  • Você deve fazer o isolamento por pelo menos 14 dias e seguir as recomendações de restrição.

 

O teste na saliva realmente funciona? 

Diversos estudos demonstraram as vantagens do uso da amostra de saliva para detectar a infecção pelo coronavírus. Os métodos de detecção do SARS-CoV-2 feitos em amostra de saliva permitem a testagem frequente através de uma coleta simples, indolor e que não precisa de insumos caros e em falta no mercado devido à alta demanda, o que os torna mais acessíveis a toda a população.

Além disso, a saliva demonstrou ter maior carga viral e pode ajudar a identificar precocemente a gravidade da doença. Leia mais sobre a importância da saliva para a COVID-19 nesse artigo.

 

1 ano de #PARECOVID

A vacinação é a melhor solução para o controle da pandemia e proteção da população, mas enquanto ela não está disponível para todos, a testagem em massa é a melhor forma de controle.

Com a missão de contribuir para a testagem em massa e democratizar o acesso a testes para COVID-19 para todos que necessitam, em junho de 2020, a Mendelics lançou o #PARECOVID: um teste molecular de desenvolvimento próprio que, através da técnica de RT-LAMP, identifica a presença do RNA do vírus SARS-CoV-2 na saliva. 

Em junho de 2021, o #PARECOVID completa um ano de existência se consolidando como o teste molecular mais acessível, com capacidade de testagem diária de até 110.000 amostras, e resultados disponibilizados em até 24 horas. Além disso, os resultados obtidos pela Mendelics através do #PARECOVID, permitem prever a taxa de novos casos em São Paulo com uma semana de antecedência.

Um ano de pandemia: Relembre os principais acontecimentos em 1 ano da pandemia do coronavírus nesse artigo.

 


Referências
  1. Vaccine Tracker 
  2. https://blog.mendelics.com.br/abertura-de-protocolo-do-parecovid-rt-lamp/
  3. https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/paf/coronavirus/vacinas
  4. https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2021.05.19.21257472v1
  5. https://www.nature.com/articles/s41591-021-01316-7
  6. Paltiel AD, Zheng A, Walensky RP. Assessment of SARS-CoV-2 Screening Strategies to Permit the Safe Reopening of College Campuses in the United States. JAMA Netw Open. 2020;3(7):e2016818.
  7. Saliva as a gold-standard sample for SARS-CoV-2 detection
  8. ANVISA – Vacinas aprovadas 
  9. Moustsen-Helms IR, Emborg H-D, Nielsen J, et al. Vaccine effectiveness after 1st and 2nd dose of the BNT162b2 mRNA Covid-19 Vaccine in long-term care facility residents and healthcare workers – a Danish cohort study. doi:10.1101/2021.03.08.21252200
  10. CDC, “Coronavirus Disease 2019 (COVID-19),” Centers for Disease Control and Prevention, Feb. 11, 2020.
  11. World Health Organization (WHO)
Glossário de genética III

Glossário de genética III

Entenda termos importantes sobre alterações genéticas

Na terceira edição do Glossário de Genética, descrevemos os principais termos utilizados quando falamos sobre alterações no nosso genoma.

Quer saber mais? Leia as edições I e II do nosso Glossário para conhecer os principais termos em genética, genômica e técnicas de sequenciamento.

 

Mutação

A palavra “mutação” é amplamente usada para comunicar qualquer diferença entre a sequência de bases no genoma individual que está sendo sequenciado e a sequência mantida em um genoma de referência. 

Contudo, também é comumente interpretada como sinônimo de uma alteração que ‘causa uma doença’, por isso, tem uma conotação historicamente negativa. 

Temos entre 4 a 5 milhões de “mutações” em nosso DNA. Porém, a maioria dessas alterações não estão associadas a doenças, e podem estar ligadas a outras características (exemplo: cor do olho). 

Após a popularização dos estudos genômicos e o maior conhecimento do genoma humano, o uso da palavra “mutação”, passou a ser evitada e substituída pelo termo neutro ‘variante’.

 

Variante

Qualquer diferença entre a sequência do genoma individual que está sendo sequenciado em relação a um genoma de referência. 

As variantes podem ser classificadas com base no seu impacto clínico ou o tipo de alteração que causam na sequência do DNA.

As classificações clínicas refletem a probabilidade da variante causar uma doença. São 5 categorias

  1. Patogênica,
  2. Provavelmente patogênica,
  3. Benigna,
  4. Provavelmente benigna e,
  5. Significado incerto. 

Quanto ao tipo de alteração, temos as seguintes categorias:

 

Variantes de base única (Single Nucleotide Variant, SNV)

As variações de nucleotídeo ou base única (SNV) são alterações de um único par de bases. Envolvem a substituição de um par de base na sequência do DNA, o que pode ter diferentes consequências sobre a proteína codificada.

 

Indels

São inserções ou deleções de uma, ou mais bases na sequência do DNA. Esses tipos de alterações, quando ocorrem dentro de éxons, podem ter diferentes consequências sobre a proteína codificada, incluindo a adição ou exclusão de aminoácidos, ou mesmo a mudança da matriz de leitura do código genético e inclusão de um sinal de parada prematuro da formação da proteína, ou ainda o alongamento dela.

 

Variantes estruturais (Structural Variation, SV)

Variantes estruturais (SV) compreendem uma ampla classe de alterações genômicas, normalmente definidas como alterações de 50 pares de bases ou mais, incluindo deleções, duplicações, inserções, inversões e translocações.

O tamanho da SV não necessariamente está ligado ao seu efeito no funcionamento do organismo. 

Grandes pedaços de cromossomos podem ser movidos de um ponto para o outro (translocações) ou invertidos (inversão), sem efeitos negativos aparentes. Por outro lado, deleções ou adições de múltiplas bases dentro de um gene podem resultar em uma proteína não funcional, com graves consequências para o funcionamento do organismo. 

 

Variações do Número de Cópias (Copy Number Variation, CNV)

As variantes de número de cópias (CNV) são um tipo de SV em que trechos do DNA variam em seu número de cópias (normalmente temos duas cópias, uma paterna e uma materna).

As CNVs podem incluir um ou vários genes, fazendo com que um indivíduo tenha quatro cópias de um gene, em vez das duas habituais, outra pessoa tenha três e outra pessoa cinco.

As CNVs podem resultar em níveis mais elevados ou diminuídos de proteínas sendo produzidas, podendo ou não causar doenças.

Já foi demonstrado que alguns genes e regiões do genoma possuem CNVs sem impacto funcional. Por outro lado, CNVs em genes atuantes no desenvolvimento neuropsicomotor, podem aumentar o risco para distúrbios do neurodesenvolvimento, por exemplo.

 

Alterações Cromossômicas

As alterações (ou anomalias) cromossômicas são variações no número ou na estrutura (forma ou tamanho) dos cromossomos.

O genoma humano é constituído de 46 cromossomos: 2 conjuntos de 22 cromossomos homólogos autossômicos e 2 cromossomos sexuais, X e Y. As alterações cromossômicas numéricas são aquelas que, de alguma forma, afetam esse número.

O número normal do conjunto total de cromossomos (44 autossomos + 2 cromossomos sexuais) é chamado de euploidia

Se todo o conjunto total aumenta é considerado uma poliploidia (triploidia – 69 cromossomos, tetraploidia – 92 cromossomos). 

Se o número de algum cromossomo específico é alterado, chamamos de aneuploidias (ex.: trissomia do cromossomo 21, conhecido como Síndrome de Down).

As alterações cromossômicas estruturais são variações que alteram a estrutura do cromossomo e incluem: deleções, duplicações, inversões, translocações, cromossomo em anel e isocromossomos. 

Mesmo que a estrutura e organização dos cromossomos esteja alterada, se a quantidade de material genético estiver preservada, a alteração é chamada de balanceada ou equilibrada. Se houver partes cromossômicas adicionais ou a menos é chamada de desequilibrada, ou desbalanceada.

 

Além das classificações das variantes, outros termos também são muito frequentes:

Variante de novo

Variante de novo, também chamada de “mutação nova” é uma variante que surgiu em um indivíduo pela primeira vez e não é herdada de um dos pais.

Podem ser causadas por acaso, por falhas no processo de replicação do DNA durante a divisão celular e formação dos gametas, por reparo de erros no processamento do DNA ou devido a eventos mutagênicos, como exposição à radiação e produtos químicos específicos. Como em todas as variantes, as variantes de novo podem ter consequências funcionais e causar doenças. 

 

Variabilidade genética/genômica

A variabilidade genética é todo o conjunto de diferenças entre as sequências de DNA (genoma) dos indivíduos.

O genoma humano possui três bilhões de pares de bases em sua sequência. Sendo que 99.5% dessa sequência é comum entre indivíduos, e os 0.5% restantes faz com que nenhum ser humano seja igual ao outro.

A variabilidade genética é uma parte muito importante da vida. É esse conjunto de variações que permite que os organismos se adaptem a diferentes ambientes e situações adversas, sendo essencial para a sobrevivência das espécies. 

Determinadas variações genéticas podem ser a causa direta de doenças raras (como a Atrofia Muscular Espinhal, AME), podem resultar em uma maior ou menor predisposição para o desenvolvimento de doenças comuns (como diabetes e hipertensão), mas também podem resultar em vantagens adaptativas, ou ainda podem não ter qualquer consequência na saúde. 

 


Quer entender mais sobre termos importantes na genética e genômica? Leia também a primeira e a segunda parte do nosso glossário.

Filme Uma Gota De Esperança – A importância da Triagem Neonatal

Filme Uma Gota De Esperança – A importância da Triagem Neonatal

Uma Gota De Esperança

O filme documentário Uma gota de esperança conta a história da jornalista Larissa Carvalho e seu filho, Théo, portador de uma doença rara e progressiva que não tem cura. 

Larissa viveu uma jornada angustiante em busca do diagnóstico do filho, que envolveu muitas consultas, exames e diferentes profissionais. Os sintomas de Théo, que nos seus primeiros meses de vida teve paralisia cerebral, evoluíam a cada dia e ele não se desenvolvia como outras crianças na mesma idade.

Após muito tempo de busca, finalmente Larissa obteve o diagnóstico final: Théo possui uma doença genética recessiva chamada Acidúria Glutárica tipo I (AG1). Um erro inato do metabolismo que possui tratamento e que quanto mais cedo for diagnosticado e tratado, melhor o prognóstico e a qualidade de vida da criança.

No documentário, Larissa descreve o susto que sofreu ao receber a notícia da doença e, principalmente, da frustração ao saber que a doença poderia ter sido diagnosticada logo nos primeiros dias de vida do Théo, através do Teste do Pezinho Expandido disponível na rede privada. 

Além disso, outros pais de crianças com doenças raras, iguais ou parecidas com a doença de Théo contaram suas histórias. No filme, Larissa se emociona ao contar quando visitou um instituto especializado em AG1 nos Estados Unidos para compreender mais sobre a doença, e lá notou várias crianças correndo e brincando.

Ao questionar os especialistas do local porque aquelas crianças eram tão diferentes do Théo, ela conta, com muita dor, que eles a explicaram que a diferença impactante na qualidade de vida daquelas crianças era baseada no diagnóstico feito na triagem neonatal, seguido por tratamentos precoces.

Também foram entrevistados especialistas de diversas áreas, incluindo Dra. Fernanda Monti e Dr. Rodrigo Arantes, médicos da Mendelics,  para comentarem sobre a importância de expandir a triagem neonatal na rede pública e disponibilizar informação à população brasileira sobre doenças raras e a necessidade de se obter diagnósticos precoces para oferecer qualidade de vida a todos. 

Desde o diagnóstico de Théo, Larissa passou a se dedicar à divulgação dos benefícios da ampliação do Teste do Pezinho básico e da importância da triagem neonatal.

Seu objetivo é fazer com que todas as grávidas saibam que existem outros testes de triagem neonatal mais completos na rede particular, e que o Governo expanda o número de doenças triadas no Programa Nacional de Triagem Neonatal oferecido no SUS.

Em outubro de 2020, a história de Théo ficou conhecida no Brasil inteiro através de um vídeo publicado pelo TEDxPUCMinas 2020. Intitulado como Eu matei os neurônios do meu filho, o vídeo repercutiu nas redes sociais. Para assistir o vídeo e saber mais sobre a doença do Théo, te convidamos a ler esse artigo.

 

Triagem neonatal da Acidúria Glutárica tipo I

A AG1 não faz parte do Programa Nacional de Triagem Neonatal do SUS, que rastreia apenas seis doenças (fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, anemia falciforme, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase). Sendo triada apenas em algumas versões ampliadas do Teste do Pezinho e pelo Teste da Bochechinha, a triagem neonatal genética da Mendelics.

O Bochechinha complementa o Teste do Pezinho básico e o expandido/ampliado. Centenas de doenças genéticas raras que possuem tratamento não são triadas pelo Teste do Pezinho, mas são identificadas através de uma análise genética. Através da moderna técnica de sequenciamento de nova geração (NGS), o DNA do bebê é analisado a fim de buscar alterações em centenas de genes. 

Bebês com alto risco de desenvolver AG1, identificados no Teste da Bochechinha, podem iniciar precocemente o acompanhamento médico e tratamento da doença. Quanto mais cedo o diagnóstico e o início do tratamento, maior a qualidade de vida do paciente.

Para saber mais sobre o Teste da Bochechinha, deixe sua pergunta nos comentários abaixo ou entre em contato com a nossa equipe pelo telefone (11) 5096-6001.